Contos de Natal

Os novos amigos do Pai Natal


– Pai Natal, qual é o teu verdadeiro nome? Num dia de pleno inverno nevava e, numa casa muito grande, com um telhado pontiagudo, cheio de neve, avistava-se por uma janela um homem muito gordo, com uma longa barba branca, num fato vermelho e branco e com um chapéu em forma de cone vermelho com um pompom branco. O homem bebia chocolate quente juntamente com uma rena, de pelo macio e castanho, e com chifres brancos e compridos. Também tinha um nariz grande que reluzia em tons de vermelho, mas ficava sujo à medida que bebia o seu chocolate quente juntamente com o seu amigo gorducho de barbas brancas. Entretanto, a rena pergunta ao seu amigo:

– São Nicolau. Porque perguntas, Rodolfo?

– Porque estão sempre a chamar-te Pai Natal. – retorquiu Rodolfo. – E, por isso, fiquei curioso e quis saber o teu nome verdadeiro.

– Mas, minha querida rena, podes-me chamar aquilo que quiseres. São Nicolau, Pai Natal, o que te der mais jeito! – proferiu o Pai Natal.

– Ok!- exclamou a rena.

Enquanto isso, o Pai Natal e a rena continuaram a sua conversa até que bateram à porta da grande casa.

Abriram a porta e lá estavam cinco jovens acompanhadas de um duende guarda.

– Pai Natal, encontrei estes cinco a tentar entrar aqui na Vila do Natal! – exclamou o guarda.

– E quem são vocês e o que pretendiam fazer ao entrar aqui?- perguntou o Pai Natal, com uma voz muito alegre.

– Nós íamos fazer-te uma surpresa! Mas fomos apanhados aqui pelo guarda! – responderam os cinco jovens.

– E que surpresa é essa?

– Íamos pôr aqui umas fotos nossas e de outras crianças que todos os anos pensam e acreditam que vais a casa delas para lhes deixares os presentes debaixo das árvores, mesmo sabendo que isso é invasão de propriedade. Também estávamos a fazê-lo, mas todos nós o fazemos por uma boa razão.

– Obrigado, mas não era preciso! Agradeço, mas podiam ter tocado à campainha! Agora entrem e bebam alguma coisa quente! – exclamou o Pai Natal.

Passadas algumas horas de conversa e muitos “marshmellos” mergulhados em chocolate quente, os cinco amigos foram embora e viajaram no trenó movido a renas mágicas com Rodolfo a liderá-las.

Viajaram durante a noite a entregar presentes, com o tão adorado Pai Natal, e ajudaram a espalhar alegria a todos os adultos e crianças que acreditam nele.

Passadas algumas horas a entregar presentes, o Pai Natal levou os meninos para as suas respetivas casas. Deitou-as nas camas e deixou-lhes bolachas de gengibre e um bilhete a dizer: ”Obrigado, Manel, José, Orisvaldo, Marta e Leopoldina, por me ajudarem a distribuir os presentes e podem vir visitar-me sempre que quiserem, que serão sempre bem – vindos aqui na Vila do Natal. P.S.:Tragam os vossos amigos para me visitarem.”

No Natal seguinte, os cinco jovens juntaram-se com os seus amigos, e amigos dos amigos, com muitos presentes, e foram visitar o Pai Natal, cada um com uma prenda.

Concluindo, os cinco amigos passaram a ir visitar o Pai Natal todos os anos, fazendo com que o Pai Natal não se sentisse sozinho e mostraram que o Pai Natal também pode ter montes de amigos de todo o mundo.

 

Gustavo Gonçalves nº9 8ºA e Afonso Vieira nº1 8ºA

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