Semana da Leitura, 5 a 9 de março

A sessão de abertura deu-se a 5 de março, às 10:00, na biblioteca e contou com a presença do Vereador da Educação, da Diretora e Subdirectora do Agrupamento, do Presidente da Associação de Estudantes, de professores e alunos . Foi abrilhantada com uma peça musical executada pelos alunos do Ensino Articulado da nossa escola e foi declamado o poema Liberdade, de Fernando Pessoa, pelo aluno Luís Dantas. Foram entregues, nesta sessão, os certificados de participação do Concurso Nacional de Leitura.

De seguida, iniciaram-se as atividades com uma reflexão  sobre o mito do Sebastiansimo… o antes e o depois, pelo professor José Manuel Araújo, direcionada para os alunos do 12º ano.

 

 

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“PEQUENAS COISAS DE NÓS”

Somos da Escola Secundária de Ponte de Lima, Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima. Queremos estar com todos vós, que nos ouvis, mas também esperamos de vós, ouvintes, colaboração. Nós apresentaremos lendas, tradições, pequenos apontamentos, das terras de todos nós, terras essas que se resumem à terra limiana…

Queremos apresentar, por ordem alfabética, todas as 51 freguesias, respeitando os seus nomes antes da nova estruturação em Associações de Freguesias.

À terça-feira e ao sábado, de 15 em 15 dias, estaremos na Rádio Ondas do Lima.

Contos de Natal

Os novos amigos do Pai Natal


– Pai Natal, qual é o teu verdadeiro nome? Num dia de pleno inverno nevava e, numa casa muito grande, com um telhado pontiagudo, cheio de neve, avistava-se por uma janela um homem muito gordo, com uma longa barba branca, num fato vermelho e branco e com um chapéu em forma de cone vermelho com um pompom branco. O homem bebia chocolate quente juntamente com uma rena, de pelo macio e castanho, e com chifres brancos e compridos. Também tinha um nariz grande que reluzia em tons de vermelho, mas ficava sujo à medida que bebia o seu chocolate quente juntamente com o seu amigo gorducho de barbas brancas. Entretanto, a rena pergunta ao seu amigo:

– São Nicolau. Porque perguntas, Rodolfo?

– Porque estão sempre a chamar-te Pai Natal. – retorquiu Rodolfo. – E, por isso, fiquei curioso e quis saber o teu nome verdadeiro.

– Mas, minha querida rena, podes-me chamar aquilo que quiseres. São Nicolau, Pai Natal, o que te der mais jeito! – proferiu o Pai Natal.

– Ok!- exclamou a rena.

Enquanto isso, o Pai Natal e a rena continuaram a sua conversa até que bateram à porta da grande casa.

Abriram a porta e lá estavam cinco jovens acompanhadas de um duende guarda.

– Pai Natal, encontrei estes cinco a tentar entrar aqui na Vila do Natal! – exclamou o guarda.

– E quem são vocês e o que pretendiam fazer ao entrar aqui?- perguntou o Pai Natal, com uma voz muito alegre.

– Nós íamos fazer-te uma surpresa! Mas fomos apanhados aqui pelo guarda! – responderam os cinco jovens.

– E que surpresa é essa?

– Íamos pôr aqui umas fotos nossas e de outras crianças que todos os anos pensam e acreditam que vais a casa delas para lhes deixares os presentes debaixo das árvores, mesmo sabendo que isso é invasão de propriedade. Também estávamos a fazê-lo, mas todos nós o fazemos por uma boa razão.

– Obrigado, mas não era preciso! Agradeço, mas podiam ter tocado à campainha! Agora entrem e bebam alguma coisa quente! – exclamou o Pai Natal.

Passadas algumas horas de conversa e muitos “marshmellos” mergulhados em chocolate quente, os cinco amigos foram embora e viajaram no trenó movido a renas mágicas com Rodolfo a liderá-las.

Viajaram durante a noite a entregar presentes, com o tão adorado Pai Natal, e ajudaram a espalhar alegria a todos os adultos e crianças que acreditam nele.

Passadas algumas horas a entregar presentes, o Pai Natal levou os meninos para as suas respetivas casas. Deitou-as nas camas e deixou-lhes bolachas de gengibre e um bilhete a dizer: ”Obrigado, Manel, José, Orisvaldo, Marta e Leopoldina, por me ajudarem a distribuir os presentes e podem vir visitar-me sempre que quiserem, que serão sempre bem – vindos aqui na Vila do Natal. P.S.:Tragam os vossos amigos para me visitarem.”

No Natal seguinte, os cinco jovens juntaram-se com os seus amigos, e amigos dos amigos, com muitos presentes, e foram visitar o Pai Natal, cada um com uma prenda.

Concluindo, os cinco amigos passaram a ir visitar o Pai Natal todos os anos, fazendo com que o Pai Natal não se sentisse sozinho e mostraram que o Pai Natal também pode ter montes de amigos de todo o mundo.

 

Gustavo Gonçalves nº9 8ºA e Afonso Vieira nº1 8ºA

Apresentação do Livro TIA GUIDA

No dia 13 de dezembro foi realizada, na Biblioteca Escolar, a apresentação do livro Tia Guida, pelo autor, André Fernandes. A comunicação do autor e a temática da mesma captou a atenção dos alunos. Fica a opinião de alguns alunos sobre a mesma:

 “Uma montanha russa de sentimentos é a forma mais basicamente complexa de descrever tudo na vida. Esta apresentação não foi exceção! Desde a tristeza até à esperança de tudo podermos superar.”

“Gostei muito. Foi muito emocionante, despertou-me muito interesse em ler o livro. Foi uma palestra que me marcou e levarei para a vida.”

“A melhor palestra de sempre. Emocionei-me verdadeiramente.”

“Penso que foi uma apresentação muito comovente e que o autor conseguiu captar a nossa atenção e sensibilizar-nos para determinados assuntos bastante importantes. Estou muito agradecida de ter tido a oportunidade de estar aqui presente.”

“Gostei muito. Os oradores souberam despertar emoções no público de forma interessante sobre um assunto difícil. Souberam pôr o público interessado e deram lições de vida. Foi uma aprendizagem para a vida.”

“Uma apresentação fantástica, verdadeiramente inspiradora! Dá uma outra noção aos jovens do que é a morte e como lidar com ela, uma realidade mais difícil de lidar por qualquer ser humano! Obrigada!”

 


Feriados de 1 e 8 de dezembro

O Dia 1 de dezembro é Feriado Nacional e assinala o dia da Restauração da Independência de Portugal, um acontecimento histórico que se registou no ano de 1640.

Depois de ter perdido a independência, na sequência do desaparecimento do nosso rei D. Sebastião, na Batalha de Alcácer Quibir, que não deixou descendentes diretos, o trono de Portugal foi inicialmente entregue ao seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique. Após a sua morte, em 1580, os principais candidatos ao trono de Portugal eram os netos de D. Manuel I: D. Catarina de Bragança, D. António-Prior do Crato e Filipe II (rei de Espanha).

A luta pelo poder acabou por colocar no trono de Portugal o candidato mais forte, Filipe II. Durante 60 anos, Portugal integrou com a Espanha a União Ibérica, período conhecido por domínio filipino.

Depois de aclamado rei nas Cortes de Tomar, o novo monarca comprometeu-se a respeitar a autonomia de Portugal, a manter os seus usos e costumes, a língua, a bandeira, a moeda, assim como a nomear portugueses para a sua administração.

Porém, os seus sucessores, Filipe III e Filipe IV, começaram a ignorar os compromissos e a não honrar aquelas promessas, tendo o nosso país acabado por perder efetivamente a sua independência, o que motivou um progressivo descontentamento da maioria dos portugueses.

Neste contexto, aproveitando-se de uma conjuntura interna e internacional favorável, no dia 1 de dezembro do ano de 1640, um grupo de nobres portugueses revoltou-se contra o domínio espanhol, afastando a duquesa de Mântua, representante de Filipe IV, em Portugal.

Derrubado o domínio castelhano, Portugal voltou a ser um reino independente, iniciando-se uma nova dinastia com a aclamação do duque de Bragança, D. João IV, como novo rei de Portugal, mas só em 1668 a Espanha, depois de um período de “Guerra da Restauração”, acabou por reconhecer a nossa independência.

Seis anos depois da Restauração da Independência, nas cortes de Lisboa de 1646, o rei D. João IV proclamou, solenemente, Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal Desde este dia, os reis portugueses deixaram de usar coroa na cabeça, privilégio reservado exclusivamente para a Imaculada Conceição. Nas cerimónias solenes monárquicas, a coroa passou a ser colocada em cima de uma almofada ao lado do rei. O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854, pela bula Ineffabilis. Assim, o dia 8 de dezembro é um importante feriado religioso, com grande significado histórico.

Prof. Teodoro da Fonte (ESPL – CAD História)