ELAS MUDARAM O RUMO DA HISTÓRIA

E tu?

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Marie Curie: Marie foi a primeira mulher a receber um Prémio Nobel. Não contente com apenas um, foram dois, e em áreas diferentes: o primeiro, em Física, graças aos seus estudos sobre a radioatividade; o segundo, em Química, pela descoberta dos elementos químicos Rádio e Polónio. Além disso, o destaque académico de Marie fez com que ela também se tornasse a primeira mulher a ocupar o cargo de professora de física geral da Faculdade de Ciências da Sorbonne, na França. Faleceu em 1934 de uma leucemia, provavelmente decorrente de sua exposição constante a elementos radioativos.

 Joana D’Arc: a heroína francesa foi responsável por liderar um exército de mais de 4000 homens durante a Guerra dos 100 anos, travada entre França e Inglaterra. Dizia que escutava vozes que a incentivavam a unir-se à Igreja e às tropas. Durante toda a sua estadia no exército e até mesmo no período em que esteve presa, Joana sempre usou roupas masculinas – alguns historiadores afirmam que essa atitude a protegeu de possíveis abusos sexuais enquanto estava acampada com tropas e na prisão. Foi canonizada pela Igreja Católica em 1920, quase 500 anos após ter sido queimada viva pela Inquisição. Quando morreu, tinha apenas 19 anos.

 Susan Anthony: a feminista Susan Anthony teve um papel imprescindível na luta pelos direitos das mulheres. Ao lado de Elizabeth Cudy, ela foi responsável por movimentar petições a favor do fim da escravidão, no final do século XIX, ajudou a fundar a Associação Americana por Direitos Iguais, que lutava tanto pelos direitos das mulheres quanto dos afro-americanos. Em 1872, foi presa por tentar votar na sua cidade natal. Seis anos depois, apresentou ao Congresso uma emenda que dava às mulheres o direito ao voto – embora o projeto só tenha sido aprovado em 1920, 14 anos após a sua morte, recebeu o nome de Emenda Anthony.

 Joan Clarke: apesar de ser um nome pouco conhecido por nós, Joan Clarke teve um importante papel na história durante a Segunda Guerra Mundial. Criptoanalista, ela fez parte da equipe que conseguiu decifrar as mensagens nazistas durante a guerra. Ao lado de Allan Turing e outros matemáticos, Joan era a única mulher na equipe que criou os princípios que deram origem à ciência da computação. Um pouco de sua história pode ser vista no filme vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado “O Jogo da Imitação”.

 Malala Yousafzai: aos 11 anos, sob um pseudônimo, Malala escreveu um blog para a BBC onde contava o seu quotidiano durante a ocupação talibã no seu país, numa época em que as meninas eram proibidas de frequentar a escola. No ano seguinte, o New York Times publicou um documentário sobre a sua vida e a intervenção do exército paquistanês onde morava. Assim, Malala foi ganhando popularidade até que, em 2012, sofreu um atentado e levou três tiros – um deles, atingiu a sua testa. O evento desencadeou uma série de movimentos que atentavam para os direitos civis e das mulheres, até que em 2014 foi premiada com o Nobel “pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”. Ao receber o prémio, declarou: “Algumas crianças não querem X-Box, iPhone e nem chocolate, querem um livro e uma caneta para irem ao colégio”. É a pessoa mais jovem a receber um Nobel, com apenas 17 anos.

Madre Teresa de Calcutá: a missionária de origem albanesa marcou a história com o seu trabalho missionário. Entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto com apenas 18 anos, dando início aos seus trabalhos voluntários. Alguns anos depois, transferiu-se para a Índia. O seu trabalho missionário atendia os mais necessitados, entre pobres, famintos, doentes, crianças abandonadas e mulheres em situação de risco. Fundou a ordem das Missionárias da Caridade e dedicou toda a sua vida aos mais pobres. Recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1979 e foi beatificada em 2003. Atualmente, as Missionárias da Caridade estão presentes em mais de 137 países.

Maria Quitéria: considerada a “Joana D’Arc” brasileira, Maria Quitéria foi a primeira mulher a integrar o Exército Brasileiro. Durante a Guerra pela Independência, vestiu-se de homem e alistou-se como o “Soldado Medeiros”. Foi descoberta apenas algumas semanas depois mas, devido à sua bravura, disciplina e facilidade com o manejo de armas, foi aceita na tropa. Maria Quitéria lutou contra as tropas portuguesas na região de Salvador e, após a proclamação da Independência, foi homenageada como uma das heroínas do movimento.

 Evita Perón: aclamada na Argentina, Evita ficou conhecida como a “mãe dos pobres”. Num curto período de apenas 7 anos, saiu do anonimato, casou-se com o presidente argentino Juan Perón e ascendeu na carreira política até morrer devido a um cancro no útero, em 1952. Durante o período em que Perón esteve no poder, a primeira-dama dedicou-se aos pobres, juntando doações e alimentos na Fundação Eva Perón. Destacou-se mais do que o próprio presidente – historiadores afirmam que todo o governo peronista firmou-se na imagem de Eva, que implantou o voto feminino na Argentina.

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Dia de Ponte de Lima-4 de março

Vetusta vila rica em ancestrais tradições sempre renovadas perpassando gerações, dando azo à efetivação da sempre profícua relação entre o contexto escolar e o meio social e histórico. Não sendo a escola uma ilha isolada, a Biblioteca escolar comemorou a efeméride do dia da Vila de Ponte de Lima com uma resenha histórica dos momentos mais marcantes e decisivos da evolução e desenvolvimento económico, social e histórico da localidade efetivada na realização de um power point e uma mostra de livros dos autores mais emblemáticos da vila e das tradições mais marcantes, os quais marcam indelevelmente a identidade limiana, a qual urge preservar e enriquecer com os contributos das novas gerações.

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Acontecimentos registados no dia 03 de março

1971 – Morre o ator português António Silva, protagonista de “O Costa do Castelo”, “O Leão da Estrela”, “O Pátio das Cantigas”.

2008 – Morre a escritora Maria Gabriela Llansol, autora de “Lisboaleipzig”, aos 76 anos. É considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea

Pensamento do dia:

“A sociedade está distraída do essencial (…). O futuro deve ser uma coisa horrorosa, vazia”. Marguerite Duras (1914-96), escritora francesa.

Lusa

 

Maria Gabriela LlansolMaria Gabriela Llansol Nunes da Cunha Rodrigues Joaquim, mais conhecida, simplesmente, como Maria Gabriela Llansol foi uma escritora e tradutora portuguesa. Formada em Direito, que não exerceu, começa a publicar em 1962.
Nascimento: 24 de novembro de 1931, Lisboa
Falecimento: 3 de março de 2008, Sintra

Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas. Considerada uma autora cuja escrita é hermética e de difícil inteligibilidade para o leitor comum, é, no entanto, apontada por muitos como um dos nomes mais inovadores e importantes da ficção portuguesa contemporânea. A sua carreira literária iniciou-se com Os Pregos na Erva (1962), obra que inaugurou uma nova forma de escrever, embora estruturalmente se assemelhe a um livro de contos. Publicou de seguida Depois de os Pregos na Erva (1972), O Livro das Comunidades (1977), A Restante Vida (1983), Na Casa de Julho e Agosto (1984), Causa Amante (1984), Contos do Mal Errante (1986), Da Sebe ao Ser (1988), Um Beijo Dado Mais Tarde (1990), com evidentes ressonâncias autobiográficas, Lisboaleipzig 1: O Encontro Inesperado do Diverso (1994), Lisboaleipzig 2: O Ensaio de Música (1995), Ardente Texto Joshua (1998).

No caso de Maria Gabriela Llansol dificilmente se podem aplicar designações tradicionais como conto, romance ou mesmo diário. Apesar de se detetarem elementos tradicionais da narrativa, as suas obras, mais do que narrativas, são conjuntos de pequenos quadros e meditações. A ação localiza-se geralmente na Alemanha ou em regiões próximas, nos primórdios do Renascimento, num ambiente fantástico em que à volta de Copérnico, Isabol ou Hadewijch se movimentam personagens inspirados em pensadores místicos como San Juan de la Cruz e Eckhart e filósofos como Nietzsche e Espinosa. Os diários Um Falcão em Punho (1985), considerado o ponto de viragem no que toca à cada vez maior inteligibilidade da sua escrita, e Finita (1987), distinguem-se das obras ficcionais pela sua aparente ordenação cronológica e pelas reflexões sobre a concepção materialista em que se baseia a mística e a poética da autora. Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes carateres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspetos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam. Levando às últimas consequências a criação de um universo pessoal que desde os anos 60 não tem paralelo na literatura portuguesa, a obra de Maria Gabriela Llansol faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias…

 

 

Acontecimentos registados no dia 24 de fevereiro:

1786 – Morre Wilhelm Grimm, filólogo e escritor alemão, autor, com o irmão Jacob, dos “Contos de Grimm”.

1843 – Nasce Teófilo Braga, escritor, filólogo e político português, foi Presidente da República.

1927 – Nasce David Mourão-Ferreira, escritor e pedagogo, autor de “Entre a Sombra e o Corpo” e de “Um Amor Feliz”.

Pensamento do dia: “Mal haja a noite assassina e quem domina sem nos vencer”. José Afonso (1929-87), músico e poeta português.
LUSA

 

David de Jesus Mourão-Ferreira foi um escritor e poeta português. Tem uma bibliotecResultado de imagem para David Mourão-Ferreiraa com o seu nome em Lisboa no Parque das Nações.

Nascimento: 24 de fevereiro de 1927, Lisboa

Falecimento: 16 de junho de 1996, Lisboa

Obras: Um Amor Feliz, Gaivotas em terra…

 

 

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Acontecimentos registados no dia 23 de fevereiro:

1869 — É abolida a escravatura em todos os domínios portugueses.

1954 — O imunologista norte-americano Jonas E. Salk apresenta a vacina para a poliomielite.

1987 – Morre o cantor, poeta e compositor português José Afonso, 57 anos, autor de “Grândola, Vila Morena”.

1989 – Morre a escritora portuguesa Luiza Neto Jorge, 50 anos, autora de “A Noite Vertebrada”, “Terra Imóvel”, “O Seu a Seu Tempo”.

2002 – É jubilado o professor catedrático Nuno Grande, 70 anos, pioneiro do transplante pulmonar, membro da comissão instaladora do Instituto Abel Salazar.

2009 – Morre Isabel Paço d’Arcos, escritora, 56 anos.

 

Pensamento do dia: “Ninguém duas vezes passa o rio, porque os rios se afastam para morrer”. Luiza Neto Jorge (1939-89), escritora portuguesa.

Lusa.

Grândola Vila Morena
Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigoResultado de imagem para Zeca Afonso
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Acontecimento registado no dia 22 de fevereiro

 

  • Dia Europeu da Vítima do Crime

 

2000 – A Associação Portuguesa de Escritores atribui o Prémio Vida Literária a Eugénio de Andrade.

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas foi um poeta português. Tem uma biblioteca com o seu nome no Fundão.Resultado de imagem para Eugénio de Andrade
Nascimento: 19 de janeiro de 1923, Fundão
Falecimento: 13 de junho de 2005, Porto
Nacionalidade: Português

Os Amigos

Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.

Eugénio de Andrade, in “Coração do Dia”

Principais acontecimentos registados no dia 21 de fevereiro

1548 – É inaugurado o Colégio das Artes.

1838 – O inventor norte-americano Samuel Morse faz a primeira demonstração pública do telégrafo.

1863 –  Nasce o pintor naturalista português Carlos Reis.

1970 – A União Nacional, partido único da ditadura, muda o nome para Acção Nacional Popular. Marcello Caetano substitui a expressão “Estado Novo” pela de “Estado Social”

1999 – Morre o pintor, escultor e poeta português José Rodrigues, 94 anos.

2002 – Morre o fadista Natalino Duarte, 67 anos.

2008 – Morre a feminista Madalena Barbosa, fundadora do Movimento de Libertação das Mulheres, aos 66 anos. A ativista dedicou a vida a defender os direitos das mulheres e a igualdade de género

2009 – Morre Lagoa Henriques, escultor, 85 anos.

Pensamento do dia:

 “O homem (…) acostuma-se a viver sem carácter e sem opinião. Cai na ignorância e na vileza”. Eça de Queiroz (1845-1900), escritor português.

Lusa.Resultado de imagem para Eça de queiroz