Da criatura ao criador: Torga e Sophia

Na Terça-feira passada, o professor José Manuel Araújo deu uma nova conferência “Da criatura ao criador”, desta feita abordando os escritores Miguel Torga e Sophia de Mello Breyner Andresen.

Abaixo têm algumas fotos da sessão e o nosso livro digital:

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O poder da Arte

O Fragmentos de Nós regressou, desta feita na Mediateca da escola. O tema explorado foi O poder da arte, com as professoras Márcia Sousa e Maria Barbeitos.


Clica nas botas do cartaz para acederes ao número 12 do boletim Fragmentos de Nós.

A partir da pintura de Van Gogh, não podemos sequer estabelecer onde se encontram estes sapatos. Em torno deste par de sapatos de camponês, não há nada em que integrem, a que possam pertencer, só um espaço indefinido. Nem sequer a eles estão presos torrões de terra do caminho do campo, algo que pudesse denunciar a sua utilização. Um par de sapatos de camponês e nada mais. E todavia…
Na escura abertura do interior dos sapatos, fica-nos a dificuldade e o cansaço dos passos do trabalhador. Na gravidade rude e sólida dos sapatos está retida a tenacidade do lento caminhar pelos sulcos que se sentem até longe, sempre iguais, pelo campo, sobre o qual sopra um vento agreste. No couro, está a fertilidade e a humidade do solo. Sob as solas, insinua-se a solidão do caminho do campo, pela noite que cai. No apetrecho para calçar impera o apelo calado da terra, a sua muda oferta de trigo amadurece e a sua inexplicável recusa na desolada improdutividade no inverno. Por reste apetrecho passa o calado temor pela segurança do pão, a silenciosa alegria de vencer uma vez mais a miséria, a angústia do nascimento iminente e o tremor ante a ameaça da morte. Este apetrecho pertence à terra e está abrigado no mundo da camponesa. É a partir desta abrigada pertença que o produto surge para o seu repousar-em-si-mesmo.
(…) Mas será que o que queremos dizer é que o quadro de Van Gogh copia um par de sapatos de camponês que realmente está aí, e é uma obra que consegue fazê-lo? De modo nenhum. Portanto, na obra, não é de uma reprodução do ente singular que de cada vez está aí presente que se trata, mas sim da essência geral das coisas.

M. Heidegger, A origem da obra de arte, edições 70, Lisboa, pp.27-28

Para verem mais números do Fragmento de Nós, sigam esta ligação.

Quentes e Boas! Novos e Saborosos!

No passado dia 11 celebrou-se o S. Martinho. Para assinalar a data, tivemos uma exposição de livros e bolos na Biblioteca.

Entretanto, lembrámo-nos da oficina de escrita criativa e do nosso desafio e decidimos fazer um livro digital. Clica na imagem da capa para veres a publicação.

Este livro foi feito apenas com recolhas de material que encontrámos a navegar na net e algum tratamento de imagem. Se quiseres saber como se faz, passa pela BE, às Quintas-feiras, das 11h55 às 13h25. Nós ensinamos-te!

Fragmentos de Pintura

Hoje teve lugar na Biblioteca mais uma sessão do Fragmento de Nós, desta vez a paixão revelada foi a pintura. No espaço da BE estão expostos alguns quadros da professora Ana Ribeiro. Os alunos, guiados pela autora, tiveram oportunidade de viajar pelo seu imaginário.

No Fragmentos de Nós #11 podem encontrar a razão de ser desta sua dedicação à pintura.

Se não tiveram oportunidade de assistir às sessões, têm abaixo um ficheiro de powerpoint que vos abre uma pequena janela para alguns dos quadros expostos na BE (até ao dia 21 deste mês).

BESPL – Fragmentos 11 (Pintura)

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Fotopoesia – Fragmentos de Nós #10

Na passada 6ª feira foi lançado o número 10 do Fragmentos de Nós, intitulado Fotopoesia. Simultaneamente, foram realizadas duas sessões com a profª. Armandina Silva, durante as quais os alunos tiveram a oportunidade de contactar mais directamente com o mundo da fotografia, aliado ao da poesia.

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