Semana da Leitura 27 a 31 de Março

Ler com PRAZER/ Ler para SER

Cartaz da semana da leitura para o concelho de Ponte de Lima da autoria da aluna Eva Pereira do Curso de Artes Visuais.

Sessão musical com o Ângelo e a Sarah:

 

Tertúlia: Ler para quê? Um livro pode mudar a nossa vida?

Momento fantástico de partilha e vivências de leituras !

Com os professores Augusto Viana, Céu Malheiro, Sónia Martins , os alunos Eva Direito e João Pedro Cunha e a assistente operacional Patrícia Fernandes.

 Leitura de histórias de encantar

A turma do 4º ano da EB1 de Ponte de Lima veio à Biblioteca ouvir histórias, contadas pelos alunos do 9º ano .

Um escritor na biblioteca

Professor Teodoro da Fonte: Crianças nos livros

Eu não tenho pai nem mãe

Nem desta terra parentes

Sou filha das tristes ervas

Neta das águas correntes.

Quem me dera uma mãe

Inda que fosse uma silva

Por mais que ela me picasse

sempre eu era sua filha

Provérbios ou Ditados Populares sobre o mês de MARÇO

Vivências diárias atentas aos sinais da natureza e transmitidas, oralmente, de geração em geração, a Sabedoria Popular surpreende-nos e encanta-nos em qualquer momento da nossa vida.

  • Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão.
  • Vinho de Março, nem vai ao cabaço.
  •  Covas em Março e arrendas pelo S. João; todos o sabem, mas poucos as dão.
  • Em Março, tanto durmo como faço.
  • Março ventoso, Abril chuvoso, de bom comeal farão desastroso.
  • Entre Março e Abril, há-de o cuco vir.
  •  Nasce a erva em Março, ainda que lhe deêm com um maço.
  •  Água de Março é pior que nódoa no pano.
  • Quem não poda até Março, vindima no regaço.
  •  Em Março, chove cada dia um pedaço.
  •  Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir.
  •  Em Março, onde quer eu passo.
  • Em Março, cada dia chove um pedaço.
  •  Se em Março a videira não chora, choras tu.
  •  Em Março espetam-se as rocas e sacham-se as hortas.
  • Quando o Março sai ventoso, sai o Inverno chuvoso.
  •  Março chuvoso, S. João farinhoso.
  • Março virado de rabo é pior que o diabo.
  •  Poda em Março, vindima no regaço.
  •  Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
  •  Páscoa a Março, ou muita fome ou mortaço.
  •  Temporã é a castanha que em Março arreganha.
  •  Se queres um bom cabaço, semeia-o em Março.
  •  No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.
  •  Março liga a noite com o dia, o Manel com a Maria, o pão com o mato e a erva com o sargaço.
  •  Março marceja (chuva miudinha), pela manhã chove e à tarde calmeja.
  •  Em Março, igual o trigo com o mato e a noite com o dia.
  •  Março, nem quanto molhe o rabo ao gato; em Abril, quantas (águas) puderem vir.
  •  Março de ano bissexto, muita fome e muito mortaço.
  •  Março pardo, antes enxuto que molhado.
  • Entre Março e Abril o cuco há-de vir.
  • Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
  • Lua cheia em Março trovejada, trinta dias é molhada.
  • Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de rainha, noite corta que nem foicinha.
  • Março pardo e venturoso traz o ano formoso.
  • Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
  • Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em Abril, vai ao funil; se nasce em Março, fica no regaço.

 

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“Escrito na Parede”

Este livro fala da história de um rapaz que não tem ninguém que lhe dê atenção, carinho e amor como todas as crianças precisam.Resultado de imagem
Este rapaz, chamado Daniel, tinha uma mãe que nunca estava em casa e quando estava não lhe dava atenção. Daniel tinha amigos que apoiavam-no e ajudavam-no, mas não lhe chegava, ele precisava de uma mãe verdadeira.
Apesar de tudo Daniel adorava a mãe e preocupava-se muito com ela.
Um dia, a mãe não veio dormir a casa mas, Daniel não ficou preocupado, pois era normal. Os dias passavam e a mãe continuava sem aparecer, Daniel começou a ficar preocupado e decidiu procurá-la. Ele encontrou-a num prédio abandonado e descobre que o namorado da mãe prendeu-a lá.
A mãe, devido  ao Daniel tê-la  salvo, apercebe-se que apesar dela ter sido uma má mãe, Daniel nunca deixou de se preocupar com ela e, assim, nunca mais se separou do filho…

Imagem relacionada   Ana Ana Saldanha é uma escritora e tradutora portuguesa situada no domínio da chamada literatura juvenil, embora a maioria dos seus títulos pareça dirigir-se à pré-adolescência e à  adolescência.

Nascimento: 1959, Porto

ELAS MUDARAM O RUMO DA HISTÓRIA

E tu?

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Marie Curie: Marie foi a primeira mulher a receber um Prémio Nobel. Não contente com apenas um, foram dois, e em áreas diferentes: o primeiro, em Física, graças aos seus estudos sobre a radioatividade; o segundo, em Química, pela descoberta dos elementos químicos Rádio e Polónio. Além disso, o destaque académico de Marie fez com que ela também se tornasse a primeira mulher a ocupar o cargo de professora de física geral da Faculdade de Ciências da Sorbonne, na França. Faleceu em 1934 de uma leucemia, provavelmente decorrente de sua exposição constante a elementos radioativos.

 Joana D’Arc: a heroína francesa foi responsável por liderar um exército de mais de 4000 homens durante a Guerra dos 100 anos, travada entre França e Inglaterra. Dizia que escutava vozes que a incentivavam a unir-se à Igreja e às tropas. Durante toda a sua estadia no exército e até mesmo no período em que esteve presa, Joana sempre usou roupas masculinas – alguns historiadores afirmam que essa atitude a protegeu de possíveis abusos sexuais enquanto estava acampada com tropas e na prisão. Foi canonizada pela Igreja Católica em 1920, quase 500 anos após ter sido queimada viva pela Inquisição. Quando morreu, tinha apenas 19 anos.

 Susan Anthony: a feminista Susan Anthony teve um papel imprescindível na luta pelos direitos das mulheres. Ao lado de Elizabeth Cudy, ela foi responsável por movimentar petições a favor do fim da escravidão, no final do século XIX, ajudou a fundar a Associação Americana por Direitos Iguais, que lutava tanto pelos direitos das mulheres quanto dos afro-americanos. Em 1872, foi presa por tentar votar na sua cidade natal. Seis anos depois, apresentou ao Congresso uma emenda que dava às mulheres o direito ao voto – embora o projeto só tenha sido aprovado em 1920, 14 anos após a sua morte, recebeu o nome de Emenda Anthony.

 Joan Clarke: apesar de ser um nome pouco conhecido por nós, Joan Clarke teve um importante papel na história durante a Segunda Guerra Mundial. Criptoanalista, ela fez parte da equipe que conseguiu decifrar as mensagens nazistas durante a guerra. Ao lado de Allan Turing e outros matemáticos, Joan era a única mulher na equipe que criou os princípios que deram origem à ciência da computação. Um pouco de sua história pode ser vista no filme vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado “O Jogo da Imitação”.

 Malala Yousafzai: aos 11 anos, sob um pseudônimo, Malala escreveu um blog para a BBC onde contava o seu quotidiano durante a ocupação talibã no seu país, numa época em que as meninas eram proibidas de frequentar a escola. No ano seguinte, o New York Times publicou um documentário sobre a sua vida e a intervenção do exército paquistanês onde morava. Assim, Malala foi ganhando popularidade até que, em 2012, sofreu um atentado e levou três tiros – um deles, atingiu a sua testa. O evento desencadeou uma série de movimentos que atentavam para os direitos civis e das mulheres, até que em 2014 foi premiada com o Nobel “pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”. Ao receber o prémio, declarou: “Algumas crianças não querem X-Box, iPhone e nem chocolate, querem um livro e uma caneta para irem ao colégio”. É a pessoa mais jovem a receber um Nobel, com apenas 17 anos.

Madre Teresa de Calcutá: a missionária de origem albanesa marcou a história com o seu trabalho missionário. Entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto com apenas 18 anos, dando início aos seus trabalhos voluntários. Alguns anos depois, transferiu-se para a Índia. O seu trabalho missionário atendia os mais necessitados, entre pobres, famintos, doentes, crianças abandonadas e mulheres em situação de risco. Fundou a ordem das Missionárias da Caridade e dedicou toda a sua vida aos mais pobres. Recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1979 e foi beatificada em 2003. Atualmente, as Missionárias da Caridade estão presentes em mais de 137 países.

Maria Quitéria: considerada a “Joana D’Arc” brasileira, Maria Quitéria foi a primeira mulher a integrar o Exército Brasileiro. Durante a Guerra pela Independência, vestiu-se de homem e alistou-se como o “Soldado Medeiros”. Foi descoberta apenas algumas semanas depois mas, devido à sua bravura, disciplina e facilidade com o manejo de armas, foi aceita na tropa. Maria Quitéria lutou contra as tropas portuguesas na região de Salvador e, após a proclamação da Independência, foi homenageada como uma das heroínas do movimento.

 Evita Perón: aclamada na Argentina, Evita ficou conhecida como a “mãe dos pobres”. Num curto período de apenas 7 anos, saiu do anonimato, casou-se com o presidente argentino Juan Perón e ascendeu na carreira política até morrer devido a um cancro no útero, em 1952. Durante o período em que Perón esteve no poder, a primeira-dama dedicou-se aos pobres, juntando doações e alimentos na Fundação Eva Perón. Destacou-se mais do que o próprio presidente – historiadores afirmam que todo o governo peronista firmou-se na imagem de Eva, que implantou o voto feminino na Argentina.

Para Maiores de Dezasseis

SINOPSE

O tema central do livro, embora delicado, é extremamente atual: uma rapariga de 15 anos que se envolve com um homem de 29 anos. A protagonista feminina, Dulce, é uma «Lolita» do século XXI: rapariga adolescente, antes uma criança gordinha, que se reinventa fisicamente mas que altera também o seu interior para se adaptar às pessoas com as quais se cruza. Emocionalmente uma criança, mas com corpo de mulher, utiliza o poder que a sociedade lhe dá para seduzir um homem adulto sem pensar nas consequências. O protagonista masculino, Eddie, não é exatamente o «Lobo Mau», mas veste muito a pele de cordeiro: mais velho, mais experiente, é nitidamente um efebófilo. Sente o medo de ser apanhado em falta e a ilegalidade da situação, mas está viciado na excitação, no perigo e na adoração dela.
Um romance de superior qualidade literária sobre um tema candente, que encara os problemas de frente ao mesmo tempo que foge aos estereótipos.

Acontecimentos registados no dia 03 de março

1971 – Morre o ator português António Silva, protagonista de “O Costa do Castelo”, “O Leão da Estrela”, “O Pátio das Cantigas”.

2008 – Morre a escritora Maria Gabriela Llansol, autora de “Lisboaleipzig”, aos 76 anos. É considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea

Pensamento do dia:

“A sociedade está distraída do essencial (…). O futuro deve ser uma coisa horrorosa, vazia”. Marguerite Duras (1914-96), escritora francesa.

Lusa

 

Maria Gabriela LlansolMaria Gabriela Llansol Nunes da Cunha Rodrigues Joaquim, mais conhecida, simplesmente, como Maria Gabriela Llansol foi uma escritora e tradutora portuguesa. Formada em Direito, que não exerceu, começa a publicar em 1962.
Nascimento: 24 de novembro de 1931, Lisboa
Falecimento: 3 de março de 2008, Sintra

Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas. Considerada uma autora cuja escrita é hermética e de difícil inteligibilidade para o leitor comum, é, no entanto, apontada por muitos como um dos nomes mais inovadores e importantes da ficção portuguesa contemporânea. A sua carreira literária iniciou-se com Os Pregos na Erva (1962), obra que inaugurou uma nova forma de escrever, embora estruturalmente se assemelhe a um livro de contos. Publicou de seguida Depois de os Pregos na Erva (1972), O Livro das Comunidades (1977), A Restante Vida (1983), Na Casa de Julho e Agosto (1984), Causa Amante (1984), Contos do Mal Errante (1986), Da Sebe ao Ser (1988), Um Beijo Dado Mais Tarde (1990), com evidentes ressonâncias autobiográficas, Lisboaleipzig 1: O Encontro Inesperado do Diverso (1994), Lisboaleipzig 2: O Ensaio de Música (1995), Ardente Texto Joshua (1998).

No caso de Maria Gabriela Llansol dificilmente se podem aplicar designações tradicionais como conto, romance ou mesmo diário. Apesar de se detetarem elementos tradicionais da narrativa, as suas obras, mais do que narrativas, são conjuntos de pequenos quadros e meditações. A ação localiza-se geralmente na Alemanha ou em regiões próximas, nos primórdios do Renascimento, num ambiente fantástico em que à volta de Copérnico, Isabol ou Hadewijch se movimentam personagens inspirados em pensadores místicos como San Juan de la Cruz e Eckhart e filósofos como Nietzsche e Espinosa. Os diários Um Falcão em Punho (1985), considerado o ponto de viragem no que toca à cada vez maior inteligibilidade da sua escrita, e Finita (1987), distinguem-se das obras ficcionais pela sua aparente ordenação cronológica e pelas reflexões sobre a concepção materialista em que se baseia a mística e a poética da autora. Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes carateres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspetos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam. Levando às últimas consequências a criação de um universo pessoal que desde os anos 60 não tem paralelo na literatura portuguesa, a obra de Maria Gabriela Llansol faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias…