Revista Vozes

 

https://view.joomag.com/revista-vozes-vozes-final-1p/0504841001516707873

Anúncios

Vencedores do CNL – fase regional

Alunos vencedores da Fase Regional, efetuada no dia 13 de abril, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, e que transitaram para a próxima fase – Fase Intermunicipal – a realizar em Vila Nova de Cerveira, no dia 17 de maio:

1.º CICLO
Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima
– Sebastião Miguel de Abreu Lima Batista.

2.º CICLO
Agrupamento de Escolas de Arcozelo
– Bárbara Martins Pereira.

3.º CICLO
Agrupamento de Escolas de Arcozelo
– Joana Filipa Amorim Antunes.

ENSINO SECUNDÁRIO
Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima
– Eva Rebelo Armada Direito.

Entrevista n.º1 – Donzela Medieval

A ESPL TV divulga o guião da sua primeira produção “Anacrónicas e Insólitas Mulheres”. O jornalista Gil Vaz recebe no seu estúdio uma jovem perdida no tempo e a agonizar de aflição.

 

DONZELA: Ai, Deus, u é meu amigo!? Vistes vós meu amigo, aquele que devia estar comigo!?

Gil Vaz: Como, minha senhora? Acalme-se por favor. Olhe, sente-se aqui. Quem é esse amigo de que me fala?

DONZELA: O meu amigo, o meu amado, aquele que mentiu do que me à jurado!

Gil Vaz: Por favor tenha calma, sente-se e explique-me o que se passou.

A Donzela limpa o rosto embebido em lágrimas, senta-se e começa a contar o sucedido.

DONZELA: Mia madre à fonte me mandara pera água ir buscar e lá estava um cervo a água a turbar e, nisto, passou meu amigo que me quis olhar.

Gil Vaz: Foi amor à primeira vista então?

DONZELA: Meu coração por ele logo sentiu grão cuidado, porém dois dias haviam já passado e eu não no voltara a ver.

Gil Vaz: Quer dizer que não chegou ao diálogo, ficaram-se só pelo olhar?

DONZELA: Nam, pois outro dia estivemos a bailar.

Gil Vaz: Belo progresso, como é que isso foi?

DONZELA: Um serão no largo da Igreja houvera e eu e mias amigas nos pusemos velidas pera sob a avelaneira bailar e nosso amigo cativar.

Gil Vaz: Que desenvoltura! E ainda dizem que isso são manias dos tempos de agora, e esse plano resultou?

DONZELA: Si, el plano resultado e meu amigo comigo há bailado. E leda fiquei eu, pois sobre o nosso amor todas as aves imentavam. Porém meu amigo lhes tolheu os ramos onde pousavam e secou as fontes onde iam beber. E eu choro então por ele, amar é sofrer!

Ao aperceber-se de que a Donzela estava de novo a chorar, Gil Vaz tenta reconfortá-la novamente.

Gil Vaz: Não perca a esperança, mas para a poder ajudar terá que me contar exatamente o que sucedeu.

DONZELA: O serão era já passado e nós estivemos a combinar que na fonte nos havíamos de encontrar, mas ele não apareceu, e eu choro então por ele, sofro por amar.

Gil Vaz: E ninguém viu vosso amigo?

DONZELA: Nem as flores nem as ondas do Mar de Vigo hão visto meu amigo, o por quem eu suspiro.

Súbito, Gil Vaz parece estar a receber alguma informação pelo intercomunicador, e reconforta a Donzela:

Gil Vaz: Tenho novas de vosso amigo, este é são e vivo.

DONZELA: Ai Deos e u é?

Gil Vaz: Vós me perguntastes pelo vosso amado e eu fui informado de que  está sano e vivo e estará convosco ant o prazo saído.

DONZELA: Ai Deos e u é?

Gil Vaz: Dizem que ele está à vossa espera na Igreja onde bailaram.

A Donzela enche-se de alegria, pois estará em breve com o seu amigo e ao sair do estúdio exclama:

– Ai Deos, leda m’and’eu!

 

Luís Dantas

Projeto de escrita criativa- 10ºI

Semana da Leitura, 5 a 9 de março

A sessão de abertura deu-se a 5 de março, às 10:00, na biblioteca e contou com a presença do Vereador da Educação, da Diretora e Subdirectora do Agrupamento, do Presidente da Associação de Estudantes, de professores e alunos . Foi abrilhantada com uma peça musical executada pelos alunos do Ensino Articulado da nossa escola e foi declamado o poema Liberdade, de Fernando Pessoa, pelo aluno Luís Dantas. Foram entregues, nesta sessão, os certificados de participação do Concurso Nacional de Leitura.

De seguida, iniciaram-se as atividades com uma reflexão  sobre o mito do Sebastiansimo… o antes e o depois, pelo professor José Manuel Araújo, direcionada para os alunos do 12º ano.

 

 

“PEQUENAS COISAS DE NÓS”

Somos da Escola Secundária de Ponte de Lima, Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima. Queremos estar com todos vós, que nos ouvis, mas também esperamos de vós, ouvintes, colaboração. Nós apresentaremos lendas, tradições, pequenos apontamentos, das terras de todos nós, terras essas que se resumem à terra limiana…

Queremos apresentar, por ordem alfabética, todas as 51 freguesias, respeitando os seus nomes antes da nova estruturação em Associações de Freguesias.

À terça-feira e ao sábado, de 15 em 15 dias, estaremos na Rádio Ondas do Lima.

Contos de Natal

Os novos amigos do Pai Natal


– Pai Natal, qual é o teu verdadeiro nome? Num dia de pleno inverno nevava e, numa casa muito grande, com um telhado pontiagudo, cheio de neve, avistava-se por uma janela um homem muito gordo, com uma longa barba branca, num fato vermelho e branco e com um chapéu em forma de cone vermelho com um pompom branco. O homem bebia chocolate quente juntamente com uma rena, de pelo macio e castanho, e com chifres brancos e compridos. Também tinha um nariz grande que reluzia em tons de vermelho, mas ficava sujo à medida que bebia o seu chocolate quente juntamente com o seu amigo gorducho de barbas brancas. Entretanto, a rena pergunta ao seu amigo:

– São Nicolau. Porque perguntas, Rodolfo?

– Porque estão sempre a chamar-te Pai Natal. – retorquiu Rodolfo. – E, por isso, fiquei curioso e quis saber o teu nome verdadeiro.

– Mas, minha querida rena, podes-me chamar aquilo que quiseres. São Nicolau, Pai Natal, o que te der mais jeito! – proferiu o Pai Natal.

– Ok!- exclamou a rena.

Enquanto isso, o Pai Natal e a rena continuaram a sua conversa até que bateram à porta da grande casa.

Abriram a porta e lá estavam cinco jovens acompanhadas de um duende guarda.

– Pai Natal, encontrei estes cinco a tentar entrar aqui na Vila do Natal! – exclamou o guarda.

– E quem são vocês e o que pretendiam fazer ao entrar aqui?- perguntou o Pai Natal, com uma voz muito alegre.

– Nós íamos fazer-te uma surpresa! Mas fomos apanhados aqui pelo guarda! – responderam os cinco jovens.

– E que surpresa é essa?

– Íamos pôr aqui umas fotos nossas e de outras crianças que todos os anos pensam e acreditam que vais a casa delas para lhes deixares os presentes debaixo das árvores, mesmo sabendo que isso é invasão de propriedade. Também estávamos a fazê-lo, mas todos nós o fazemos por uma boa razão.

– Obrigado, mas não era preciso! Agradeço, mas podiam ter tocado à campainha! Agora entrem e bebam alguma coisa quente! – exclamou o Pai Natal.

Passadas algumas horas de conversa e muitos “marshmellos” mergulhados em chocolate quente, os cinco amigos foram embora e viajaram no trenó movido a renas mágicas com Rodolfo a liderá-las.

Viajaram durante a noite a entregar presentes, com o tão adorado Pai Natal, e ajudaram a espalhar alegria a todos os adultos e crianças que acreditam nele.

Passadas algumas horas a entregar presentes, o Pai Natal levou os meninos para as suas respetivas casas. Deitou-as nas camas e deixou-lhes bolachas de gengibre e um bilhete a dizer: ”Obrigado, Manel, José, Orisvaldo, Marta e Leopoldina, por me ajudarem a distribuir os presentes e podem vir visitar-me sempre que quiserem, que serão sempre bem – vindos aqui na Vila do Natal. P.S.:Tragam os vossos amigos para me visitarem.”

No Natal seguinte, os cinco jovens juntaram-se com os seus amigos, e amigos dos amigos, com muitos presentes, e foram visitar o Pai Natal, cada um com uma prenda.

Concluindo, os cinco amigos passaram a ir visitar o Pai Natal todos os anos, fazendo com que o Pai Natal não se sentisse sozinho e mostraram que o Pai Natal também pode ter montes de amigos de todo o mundo.

 

Gustavo Gonçalves nº9 8ºA e Afonso Vieira nº1 8ºA