A biblioteca explica: Homofobia, Transfobia e Bifobia

No dia 18 de maio, a biblioteca proporcionou um encontro virtual e em presença de convidados especiais: Dr. João Rodrigues, Enfª. Mónica Morais e a Presidente da Associação de Pais, Manuela Brito.

A preparação deste encontro iniciou-se na sala de aula – alunos do 11º ano colocaram em papel questões relacionadas com a temática para serem colocadas aos participantes convidados. Na presença de 91 alunos, as dúvidas foram esclarecidas e partilhadas experiências de vida.

Alguns exemplos:

  • A privação dos direitos humanos de pessoas LGBT pode ser justificada por razões de religião, cultura ou tradição?
  • O que é a identidade de género?
  • Haverá alguém que não se identifica nem com o género masculino nem feminino? Porquê?
  • Ter sentimentos por alguém do mesmo sexo, faz-me assumir homossexual?

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Comemora-se hoje o dia Mundial da Língua Portuguesa e a Biblioteca Escolar desenvolveu atividades com os alunos do 11º K, do Curso Profissional de Manutenção Industrial, variante Eletromecânica.

Mostra de Cursos

A Biblioteca Escolar recebeu o Projeto Inspiring Future, uma iniciativa formativa que, anualmente, reúne na nossa escola universidades e institutos para a divulgação de informação sobre o Acesso ao Ensino Superior.

Memória e Futuro

Dia 21 _ Experiências de abril – uma conversa sobre as vivências da Revolução dos Cravos, com a presença do sr. Abílio Sá Lima e do Dr. Mário Leitão.

O auditório contava com mais de 150 alunos que, atentamente, usufruíram do momento.

O cravo de abril

Com o justo agradecimento de um soldado e o regozijo de milhares de pessoas com o V de vitória em mão, a “revolução dos cravos” irrompe como a imagem de um slogan para os títulos dos jornais.

Também as turma do 10º H de Artes Visuais, do 7ºB , 7ºC e 8ºA, quiseram dar interpretações ao momento da nossa História através da expressão artística. Em exposição no mural do corredor de acesso à Biblioteca Escolar e no Learning Street da escola.

25 de abril

A Revolução da mudança?

A Biblioteca Escolar está a divulgar diversas atividades previstas no âmbito das comemorações do 25 de abril, começando por um interessante trabalho levado a cabo hoje dia 21 de abril, pelas alunas Francisca, Beatriz e Ana do 12º ano turma J, do Curso Científico-Humanístico de Línguas e Humanidades, no grande auditório da Escola Secundária de Ponte de Lima. A sessão foi preenchida por uma audiência de alunos e professores convidados, que atenciosamente participaram na sessão.

Diálogo d’Artes

Em exibição no Espaço Digital da Biblioteca Escolar uma mostra de artes subordinada ao tema “Diálogo d’ Artes”.
Os autores são alunos do 12º H – Artes.

POEMA DA SEMANA

4 a 8 de abril 2022

Paixão e Páscoa na modernidade literária portuguesa

Escrevo estes versos de grãos de terra na mão: eis a prova.

Tenho a certeza dos passos. Todos temos. Só no mais diferimos.

Era uma longa subida. Era a certeza

da nossa própria emigração. A mais bela,

a mais funda companhia.

A perfeita igualdade do transporte

foi amassada em três quedas. Um braço, outro braço, um corpo

e a longa subida.

O sangue, a água e o vinho

1958

Pedro Tamen, poeta e tradutor que viveu “sempre um pouco em epopeia”. Além de escrever poesia e prosa ao longo de mais de cinco décadas também traduziu para português dezenas de autores de dimensão mundial.

Prémios do Concurso Concelhio de Leitura 2022

Mais uma vez, o Município de Ponte de Lima promoveu o C.C.L., em parceria com as bibliotecas escolares do concelho. A valorização da leitura, bem como a promoção do gosto de ler estão na base desta iniciativa.

Os alunos das diversas escolas receberam das mãos do Dr. Paulo Sousa, Vice-Presidente da C.M.P.L. um conjunto de Livros e um certificado de participação. A nossa escola esteve com o Afonso Pereira (3.º ciclo), com a Letícia (10.º ano) e com a Regina (11.º ano).

Ler sempre

Ler em qualquer lugar

Semana da Leitura Ler sempre Ler em qualquer lugar

Uma adaptação para expressão dramática

Cenas de representação de “A Maior Flor do Mundo” de José Saramago, encenada pelos alunos do Grupo Mutantes da E.S.P.L.
Semana da Leitura 2022.

Certificado de Participação Fase Escolar do C.N.L. 2022

No momento de abertura da Semana da Leitura, dia 7 de março, procedeu-se à entrega do Certificado de Participação aos alunos da Fase Escolar do Concurso Nacional e Concelhio de Leitura, com a Presença do Vice- presidente do Município de Ponte de Lima, a Diretora do Agrupamento de escolas de Ponte de Lima, professora bibliotecária da ESPL e da biblioteca Municipal, elementos da Associação de Pais, alunos e Professores.

LER SEMPRE, LER EM QUALQUER LUGAR!

Relembramos os vencedores da ESPL:

Afonso Ferreira Pereira, 3º ciclo

Letícia Sousa Páris, secundário

Maria Regina de Abreu Pinto, secundário

Pequenos Repórteres na Semana da Leitura – Ler em qualquer lugar

Os alunos reportaram nas redes sociais; (Ver em: https://www.instagram.com/biblespl/) diversos lugares do estabelecimento escolar preparados para ler. São designados espaços “Ler em qualquer lugar” e foram especialmente dotados com jornais, revistas e brochuras.

Alunos da Escola Secundária de Ponte de Lima no Concurso Nacional de Leitura

Decorreu no dia 3 de março de 2022, a Prova da Fase Municipal do Concurso Nacional de Leitura, realizou-se a par do Concurso Concelhio de Leitura, prova promovida pela Biblioteca Municipal de Ponte de Lima em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares de Ponte de Lima. Os alunos da Escola Secundária de Ponte de Lima, sagraram-se vencedores nas respetivas categorias, tendo-se apurado para a Fase Intermunicipal seguinte, onde vão competir com alunos das Escolas de concelhos limítrofes.

Os alunos apurados são:

A Biblioteca Escolar apresenta…

No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, assinalado a 27 de janeiro, a turma 11H fez uma reflexão oral e gráfica sobre a questão: Poderá o holocausto voltar a repetir-se?

Tomando esta pergunta, como ponto de partida, procurou-se refletir sobre o conceito de autocracia mediante o visionamento do filme “Die Welle” que recria um governo fascista dentro da sala de aula. Este filme, com um fim trágico, baseou-se num caso verídico, uma adaptação do livro homónimo do norte americano Todd Strasser, cujo enredo foi inspirado no experimento social de um professor de História com a sua turma do ensino secundário. O movimento estudantil focado na “disciplina”, “comunidade” e “igualdade” parece tornar-se solução para problemas como bullying, baixa auto- estima, baixo rendimento académico e falta de envolvimento dos pais na vida escolar dos filhos.

“Die Weele” levanta questões atuais sobre o fascismo e a intolerância. A ver.

                                                                                            Márcia Sousa – grupo 410

Dia 8 de Fevereiro 2022

SABER USAR OS MEDIA!

https://sites.google.com/mail-rbe.org/aprenderbe-rbe/media/3-%C2%BA-ciclo/fake-news-not%C3%ADcias-falsas

Tens um comportamento ético e responsável no uso dos media?

Demonstras espírito crítico face aos media?

Ages de forma cívica e empenhada nos contextos mediáticos em que participas?

Colaboras com os outros enquanto consumidor e produtor de media?

CONCURSO DE POSTAIS DE NATAL Entrega de prémios

Na tarde do dia 18 de janeiro a biblioteca recebeu a turma do 10º ano do curso profissional de Instalações Elétricas, para a entrega dos prémios aos vencedores:

Filipe Gomes

Lucas Melo

Hélder Araújo

José Guerra

Tiago Ferraz

Renato Mateus

Este Concurso teve como principais objetivos:

• Estimular a criatividade e a imaginação dos participantes, através da promoção de uma atividade recreativa e de expressão plástica;

• Produzir um Postal que permitisse ao Agrupamento desejar as “Boas Festas” na quadra natalícia a todos parceiros institucionais.

Recriação de Contos de Natal

Título: (RE)CRIAÇÃO, Prosas simples

Autores: alunos do Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima

Design da capa: Projeto “Juntos somos Natal”, concebido pela professora Helena Beselga, e dinamizado pela equipa pedagógica do curso de Animador Sóciocultural.

Composição gráfica: Equipa da Biblioteca Escolar

NATAL!

Uma palavra tão simples, tão repetida, que se torna quase sem significado, porque é muito confundida, infelizmente, com consumismo. Tristes pessoas, infeliz encanto de tão passageiro que se torna.

Não! Natal é, sim, uma palavras simples e o próprio Natal é simplicidade: a simplicidade de um sorriso, de um “bom dia”, de um “obrigado”, da pequena ajuda, da presença…

Natal também pode estar na simplicidade da recriação de contos de Natal pelos nossos alunos.

Vamos saborear estas prosas simples!

Feliz Natal!

Índice

A vendedora de fósforos. 6

A Loucura de Natal 7

A noite de Natal 8

O Milagre de Natal 9

A árvore das histórias de Natal 10

A verdadeira história do Pai Natal 10

A noite de Natal 12

A verdadeira história do Pai Natal 13

Um desejo de Natal 14

Um milagre de Natal 15

Uma prenda de Natal especial 17

Natal encantado. 18

Um Sonho de Natal 19

Milagre de Natal do Guilherme. 21

Uma aventura nas férias de Natal 32

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAI NATAL. 33

A noite de Natal 34

Natal a preto e branco. 34

O Natal de Vasco. 35

Um presente de Natal especial 37

Agradecer…. 38

A vendedora de fósforos. 39

A noite de Natal 40

“Um milagre de Natal” 40

Um milagre de Natal 42

Um Presente de Natal 44

Um Sonho de Natal 47

Um Natal quase arruinado. 49

O significado do Natal 50

O jovem e o gato. 51

Natal é paz. 51

Conto de Natal 53

Alice e o Natal 54

O lenhador e a árvore de Natal 56

A vendedora de fósforos

            Enquanto a noite adormecia com a chuva miudinha a amaciar-lhe o rosto, estava uma humilde família na sua modesta casa a preparar a chegada do Natal, como quem prepara o enxoval do primeiro filho.

            O patriarca contava e recontava todo o seu orçamento para que nada faltasse à família. No entanto, o dinheiro era um bem muito escasso naquele abrigo. Mas, apesar dos bolsos quase vazios, o pai estava decidido a depositar uma posta de bacalhau em cada prato da sua mesa. Teria, portanto, de arranjar uma estratégia para poder amealhar uma quantia razoável de moedas que lhe permitisse tal extravagância. Sim, para quem comia todos os dias arroz e batatas, só o bacalhau e o açúcar no arroz vinham quebrar a rotina e envolver o estômago num edredão de penas. Coisas de ricos, como sabem!

            Ainda havia sete dias para definir a estratégia e meter as mãos na massa com a pressa de um padeiro que está a fazer o pão para uma fila de pessoas impacientes, concentradas à porta da padaria. É assim que as crianças veem o Natal, com a mesma fome e a mesma impaciência.

             Joana, a mais velha das filhas, decidiu dar o seu contributo. Ela, com a companhia do seu pai, encaminhou-se para a grande feira de antiguidades que se situava numa imponente fortaleza, repleta de enfeites natalícios, tal como uma travessa de aletria nutrida de refinada canela. Ambos levavam com eles um magote de fósforos enredados em pequenas caixinhas mágicas. Essas, quando alisadas pelas limas designadas de fósforos, têm o poder de se incendiarem na sua ponta, até desaparecerem por completo, sugerindo um pequeno fio de massa esparguete a ser lentamente sugado por uns requintados lábios. Com esse tal efeito se derretiam as crianças que lá passavam, sendo influenciadas por Joana, que as incentivava a comprar esses objetos mágicos. Foi assim que conseguiu vender várias caixas de fósforos. As suas palavras afáveis e cintilantes, a sua convicção no que dizia traziam até ela ranchos de crianças famintas de curiosidade. No seu olhar via-se o encantamento da vida.

O seu pai estendia as mãos carregadas de caixas aos adultos que não resistiam aos pedidos dos filhos. Depois, todos prosseguiam viagem. As crianças prontas para acender os corações dos homens e os pais para acender lareiras.

            Na verdade, tiveram um excelente negócio. Partiram. E logo que as portas da fortaleza se fecharam quando eles saíram, as portas do Natal abriam-se para eles entrarem. Chegaram a casa com os bolsos a abarrotar de moedas e já sentiam o delicioso bacalhau a escorregar-lhes pela boca.

             Com todas essas moedas foram às compras. Sentiam-se poderosos, eram formiguinhas que tinham juntado pequenos pedaços de trigo e cozinhado um apetitoso banquete.

            Foi assim que esta família carregou na alma o verdadeiro significado do Natal, da paz e da certeza que Deus caminha todos os dias ao seu lado.

Afonso Pereira

                                           

A Loucura de Natal

Era uma noite muito fria de inverno, quando um menino muito pobre saiu da sua casa em ruínas para comprar alimentos para os seus avós, que estavam muito doentes, como a mãe lhe mandara. Aproximava-se da loja, e olhou para uma montra onde uma televisão passava um anúncio dos chocolates preferidos dele, mas que raramente poderia comprar, pois não tinha dinheiro para tal. Quando se aproximou, o anúncio mostrava que haveria cinco chocolates de folha dourada. Com essa folha, os premiados poderiam visitar a fábrica. Mas, infelizmente, o rapaz não tinha dinheiro, a não ser para comprar os alimentos para os avós, não poderia comprar o tão atraente chocolate. Quando voltou a casa, os avós ficaram tão felizes com o neto que decidiram-lhe dar-lhe a única moeda que tinham guardado para uma ocasião especial. O rapaz ficou tão contente que decidiu correr imediatamente ao quiosque mais próximo, antes que os tais chocolates esgotassem. Mas quando chegou o senhor do quiosque disse-lhe que os chocolates tinham esgotado. Entretanto, quando o rapaz estava próximo da porta, o senhor estava a arrumar as enormes quantidades de caixas dos chocolates que tinham sido vendidos, mas de repente, encontrou a última barra de chocolate no fundo de uma caixa.

Quando chegou a casa, a primeira coisa que o menino fez foi abrir o chocolate ao lado dos avós. Não encontrou nada e fica desiludido. Entretanto, o pai chegou a casa e notou que o filho estava triste. O pai tirou do seu bolso a tal barra de chocolate e entrega-lha. Ele ficou muito contente e abriu muito vagarosamente e encontrou a folha dourada.

Os outros quatro vencedores foram: a filha do presidente, um rapaz viciado em jogos, a rapariga mais rica da cidade e um rapaz viciado em doces.

Na manhã seguinte, os cinco premiados encontram-se à frente da fábrica. Um tempo depois, o dono da fábrica, também conhecido por ser um pouco “virado do avesso”, apresentou um espetáculo com uns bonecos, que acabaram por avariar e ardeu tudo. Ele convidou-os a entrar. Lá dentro, eles foram provados e eliminados um a um, consoante as suas fraquezas. O dono pediu para eles entrarem numa porta muito pequenina. Ao passarem por aquela porta, eles entraram num paraíso de doces. Com isso, o rapaz viciado em doces, ataca a cascata de chocolate logo após dono da fábrica ter dito para não comerem ou beberem nada. O rapaz foi eliminado. Os outros entraram num barco, pois tinham que chegar a outro lado da fábrica através do rio de chocolate. Tudo estava a ir bem, até que passaram por um vidro onde viam vacas a serem chicoteadas, tendo como legenda por baixo “natas batidas”. A partir daí, o rio começa a ficar agitado e eles foram com as maiores turbulências até ao outro lado da fábrica. Chegou lá, o dono da fábrica mostrou uma secção experimental de pastilhas e alertou que as não poderiam comer, pois ainda não estavam prontas. Ele começou a explicar que aquelas pastilhas poderiam equivaler a uma refeição completa, pois tinha sopa de tomate, um bom prato de frango assado e, como sobremesa, uma torta de mirtilos. A rapariga mais rica da cidade, cheia de fome, pegou numa pastilha, sem querer saber das consequências. Alguns minutos depois dela ter mastigado a pastilha, começou a ficar roxa e a inchar, ficando a parecer um autêntico mirtilo, e foi expulsa da fábrica. Novamente, vieram milhares de anões cantar uma canção, retirando a rapariga da fábrica. Depois, entraram numa sala cheia de esquilos a partir nozes. Mas o dono da fábrica não deixava ninguém entrar, pois aqueles esquilos estavam treinados só para aquele trabalho. A filha do presidente, sendo muito mimada, exigiu imediatamente um animal daqueles de estimação. Então entrou dentro da sala tentando pegar um. Mas os esquilos atacam-nos e empurram-na para dentro de um tubo de lixo, que ia dar a um caixote fora da fábrica. Na última sala, eles entraram num elevador cheio de botões e foram para uma sala do futuro. Nessa sala, eles conseguiram através de uma máquina, teletransportar-se para dentro de uma televisão. O rapaz, viciado em jogos, ficou fascinado com aquela máquina e utilizou-a. Foi transportado para a televisão, ficou minúsculo. Os anões retiraram o rapaz dali, mas ele não voltou ao tamanho normal. O dono da fábrica, crendo que todos tinham sido expulsos ia-se embora, mas viu que sobrou o rapaz pobre. Como o rapaz foi fiel até ao fim, como recompensa, entrou com ele no elevador e carregou no botão chamado “Céu”. O elevador começou a subir muito rápido, mas depois, com uns jatos, ele caiu na casa sem nenhum dano, ao contrário da casa. Os avós vendo o neto gritaram que chegou.

Como recompensa, o dono da fábrica reconstruiu a casa deles que estava em péssimo estado e ainda lhes ofereceu uma quantia generosa de dinheiro. Foi o milagre de natal do concurso. 

A noite de Natal

            Era dia 24 e estávamos todos reunidos na sala, uns a conversar, outros a brincar e outros a comer. Estávamos ansiosos que fosse meia-noite para poder abrir os presentes!

O Natal é uma das minhas festas preferidas, é cheia de amor e alegria. Estamos todos juntos,  eu e as minhas irmãs usamos as camisolas peludas de renas que a avó nos dá todos os anos. Gosto do Natal porque posso estar com os meus tios e primos que vêm do estrangeiro.

            A noite de Natal é sempre especial porque estamos todos juntos, a minha avó faz comidas deliciosas e acontecem coisas divertidas. Eu, as minhas irmãs e os meus primos, quando estamos juntos, somos um verdadeiro terror.

            Costumamos cantar músicas de Natal, tiramos fotos e também fazemos a troca de presentes. É sempre muito divertido!

            Quando chega a meia-noite, abrimos os presentes e rezamos em frente ao presépio, para agradecer tudo e por podermos, mais um ano, estar a festejar aquela data tão especial.

            Agora entendo porque é que se diz que o Natal devia ser todos os dias, porque todos os dias deviam ser felizes, divertidos, em família e cheios de amor.

Adriana Barros

O Milagre de Natal

            Faltavam alguns dias para a altura do ano mais esperada, o Natal. Maria, é uma menina que vive num orfanato, tem 16 anos, e não gosta nada do Natal, pois até à data nunca passou um Natal em família, os seus pais acabaram por faleceram num acidente de carro quando ela tinha apenas três anos. Ela tem uma boa amiga e são como irmãs, ambas frequentam a mesma escola e turma, todos os colegas da turma delas, quando chegava  esta altura do ano, só sabia falar sobre as prendas de Natal que iam receber e deixar de receber e a Maria ficava triste e revoltada, pois os seus colegas não sabem dar o verdadeira valor que o Natal tem.

             No início da última semana de escola, a professora de Português pediu que fizessem um texto sobre o Natal e o que iam pedir ao Pai Natal. Maria e a melhor amiga já sabiam que a professora ia pedir para fazer um texto de Natal, pois pediu todos os anos a mesma coisa. Mas, este ano, Maria decidiu escrever o que sentia verdadeiramente em relação ao Natal. Então, ela começou o texto, falando sobre o que aconteceu com os pais, que com apenas três anos de idade já tinha perdido subitamente num acidente de carro, depois falou que esse era um dos motivos de ela odiar o Natal. Depois, Maria só pediu que nesse Natal tivesse uma família, nem pediu nenhuma prenda, enquanto a sua melhor amiga escreveu que queria muitas prendas.

              Quando a professora chegou a casa e começou a ler os textos de todos, o que lhe chamou mais a atenção foi o da Maria, pois sentiu que a sua aluna precisava de um miminho. Então, decidiu falar com a mãe da melhor amiga da Maria. Elas foram então até ao orfanato que a Maria frequentava e falaram com a diretora e pediram que a Maria fosse passar a consoada e o dia de Natal com elas.

     Chegou o dia mais esperado do ano, a melhor amiga de Maria ligou para ela e pediu-lhe que fosse ter com ela até ao parque. Quando se encontraram dirigiram-se a casa, quando chegaram a mãe da sua melhor amiga já esperava as duas com um grande sorriso e disse-lhes para entrarem. Maria, depois de ter jantado, agradeceu e ficou emocionada. Logo depois tinha chegado a altura de abrir os presentes, Maria viu que toda a gente tinha um presente, mas ficou um presente debaixo da árvore e então a melhor amiga da Maria foi busca-lo e deu-lho. A menina ficou muito feliz por ter tido um Natal como nunca teve e agradeceu o que fizeram por ela.

Ana Moura

A árvore das histórias de Natal

Numa vila chamada vila da Magia, havia uma árvore que era enfeitada, todos os natais, pelas crianças. Elas pediam desejos, como por exemplo: bonecas, carrinhos, entre outras coisas.

Mas havia um menino chamado Manuel que só pedia à árvore uma família onde pudesse ser amado e feliz.

Manuel era uma criança de rua, que usava as roupas do lixo e cheirava mal. As crianças não gostavam dele, por ele ser pobre e fugiam dele.

Manuel estava junto à árvore quando viu uma menina a pedir um irmão como desejo.

Então, ele aproximou-se e perguntou se poderia fazer parte da sua família e explicou a história dele. Maria foi até junto dos pais, recontou a história de Manuel e perguntou se poderiam adotá-lo. Eles disseram que sim.

Manuel, na noite de Natal, realizou o seu desejo de ter uma família e Maria um irmão.

Moral da história: acredita sempre nos teus sonhos que um dia eles podem tornar-se realidade.

E se um dia fores à Vila da Magia, num dia de Natal, não te esqueças de pedir o teu desejo junto à árvore.

Beatriz

A verdadeira história do Pai Natal

Era uma vez um menino muito pobre que vivia com o seu padrasto, a sua mãe e as suas duas irmãs. O seu padrasto chamava-se Daniel, a sua mãe era Rosa, a sua irmã Lisa e a sua gémea Lena e o rapazinho era o João.

Viviam todos numa aldeia muito pequena, e pobre. Daniel trabalhava arduamente no campo e Rosa ia fazer limpezas a outras casas. Enquanto eles ficavam fora de casa, Lena tomava conta dos irmãos.

João não aceitava o facto de o pai ter falecido, enquanto trabalhava ao serviço do estado na guerra. Havia sido queimado por uma bomba e ficado em carvão. Ele sentia muito a sua falta  e dizia sempre que, quando fosse crescido, ia trabalhar para a cidade e conseguir uma vida melhor, tanto para ele como para a família.

Passados uns anos, numa noite de inverno, quando todos estavam reunidos em casa, a mãe de Daniel disse que tinha um comunicado a fazer à família. Daniel muito entusiasmado perguntou o que era e, logo de seguida, a mãe começou a falar. Logo que ela acabou, Lisa e Lena disseram em coro que a notícia era ótima e ficaram todos muito felizes.

Devem estar precisamente agora a perguntar-se qual era a boa nova, certo? O comunicado que a mãe fez, foi anunciar que estava grávida. Eles sabiam que, com as dificuldades que passavam, seria difícil sustentar a família, por isso, Daniel e Rosa tomaram uma decisão.

Disseram ao seu filho mais novo, o João, que o iria mandar para a casa dos tios e que eles lhe arranjariam um emprego na cidade. Primeiro, João pensou que ainda era muito novo para trabalhar, mas logo se lembrou que a sua família necessitava daquele pouco dinheiro. A mãe disse-lhe para começar a fazer as malas e  preparar tudo porque, na manhã do dia seguinte, bem cedo, a tia viria buscá-lo.

Logo às sete da manhã, João já estava pronto com as malas às costas.Começou a despedir-se da família e, pouco tempo depois, a tia chegou para o levar.

Vários dias  passaram e o rapaz já havia começado a trabalhar e a habituar-se ao ritmo da nova vida na cidade. Os seus tios eram muito queridos e amigos.

No seu primeiro mês de trabalho, o João tinha ganho quinhentos e quarenta euros. Enviou quinhentos euros para a família e  ficou com quarenta euros para gastar nas suas próprias coisas e o que sobrasse guardá-lo num mealheiro.

De semana em semana, o João enviava sempre uma carta para saber como estava a família. Todos estavam de boa saúde e  o seu irmãozinho já começara a dar pontapés na barriga da mãe.

Durante anos, sempre com a mesma rotina, continuara a mandar cartas para a família e algum dinheiro. Mas certo dia, no  aniversário dos seus dezoito anos, quando se tinha tornado independente, decidiu pedir uma semana de folga ao patrão e este concedeu-lha.

João decidiu ir visitar a família. Quando lá chegou, todos se encheram de alegria e orgulho, mas o que ele queria mais, era ver como estava o seu novo irmão. Quando  o viu, entendeu como o tempo tinha passado rápido, porque o seu irmão já tinha seis anos.

A família conversou muito durante aqueles dias. Mas João tinha de voltar para a cidade.

Com as poupanças que a família tinha feito, já não precisava de continuar a mandar-lhes dinheiro, por isso começou a trabalhar para construir o seu futuro. Ao longo dos anos, foi economizando e, quando já tinha o suficiente, contratou um engenheiro e vários construtores para construir a sua empresa.

Alguns meses depois estava concluída. Abriu concurso nas redes sociais para selecionar futuros colaboradores. Foram muitos os candidatos aos lugares da empresa de limpeza.

João nunca esperou que fosse fazer tanto sucesso!

Certo dia, foi de visita ao Pólo Norte. Foram longos os dias de viagem e fazia muito frio, Terminada a viagem o João caminhou pela neve e encontrou uma enorme fábrica. Caminhou até lá , quando entrou, ficou surpreso! A única coisa que via eram elfos, que trabalhavam arduamente a construir brinquedos.

Primeiro pensou que eles ficassem assustados, mas, em vez disso, juntaram-se à sua volta porque pensavam que ele era o  chefe. O João ficou atordoado, mas logo entendeu. Por isso, de imediato, disse-lhes que precisava de um lugar onde . Eles prepararam um quarto. Passados uns dias, os elfos perguntaram-lhe quanto tempo iria ele ficaria. João disse que só ia voltar para comunicar que ficaria no Pólo Norte, e orientaria a empresa à distância e traria a sua família para viver com ele.

No regresso ao Pólo Norte, instalou a sua família e foram-se habituando ao clima, aos elfos e às renas voadoras que gostavam muito de conversar.

No meio da neve quase a morrer de frio, viu uma rapariga. Mesmo sem pensar, o João foi salvá-la. Já  quente e aconchegada, João começou a falar com ela e perguntou-lhe se  queria viver com eles e a rapariga disse que sim.

Passou um ano. Ao longo desse tempo, João e a rapariga  começaram a namorar, mas o que a família menos esperava era que eles anunciassem o casamento.Ficaram todos muito felizes.

Depois do casamento, a mulher de João engravidou e, passados nove meses, deu à luz um lindo menino, cujo nome era Rodolfo. O homem foi acompanhando o crescimento do filho, até que um dia lhe veio uma antiga memória à cabeça: era pobre e tinha ficado sem o pai. Mandou os elfos construir um trenó enorme e fabricarem milhões de brinquedos.Em vários meses os brinquedos ficaram prontos.

Era 24 de dezembro à noite, quando João chamou as suas amigas renas para o guiarem pelo mundo durante aquela noite e durante a madrugada do dia vinte e cinco.

O homem vestiu uma roupa vermelha e branca: o vermelho para simbolizar o calor da lareira e o branco para retratar a neve.

O frio batia-lhe na cara e, ao longo da viagem, ia deixando alguns presentes para cada família. A intenção era dar às crianças bem comportadas  o que ele não, mas às más, deixava-lhes carvão para simboliza a dor que sentiu.

Bruna Costa 

A noite de Natal

            Maria, uma menina pequena de seis anos, gostava muito do natal. Faltavam cinco dias para o Natal e já se sentia ansiosa.

            Ela queria ver o Pai Natal, mas não conseguia. Desta vez, a pequena menina pediu ajuda à mãe e ao pai. Para começar, tinham de fazer as bolachas e o leite bem quentinho e depois esperar pela noite.

            Os pais da Maria foram-se deitar e Maria continuou acordada com esperança de ver o Pai Natal. Passava já da meia-noite quando Maria ouviu um barulho muito alto, que logo a deixou de olhos bem abertos.

            Maria saiu do quarto e trancou-se na casa de banho, que era muito perto da sala, onde deixaram as bolachas e o leite. Passados mais ou menos quinze minutos, Maria saiu da casa de banho e foi à sala, mas não viu nada. Ela ficou muito triste e lá foi ela sentar-se no seu quarto. Quando estava quase a adormecer, ouviu um barulho um pouco diferente, mas também muito forte. Trancou-se de novo na casa de banho e, passado algum tempo, saiu.

Quando olhou para a sala, viu os presentes que o Pai Natal tinha deixado e ficou triste que foi para a cama a chorar. Adormeceu, e bem de manhãzinha acordou com o despertador dos pais, que iam trabalhar.

            Quando se levantou, viu as prendas debaixo do pinheiro. Perguntou à avó se tinha ouvido algum barulho de noite. A avó respondeu que não, e que a Maria devia estar a sonhar. Não acreditando, esperou que os pais chegassem para lhes perguntar a mesma coisa.

            Por volta das seis da tarde, os pais chegaram e ela foi a correr fazer-lhes a mesma pergunta. Eles disseram que não ouviram nada e que ela devia estar a sonhar.

            Maria ficou tão confusa! E assim acaba a história. Aquele acontecimento foi verdadeiro ou foi um sonho.

Carolina Alves

A verdadeira história do Pai Natal

Estava quase, quase a chegar a melhor altura do ano, o tão esperado e desejado Natal. Estava ansioso. Nem dormia direito. A minha casa já estava toda iluminada, o meu jardim parecia um festival de luzes e o cheiro a canela já percorria todos os cantos da casa. Estava tudo perfeito!                         

    – Tomás, já tens tudo pronto para amanhã? – Perguntou a minha mãe. Eu estava encarregue de deixar as melhores e mais cheirosas bolachas de canela preparadas para a chegada do Pai Natal.                                     

      – Claro que sim, só me falta acabar a carta – talvez se estejam a questionar por fazer a carta é um dia antes, mas a verdade é que não é uma carta de Natal, mas sim uma carta para o Pai Natal. Ninguém sabe como eu desejo vir a ser como ele, poder voar em cima de um trenó, satisfazer os desejos de milhares de crianças e ter aquela barba gigante. Um verdadeiro SONHO!              

Fui-me deitar porque já era tarde e o dia seguinte prometia, era Natal. Quando acordei, corri logo para a sala, pois estava cheia de presentes! “Adoro este homem”: pensei sem conseguir esconder o meu sorriso de orelha a orelha. Mas o melhor ainda estava para vir. Todos os anos, depois do jantar, o Pai Natal vem a minha casa ler a minha carta e beber chocolate quente comigo. Mal podia esperar por este momento! Acho que sou a sua criança preferida, pois sei que há milhares delas que também o adoram, mas ele não pode estar em todo o lado e, mesmo assim, todos os anos me escolhe.                               

    – Que horas são? – Perguntei.                                                                      

    – Dez e meia. – Disse a minha mãe.                                                             

Eu sabia que perto das onze ele aparecia, pois, infelizmente, também é por volta dessa hora que o meu pai tem sempre uma emergência de trabalho. Já me acostumei a isto, mas adorava que ambos se conhecessem, pois são os homens que mais admiro.

  – Vou indo, não te esqueças de me deixar uma bolacha prometo que volto cedo – disse o meu pai enquanto me abraçava.

  – Vou-lhe pedir para esperar um pouco, talvez o Pai Natal nem se importe e assim, já se conheciam! – Supliquei, já com um olhar descaído. 

O meu pai riu-se e saiu. Agora só me restava esperar.                     

Ouvi um barulho no jardim. Deve ser ele a estacionar o trenó, pensei. Corri lá para fora e era mesmo. Saltei para os seus braços e abracei-o como nunca tinha abraçado ninguém.

Entramos em casa e sentamo-nos na sala. Enquanto descansava um pouco, eu fui ao quarto buscar a carta e à cozinha buscar o leite quente. Sentei-me junto dele e assim ficamos a conversar pela noite dentro. A minha mãe parecia um paparazzi! Todos os anos insistia em tirar um monte de fotografias.                                                              

Era tanta felicidade que a minha barriga não estava a aguentar, estava cheia de borboletas.

– Esta é uma prenda especial, de mim para ti. Não há ninguém com uma igual, foi feita só para ti. – disse o Pai Natal.                                                       

Eu não estava a acreditar. O que poderia ser? Questionei-me várias vezes se estava a sonhar ou a viver a realidade.                                                      

– Não tenhas medo, vais gostar. – replicou o Pai Natal.                                            

Sentei-me e abri. Não vão acreditar! Era uma barba EXATAMENTE igual à dele. Este dia não podia correr melhor. Não conseguia conter a minha felicidade.                  

Infelizmente, teve de se ir embora por já ser tarde, mas, antes de ir, deitou-me na cama e desejou-me o resto de um bom Natal.              

Eu estava cheio de sono, já não conseguia abrir os olhos, mas não queria dormir. Não queria que o dia acabasse. Decidi ir à cozinha beber um copo de água. Ao descer as escadas senti a presença do meu pai, estava ansioso para lhe contar o que tinha acontecido.                                                        

Mal entro na cozinha, deparo-me com o meu pai, ou melhor, com o Pai Natal? Fiquei confuso, era o corpo do meu pai, com a cara do Pai Natal. Ao lado dele estava um fato. Eu não estava a entender nada. Os meus pais ficaram parados a olhar para mim e vice-versa. “Será que estou a sonhar?” Voltei a questionar-me. Não aguentei mais e caí nos braços dos meus pais, a dormir.

Catarina Fernandes

 

Um desejo de Natal

Dezembro tinha chegado, estávamos perto do Natal, e Sofia andava às compras com a sua mãe para encontrar o pinheiro ideal, as decorações e o presépio.

As lojas estavam cheias e o espírito natalício não faltava, mas Sofia não estava animada. No dia seguinte, na escola o professor propôs uma tarefa em que os alunos tinham de escrever um desejo ao Pai Natal e Sofia sabia que o seu maior desejo era que o seu pai conseguisse vir passar o Natal em família.

Quando ela chegou a casa perguntou à mãe:

– Porque é que o pai não vem passar o natal connosco?

– Com esta situação do Covid-19 é muito difícil o teu pai conseguir vir, e ele anda com muito trabalho. – Respondeu a mãe

Sofia não teve reacção e seguiu para o seu quarto, mas a sua mãe percebeu que a Sofia não andava animada e o que mais ela queria era que a sua família estivesse toda reunida.

Nessa mesma noite, o pai da Sofia ligou à mãe e disse:

– Tenho uma novidade! Vou conseguir passar o Natal convosco!

A mãe da Sofia ficou tão contente com a novidade pois era o que a Sofia mais desejava, mas o seu pai queria fazer uma surpresa e preferia manter isso em segredo. Sofia passou as noites a pedir ao Pai Natal que conseguisse realizar o seu desejo e antes de ir dormir ela fechava os olhos e imaginava o dia de Natal com a família toda reunida, com a mesa cheia de doces, uma árvore de Natal toda iluminada cheia de presentes e que, apesar da situação, estavam todos felizes.

Era dia 24 de dezembro, Sofia acordou mas não estava animada, nem acreditava que era Natal pois não tinha a família toda reunida como desejava, mas, como fazia sempre, veio à janela para ver o dia lindo que estava e, surpresa…reparou que o carro do pai estava estacionado ao portão, Desceu as escadas e quando o viu nem estava a acreditar, saltou para os braços dele e chorou de felicidade.

Sofia perguntou ao pai:

– Como conseguiste vir?

– O Natal é passado em família e eu não queria passá-lo sem vocês. -respondeu o pai

Depois do Natal, a Sofia disse para a sua família que aquele tinha sido o melhor Natal e que estava muito feliz por o seu pai ter conseguido vir e que valorizava muito isso. No fim, Sofia percebeu que a magia de Natal é mesmo verdadeira!

Ana Rita Lopes

Um milagre de Natal

Em 2015, um mês antes de Natal, a família Sá, constituída pela Isilda (mãe), o Fernando (pai), a Bruna (filha mais nova), a Nadine (filha mais velha) e o André (marido da Nadine) começavam a preparar tudo para o Natal sempre com antecedência.  

Todos os anos o Natal era passado em família, era a festa mais feliz e hilariante:

– Adoro passar o Natal em família, não existe melhor coisa do que teres os que mais amas próximo de ti – desabafa Bruna com a família.

Mas ninguém imaginava que esse ano ia ser diferente para toda a gente.

Tudo começou no dia 16 de dezembro por volta das 17:00 horas, quando a Nadine, no seu local de trabalho, recebe uma chamada telefónica vinda de Espanha. O André tinha sofrido um acidente de trabalho grave.  

Trabalhava em Espanha na construção civil, e estava em cima de andaimes. Todos os cuidados eram poucos.  

No fim de almoço, André tinha que voltar a trabalhar, subindo para o oitavo andar do andaime. Ao subir, só chegou ao quinto andar quando este caiu dentro de água, de uma barragem. Ficou inconsciente algum tempo dentro de água sem conseguir respirar.  

Ao ver tudo aquilo, os amigos e o encarregado de trabalho da obra que, apesar de ser seu chefe, era um dos seus melhores amigos foram logo ajudar. A primeira reação deles foi retirar todas as peças que correspondiam ao andaime que estavam em cima dele e comunicaram para o INEM e para os bombeiros.   Passados mais ou menos quinze minutos, estes chegaram ao local e não puderam transportá-lo para o hospital.  

Se ele quisesse sobreviver, não podia ir de ambulância nem de INEM, não havia tempo para isso. Só havia uma opção, o helicóptero. E assim foi. Foi levado por um helicóptero Espanhol para um hospital também em Espanha, na cidade de Leon.

Eram 23:00 horas da noite e André continuava em estado grave nos cuidados intensivos.

Nadine, não parava de pensar nele e toda a família estava em choque com a notícia

No dia seguinte ao acidente, dia 17 de dezembro, Nadine saiu de carro às 06:00 horas da manhã em direção a Leon. Seriam sempre quatro horas de viagem.

Entrou  no hospital e a sua primeira reação foi perguntar como o seu marido estava e como tinha passado a noite:

– Bom dia, como é que está o meu marido? – Pergunta Nadine para uma médica.  

– Bom dia, o seu marido está internado, mas estável – responde a médica.

Nadine queria vê-lo, mas só o podia ver de manhã e à tarde, durante quinze minutos, porque se encontrava nos cuidados intensivos.

Entrou no quarto, e André estava com a cabeça toda pisada, com três hematomas e o ombro e a anca fraturados. Estava em coma.  

Todos os dias, Nadine fazia oito horas de viagem (quatro de manhã e quatro à noite) para estar com ele só durante trinta minutos.

No dia 23 de dezembro, de tarde, Isilda, a sua sogra, organizou uma romaria com uma grande parte da comunidade da aldeia.

Mais um dia passou e já era o dia 24 de dezembro, dia de festejar o Natal. O Natal não era o mesmo sem ele. Não havia alegria nem entusiasmo para festejar a festa do Natal. Apesar disso, a família juntou-se como habitual. Estavam a jantar e receberam uma chamada vinda de Espanha. Toda a gente pensou o pior, mas foi o contrário: André tinha acordado do coma e estava fora de perigo. Era um milagre de Natal.

Assim, ao receber aquela notícia, o Natal tornou-se mais colorido e toda a gente ficou mais animada.

Bruna Silva Sá

Uma prenda de Natal especial

O tão esperado Natal chegou, mas para a família da Sofia, como eram muito pobres, o Natal nunca era um dia diferente. Então a menina nunca pedia nada aos pais, pois sabia que eles mal tinham dinheiro para a ceia de Natal. Mas nesse dia, a menina andava a passear no quintal e de repente ouviu alguém a cantar e foi ver quem era. Quando chegou ao pé do muro do jardim, ela viu o seu vizinho a levar do carro muitos presentes para o filho. Então, Sofia sentou-se no muro com a cabeça no meio dos joelhos a chorar e de repente soltou um grito a perguntar porque é que só ela é que nunca teve Natal. Então, o vizinho ao ouvir, olhou para cima e viu a menina assim tão triste e perguntou-lhe porque estava assim, pois era Natal e ela tinha que estar feliz, pois era dia de receber presentes.

A menina cheia de vergonha, levantou a cabeça, olhou o vizinho com os olhos cheios de lágrimas e disse-lhe que não ia receber presentes de Natal. O vizinho ficou muito surpreendido, pois já moravam perto há muitos anos e nunca se tinha apercebido que aquela família vivia assim tão pobre e que nunca conseguiram dar um presente a Sofia durante aqueles anos todos. Então ele começou a chegar-se e perguntou-lhe se pelo menos a ceia de Natal era melhor do que nos outros dias, ela ainda muito triste disse-lhe que a ceia eram batatas com couves e ovos, e que a mãe com o pão duro fazia umas rabanas de leite para comerem no fim e, como não havia presentes para ninguém, no fim de comerem iam deitar-se. Então, Sofia viu que estava a falar demais sobre a sua vida, saltou o muro e, a correr para casa, disse ao vizinho para que esquecesse o que ela falou, porque, apesar de não ter muito, era feliz assim.

O vizinho ainda chamou por ela, mas a menina já não lhe respondeu. Então, ele foi para casa e quando lá chegou chamou pelo filho, que tinha a mesma idade que a menina e perguntou-lhe se achava a Sofia uma criança feliz: o filho disse que ela andava sempre a cantar e que até aprendia bem e perguntou ao pai porque lhe fez aquela pergunta; o pai pensou muito antes de lhe contar o que a menina lhe disse, mas por fim acabou por lhe dizer tudo.

 O filho, ao ver que o pai ficou triste, chegou-se perto e disse-lhe, que não ficasse assim, pois juntos iam pensar como ajudar a Sofia a ter um Natal melhor. Ao chegar a casa, a mãe achou-os tristes e perguntou o que se passava. Contaram-lhe tudo e ela ficou admirada com o que ouviu e disse-lhes que já sabia o que fazer, pois como a mãe da Sofia trabalhava para eles, iam convidá-los para passarem o Natal na casa deles.

Foi isso que aconteceu, os pais da menina aceitaram e passaram a noite de Natal todos juntos, os mais velhos a conversar e as duas crianças felizes a brincar.

A Sofia teve, assim, uma prenda de Natal especial.

Cláudia Isabel Martins Gomes

Natal encantado

A história que vou contar é sobre duas meninas de dez anos, a Maria e a Sara que adoravam o Natal, como todas as meninas e meninos desta idade.

Nesta história há também uma tia que odiava o Natal e estava sempre a dizer “Neste mundo egoísta, os egoístas vencem”. A maria era sua sobrinha e nunca acreditou no que a tia dizia, preferia ouvir a sua amiga Sara e acreditar que o Natal era mágico, mas a sua tia não lhe dava descanso, obrigava-a sempre a trabalhar, até mesmo no dia de Natal.

A tia tinha ideia fixa e obrigava a Maria a lutar, achava que ela tinha boa voz e queria que ela a treinasse, para um dia fazer parte do mundo da fama, como ela sempre quis que a Maria pertencesse.

Neste dia de Natal, a Maria cantou toda a tarde e já estava bem cansada. A tia acabou por adormecer e então aproveitou logo para ir à casa da Sara celebrar a festa de Natal. Ela fazia isto sempre que podia, mas naquele dia foi diferente, a sua tia acordou e percebeu que a Maria tinha saído. Zangada, foi até à casa Sara para reclamar com ela. Quando a Maria se apercebeu que a tia estava a chegar, tentou fugir, pois já sabia que ela não vinha muito bem disposta, mas não foi a tempo, apareceu, aos gritos a reclamar, não só com a sobrinha, mas também com a família da Sara. Parecia um pesadelo. A Sara chorava e a sua amiga tentava falar com a tia para que se acalmasse, mas sem sucesso. Nada nem ninguém conseguia mudar a ideia daquela senhora. Era triste ver no dia de Natal acontecerem situações como aquela.

Passados 15 anos a Maria tornou-se uma das cantoras mais famosas do mundo. A tia tinha conseguido os seus propósitos. Mas para isto, A Maria tinha passado todos estes anos, fechada em casa, aperfeiçoar a voz, a ter aulas de canto e a deixar de lado o valor da amizade.

            Começou a acreditar no que a tia dizia “Neste mundo de egoístas, os egoístas vencem”.

            A amiga Sara começou a trabalhar para ela, mas era maltratada. A Maria acabou por arender a lição da tia e até a tia já não significava nada para ela. Por outro lado Sara fazia tudo Q a Maria dizia, pois continuava a adorar a sua amiga e, apesar de serem diferentes, sabia que ela tinha sido influenciada pela tia. Até no dia de Natal ela exigia que os seus trabalhadores não aproveitassem o Natal, mas o dedicassem ao trabalho, caso contrário seriam despedidos.

            Sara fazia roupas para o espetáculosde um grupo de órfãos, que seria para financiar uma instituição de solidariedade.

            A Maria não sabia de nada, não sabia que a amiga antiga se dedicava a ajudar os outros.

            E, nessa noite, uma coisa extraordinária aconteceu. Maria teve uma visita inesperada de três espíritos de Natal: um do passado, outro do presente e o terceiro do futuro. Todos eles lhe disseram e mostraram coisas diferentes, que a fizeram pensar. A princípio, ficou muito espantada com aquela surpresa. Não sabia se era agradável ou desagradável … Diziam que eram espíritos… Não sabia se havia de acreditar. Só depois do espírito do passado lhe mostrar a cena da sua tia a apanhá-la na casa da Sara, começou a acreditar. Lembrou-se, então, do que sentia naquela altura. Ainda se lembrava dos gritos e da tristeza que a envolvera.

            De seguida, o segundo espírito mostrou-lhe o que a Sara fazia no outro trabalho e passou a saber como aquelas crianças gostavam dela e, acima de tudo, como precisavam dela, das suas palavras e da sua coragem. Nunca ninguém alguma vez tinha dito o mesmo dela.

            Por fim, o último espírito mostrou-lhe como seria a sua vida se ela fosse pobre e a sua amiga Sara fosse rica e egoísta como ela. Nesse momento a Maria não se conteve e as lágrimas vieram-lhe aos olhos. Realmente tinha sido demasiado egoísta, mas finalmente tinha percebido o sentido do Natal e da felicidade das pequenas coisas. Afinal era famosa, mas isso não lhe enchia o coração daquela alegria que ela vira na amiga e no rosto daquelas crianças.

            No dia seguinte, a Maria comprou presentes para todos, deu folga a toda a gente e também foi ao espectáculo. No fim, deu dinheiro para a mesma instituição e comprou presentes para todas as crianças.

Francisca Sousa

Um Sonho de Natal

 era uma menina de paixões. Paixão por todas as coisas simples e belas, como as flores, os animais, o mar, o sol. Paixão pelas crianças pequeninas, que comparava aos anjinhos, pelos velhinhos, que comparava com os sábios, pois contavam as histórias antepassadas sem se esquecerem de nenhum pormenor…

Mas a maior paixão dela era o Natal. Oh, como ela amava o Natal!

Quando chegavam a chuva, o frio e os dias a diminuir, lá dizia ela:

– Deve estar a chegar o Natal!

– Não, ainda falta um mês – dizia a mãe.

Apesar disso, Alice sentia que a época preferida dela não andava por longe e o seu coração alegrava-se mais quando via as ruas enfeitadas, as montras das lojas a encherem-se de presentes e, pelos ares, música, cânticos alusivos ao Natal.

Na escola, a professora já avisara que fossem pensando na carta a escrever ao Pai Natal, que pedissem apenas um presente e que pensassem naquelas crianças que não sabiam o que era o Natal, nem brinquedos, nem roupas, nem uma rica ceia de Natal junto da família…

E Alice pensava, pensava muito, embora achasse que a professora estava a exagerar. E, cansada de pensar no que a professora disse, a menina decidiu, um dia, dar um grande passeio. Quem saberia se, no regresso, já tinha chegado o Natal?

Pouco tempo depois de ter saído de casa, Alice viu-se, de repente, numa terra totalmente desconhecida.

Er inverno, estava frio, sabia também que era dezembro e, admiradíssima, não encontrou o menor vestígio desse tempo de Natal que para ela era tão mágico. Então, Alice decidiu bater à porta de uma casa, para perguntar o porquê de aquela aldeia não ter um espírito natalício como a terra dela, e saber como aquela família passava o Natal.

Quem lhe abriu a porta foi um rapaz, mais ou menos da sua idade que lhe abriu também o rosto num largo sorriso, convidando-a a entrar. Foram os dois para a cozinha, onde ardia um grande tronco na lareira. Muitas pessoas habitavam aquela casa: um casal idoso, em cadeiras de costas altas, um homem ainda novo que se preparava para tirar pinhões, duas meninas vestidas de igual, uma senhora a fazer rabanadas e mexidos, e também um cão enroscado numa manta junto da lareira. Todas as pessoas a cumprimentaram, sorridentes.

Alice, tímida e surpreendida, pois não contava com uma receção tão humilde disse:

– Eu não quero incomodar, chamo-me Alice, vivo longe daqui e bati à vossa porta porque me sinto confusa e um pouco perdida.

O homem pousou as pinhas, e fez também a apresentação da família. Alice assistia, maravilhada, a tantas atenções e demonstrações de simpatia e ia ouvindo o homem a falar:

– Estes são os meus pais, Inácio e Manuela, estão connosco desde que deixaram de poder trabalhar e viver sem ajuda. Quem te abriu a porta é o meu filho Pedro. A Joana e a Júlia são as nossas gémeas. A minha esposa que está sempre atarefada chama-se Maria e eu sou o João.

Alice já quase não ouvia. A sua preocupação era observar e pensar na beleza daquele quadro formado por pessoas tão serenas, humildes e simpáticas. Estava tão feliz, tão feliz que até achava que devia ficar calada, apenas a agradecer todas as atenções e gozar daquela felicidade que nunca tinha acontecido. Gostava muito dos Natais da sua casa, mas só agora se dava conta da confusão, das correrias, do telefone sempre a tocar…Ali havia tanta paz!

E era Natal!

Ali não era, portanto, nenhum daqueles países de que a professora falara, onde as crianças não conheciam o Natal. Ali era diferente, mas era Natal.

– Gostava muito de vos falar do Natal no meu país que é tão diferente do vosso. Quando aqui cheguei, duvidei que fosse tempo de Natal. A professora da minha escola falou-nos de países onde não há Natal e que existem crianças que não recebem presentes. Enfim, onde o tempo de Natal não é conhecido, é como se não existisse. Quando aqui cheguei foi o que pensei, não vi ruas enfeitadas, nem música, nem árvores de Natal. Na verdade, o vosso Natal não é uma festa verdadeira. -Disse Alice, com medo da reação da família que a acolheu.

Fez-se silêncio, Alice pensava que tinha ofendido aquela gente que a recebeu com tanta simpatia. Afinal cada terra tem a sua tradição e ela tinha que saber respeitar. De repente João, o dono da casa, disse

 – Deixaste-nos curiosos, não queres contar-nos um pouco desse teu Natal tão diferente do nosso?

             – Na minha terra, muito tempo antes do Natal, já não se fala noutra coisa. As pessoas andam atarefadas, compram os presentes para a família toda. Quem for neto recebe prendas dos avós, pais, tios, etc. As ruas ficam cobertas de luzes, em muitos centros comerciais, há sempre um pai Natal para divertir as crianças e distribuir guloseimas. Aqui, para vos ser sincera dei comigo a interrogar-me sobre se seria este um dos tais países sem Natal…

           Maria, a mãe, interveio:

            – É melhor deixarem a conversa para mais tarde, porque a ceia está quase pronta e preciso de ajuda.

             – Eu e a Alice pomos a mesa. – Gritou o Pedro.

             – Eu vou buscar os vinhos e mais lenha… – Afirmou o pai.

    Enquanto ajudava o Pedro, Alice sentia-se muito feliz, por ter um Natal tão diferente do seu.

    Aquele sonho estava a terminar… Alice acordou, vestiu-se para ir para a escola e pelo caminho contou o Sonho de Natal à mãe.

Mariana Silva

Milagre de Natal do Guilherme

Guilherme um jovem muito inteligente e muito bondoso de 18 anos, e morava em Ponte de Lima com a sua família. Adorava praticar desportos, como a canoagem, atletismo, natação e ciclismo, e ganhava bastantes medalhas nessas modalidades.

            Numa tarde, numa viagem com a sua família, o carro em seguiam, embateu a alta velocidade contra um poste. Os pais do Guilherme saíram ilesos do acidente, mas ele foi levado para o hospital em perigo de vida.

            Os médicos fizeram tudo para o salvar, mas não conseguiram salvar as suas pernas. Os pais ficaram bastante felizes, pois o seu filho já não corria perigo de vida, mas, por outro lado, estavam bastantes tristes por o Guilherme já não conseguir realizar os seus sonhos.

            No dia 20, já perto do Natal, só sentia raiva e medo. Era como se a vida tivesse terminado, pois nunca mais poderia praticar os seus amados desportos.

            Os pais do Guilherme, precisaram de ajuda de um psicólogo, porque não estavam a conseguir lidar com a tragédia. O psicólogo também falava com o Guilherme mas ele não se conseguia animar, por isso começaram a chegar os reforços, que eram os seus amigos e família, e mesmo assim pouca era a motivação.

            No dia 22, saiu do hospital na sua cadeira de rodas, o seu novo amigo, era quem teria de levar para qualquer lado que fosse. O Guilherme recusava-se a sair de casa, pois não conseguia lidar com o medo e a tristeza, e sabia que para qualquer lado que fosse ia encontrar obstáculos, tais como certos locais que não tinham acesso a cadeira de rodas.

            A família e amigos, sabendo dos vários obstáculos que Guilherme passava, tentavam ajudá-lo e não desistiam dele. Assim, levaram-no para um local também mais pessoas de cadeiras de rodas e que estavam a conseguir levantar-se. Estas pessoas deram-lhe muita força e convenceram-no que o seu problema não lhe ia roubar os seus sonhos e o Guilherme ganhou força para seguir em frente. Informou-se sobre as competições paraolímpicas e ficou contente ao saber que se poderia tornar campeão.

            Era dia de Natal, e estavam todos contentes por o Natal se realizar com todos juntos.

            Guilherme e a sua família agradeceram de tudo ao milagre de Natal que existiu, pois foi um acidente tão grave que só podem agradecer por ele ganhar força e motivação para enfrentar esta sua nova etapa na vida.

Gonçalo Carvalho

Um milagre de Natal

Inês era uma menina de 13 aninhos, muito desenrascada, que vivia em Copenhaga fechada na sua velha casa, a ler livros, a observar o quotidiano dos vizinhos ou até mesmo a falar para o ar.

Inês tinha uma história de vida muito triste! Os seus pais faleceram com uma doença quando ela tinha 9 anos. Ela tinha uns olhos verdes e longos cabelos loiros, que costumava prender em trancinhas atadas com 2 laços que sua mãe lhe tinha dado. O seu maior sonho era receber um presente de Natal.

Todos os anos, 3 dias antes do Natal, à meia-noite, Inês colhia um ramo de flores do bosque que levava ao cemitério à campa de seus pais. Na procura de flores cheirosas e bonitas para o seu ramo, deparou-se com umas orelhas pontiagudas entre as folhas do bosque. Corajosa e teimosa como ela era, foi investigar.

“Isto é…Um gnomo do Pai Natal?” – Interrogou-se.

Inês perguntou, gaguejando:

 Olá! Eu sou a Inês! Tu és um gnomo?

 gnomo respondeu com medo:

– Ah! Eu? Sou sim! Não se vê logo?

Inês entusiasmada perguntou:

– Tu, por acaso podias levar-me ao Pai Natal?

– Sim, anda lá! – Afirmou o gnomo.

– Obrigada! Obrigada! Obrigada!

Nesse instante o gnomo atirou uma bola dourada ao chão, abrindo-se rapidamente uma luz tão clara e forte que Inês ficou encandeada. Tinham sido transportados para uma grande fábrica cheia de pequenos gnomos com orelhas pontiagudas e fatos verdes.

Inês entusiasmada gritou:

 Uauuuuuuuu!

Os gnomos olharam para a Inês, assustados e pasmados. Caminharam pelos coloridos corredores chegaram a uma porta vermelha gigante, com uma pequena fissura pela qual o gnomo meteu a bola dourada e a porta abriu-se.

Uma voz perguntou:

 Quem é?

Inês, gaguejando:

– Pai Natal?

O pai Natal tinha uma barba quase até ao chão e uma voz muito grave.

O gnomo disse nervoso:

– Senhor! Esta menina quer falar consigo!

– Podes entrar! Senta-te! Como te posso ajudar?

 disse:

– Bem! Como já deve saber, os meus pais faleceram há 4 anos e todos os anos, vejo os meus vizinhos a brincar com as suas famílias e eu fico sozinha em casa.

– Acho que tenho uma solução para ti! Presta atenção! Eu vou dar-te um anel e tudo o que pensares aparecerá, basta esfregares o anel! Agora volta para casa pois tens 3 longos pela frente.

Inês, muito confiante, só viu uma luz muito forte, encandeando-se e quando deu conta já estava em casa, na sua cama.

Ela olhou para o seu dedo e lá estava o anel, ela esfregou-o e a sua casa velha transformou-se num palácio, as suas roupas em vestidos. Na véspera de Natal, ela estava a preparar uma festa e então não estava parada pois tinha que preparar os convites para todos os seus vizinhos. O dia tão esperado chegou, a festa durou até muito tarde e Inês divertiu-se muito. Finalmente, não estava sozinha.  que uma vizinha, Beatriz, foi à casa de Inês.

– Podemos ser amigas?

Inês afirma:

– Sim, claro!

Inês e Beatriz, a partir daí, ficaram as melhores amigas, andavam sempre juntas. A partir daí, Inês nunca mais esteve sozinha, teve sempre companhia, não só no Natal, mas durante o ano todo.

Mariana Amorim Fernandes

Natal 2020

            Era o último dia de aulas antes das férias de Natal. Então, na escola, a professora desejou aos alunos que tivessem um Bom Natal. Quando disse ao Duarte que esperava que ele tivesse muitas prendas e uma mesa repleta de coisas boas, ele ficou parado a pensar e só no fim de uns minutos é que respondeu:

            – Bom Natal, à professora e ao resto da turma!

            Quando chegou a casa o Duarte foi logo ter com a mãe, e a primeira coisa que lhe contou foi o que a professora lhe tinha dito na escola, quanto ao Natal 2020. Então, a mãe começou por dizer-lhe:

            – Filho, este ano não tenhas muitas perspectivas quanto aos presentes. O Duarte tinha perfeita noção que o seu pai tinha ficado desempregado, porque a empresa onde trabalhava tinha ido à falência, por causa da pandemia do Covid-19. A mãe também tinha pouco trabalho, pois o café onde trabalhava só fazia metade das horas.

            – Mãe, está tudo bem! Saiu da beira da mãe e foi brincar com o irmão que estava na sala, mas ficou sempre com as palavras que a mãe lhe tinha dito na cabeça.

            À noite, quando foram dormir, não conseguiu esconder mais aquilo e disse ao irmão que o Natal desse ano ia ser muito diferente dos Natais que eles tinham vivido, nos anos anteriores. O irmão, como era mais velho disse-lhe:

            – Eu já tinha pensado nisso, só não te tinha dito nada para tu não ficares triste.

            O Duarte olhou para o irmão com os olhos cheios de lágrimas e com a voz a soluçar, e disse-lhe:

            – Quando escrevermos a carta com os presentes que pretendermos ter no presépio, não podemos pedir o que estamos a pensar. De facto, os presentes que eles pretendiam ter eram bastante caros e os pais não tinham possibilidades para os comprar, e ficaram ainda mais infelizes do que já estavam.

            O irmão também bastante triste disse ao Duarte:

            – O pior não é o não receber os presentes que nós queremos, mas sim não vamos poder ir jantar com os tios e os primos na casa dos avós, pois, por causa da pandemia do Covid-19, não podemos estar todos juntos na mesma casa.

            O Duarte, ao ouvi-lo, levantou-se e começou a chorar. Então o irmão deu-lhe um abraço, muito apertado e a fingir que estava tudo bem, começou a animá-lo e a brincar com ele, como já muito tempo não fazia.

            Pouco tempo depois, a mãe mandou-os deitar, pois já era muito tarde. Os meninos, como estavam cansados, adormeceram logo. Na manhã seguinte, eles tinham falado sobre esse assunto e decidiram que se iam comportar bem para que os pais tivessem uma semana calma.

            A semana passou a correr, o dia de Natal chegou, o Duarte e a família fizeram a ceia de Natal na própria casa, com a mesa bem cheia de coisas boas e sempre com os avós, os tipos e os primos a falarem com eles por videochamada, para que, mesmo distantes, sentissem como se estivessem todos juntos na mesma casa, e assim viveram o Natal 2020.

Margarida Pereira Monteiro

Uma Aventura nas férias de Natal

Era uma vez um grupo de cinco jovens vindos de uma pequena e pacata aldeia no interior de Portugal. O seu grupo era formado pela Luísa, pela Madalena, pelo Luís; pelo Pedro e pelo João.

Antes de tudo começar, estes meninos eram apenas colegas de escola, que tinham um sonho em comum: serem investigadores e descobrir todos os mistérios daquela pequena aldeia. Contudo devido à falta de movimento nela, não havia mistérios para serem desvendados, o que os levou a abandonar a aldeia e passar a viver no centro da cidade, onde nem sempre se consegue dormir com tanto carro que lá passa.

Até que, certo dia, perto do Natal, a mãe de Pedro lhe ligou a comunicar o que havia acontecido na aldeia. Pedro informou os amigos, e logo puseram mãos à obra, para investigar o caso.

Já no dia seguinte, Pedro e os amigos reuniram-se perto de sua casa, para discutirem como agir perante a situação e começou a explicar com detalhes o que aconteceu.

– Pessoal, ontem à noite houve um grande número de roubos, o ladrão ou os ladrões roubaram todos os presentes e trocaram-nos por pedras de carvão- explicou Pedro.

-Temos de descobrir quem foi capaz de fazer uma maldade dessas às pobres criancinhas!- exclamou Luísa.

O grande problema era saberem como o fazer.Enquanto todos eles pensavam por onde iam começar, Madalena decidiu assinalar num mapa todas as casas que teriam uma criança, pois provavelmente seria uma casa onde teria presentes, e nesse mesmo mapa da aldeia, assinalou as casas que foram roubadas. No entanto, nem todos perceberam o que Madalena iria fazer com aquele mapa, por isso Madalena não demorou a explicar.

– Vou usar este mapa que nos permitirá saber onde vai decorrer o próximo roubo.- exclamou ela.

– Assim podemos apanhar o ladrão e impedir que ele estrague o Natal destas crianças.- acrescentou Luís.

Já ao anoitecer, Pedro e os amigos juntaram-se perto de sua casa e esconderam a irmã mais nova dele, já que de acordo com o mapa de Madalena, a casa de Pedro seria a próxima casa a ser roubada. Mas, para isso era necessário que os  pais de Pedro tirassem a sua irmã de casa, pois o ladrão pensaria que a casa estaria vazia e aproveitaria para trocar os presentes pelas tais pedras de carvão.

Passadas horas, Pedro e os amigos estavam para desistir, até que finalmente o ladrão apareceu.Teve muito cuidado de se certificar de que não estaria ninguém em casa. Quando o ladrão estava de saída, decidiu verificar os presentes e ao abrir o presente, ele percebeu que o teriam enganado. Rapidamente correu para fora da casa, mas João tinha tido a ideia de criar uma armadilha com super-cola que colocaram no chão, para que ele não se conseguisse mover..
Depois do ladrão ficar preso, os jovens dirigiram-se até ele, tiraram-lhe a máscara de Pai Natal que vestia, e logo se surpreenderam com aquela cara que lhes era bem familiar.

– Senhor Rui? – perguntou Luísa muito surpreendida.

– O ladrão dos presentes é o Pai Natal da aldeia ? –  exclamou Luís.

De seguida tentou explicar-se.

– Só roubei estes presentes para voltar a ser o Pai Natal da aldeia. Todos os anos os pais das crianças da aldeia entregavam-me os presentes e eu, como Pai Natal, fazia as crianças felizes. Mas, no último ano, os pais da aldeia não me entregaram os presentes, pois acharam que eu já estava a ficar velho para isso.- disse o senhor Rui – Só queria voltar a ser o Pai Natal!.

Concluindo, o Senhor Rui voltou a ser o Pai Natal e voltou a entregar os presentes, deixando os mais pequenos cheios de felicidade.

Os cinco amigos voltaram a desvendar mais um mistério.

Diana Redondo   

  A Noite de Natal

       Era uma vez um rapaz chamado João e ele gostava muito do Natal porque era nessa noite que ele estava com a família toda, brincava com os amigos e recebia os presentes.

       A mãe, a tia e a avó do João faziam o jantar e havia bacalhau e peru, enquanto o pai, o tio e o avô viam televisão ou conversavam. Depois do jantar, o João e os primos iam abrir os presentes: o João ganhava uma camisola do Benfica, a Maria uma boneca e o Afonso carrinhos de brincar.

Quando chegava a meia-noite, todos iam ver o fogo de artifício de várias cores. Esta era a Noite de Natal do João.

Dinis

Espírito de Natal

Na noite da consoada, o avô António chegou de longe com uma mala pesada. Ajudei-o a levá-la para o meu quarto e não o larguei, enquanto não a abriu. O que teria ele dentro de uma mala tão grande?                                           

– Oh, avô, o que é que trazes aí? – Perguntei.                                               

– Tem calma, logo mostro-te. – Respondeu.                                                   

– Anda lá, diz-me só a mim!                                                                                

– As prendas só se abrem à meia -noite, não sejas impaciente!                 

Como tinha de entregar à minha mãe uns produtos para a ceia, que tinha trazido da sua terra, o meu avô abriu a mala. Fiquei à espera que saísse de lá qualquer coisa grande, mas não, apenas broa, azeite, queijo, roupa e um embrulho.                                         

– Avô, o que vai ser a minha prenda?                                                               

– Não te vou dizer, como é óbvio.                                                                      

– E esse embrulho, é o quê?                                                                              

– É uma luz para o Natal!                                                                                    

– Uma luz? De ligar à tomada?                                                                           

– Não, não…isto é o espírito de Natal.                                                              

– Como assim?                                                                                          

Quando o meu avô ia responder, a minha mãe chamou-nos para a mesa. Descemos as escadas, e o meu pai abriu a porta da sala. Estava tudo tão lindo…muitas luzes, a lareira acesa, um cheirinho a comida…De repente, o meu avô disse-me:                                

– Ah, já me esquecia! Vai à minha mala buscar o espírito de Natal, mas com cuidado. 

Os meus pais ficaram confusos. Subi as escadas a correr, cheio de curiosidade. Peguei no embrulho e desci as escadas com cuidado. Fiquei à espera para ver o que saía dali. O meu avô foi desenrolando o embrulho até que comecei a ver uma simples vela branca. Em seguida, colocou-a no centro da mesa e acendeu-a. Depois disse em voz baixa:         

Na chama desta vela está o espírito de Natal. Estão presentes todos os antepassados da família, a tua avó…

– Fiquei sem saber o que dizer, mas a minha mãe salvou o momento, dizendo:

– Vamos comer!                                                                                         

Comemos, jogámos às cartas, brincamos, até que chegou a meia-noite, a hora de abrir as prendas. Os meus pais deram-me um livro e o meu avô umas meias de lã. Fiquei triste, pois ninguém me deu o brinquedo que queria. Quando acabou a troca de prendas, o meu avô saiu a porta e ficou uns minutos a olhar para o céu. Depois voltou a entrar e perguntou-me:

– Se olhares para a luz da vela, o que vês?                                                     

– Não vejo nada avô, só uma vela acesa. E tu?                                              

– Eu vejo muita coisa. Para mim, esta chama representa tudo o que o ser humano tem de bom dentro dele, o amor, amizade, a partilha. É por isso que lhe chamo espírito de Natal. Se olhar para ela, lembro-me do melhor Natal da minha vida.                                             

– Conta-me o que aconteceu nesse Natal, avô!                                                           – Quando era pequeno, não havia dinheiro para prendas ou luzes de Natal. Havia muito amor e comida, isso sim. A nossa vizinha tinha perdido o marido e os filhos e já se tinha tentado suicidar. Eu pedi à minha mãe para convidá-la para passar o Natal connosco, já que estava sozinha. Ela deixou e, depois de insistir um pouco, a vizinha aceitou. Comemos e rimos a noite toda, nunca a tinha visto tão contente. Já de madrugada, acompanhei-a até ao portão. Olhei para o céu e vi uma estrela muito brilhante que nunca tinha visto. Achei estranho, mas ignorei. Ao voltar para casa a minha mãe disse que a vizinha me tinha deixado um embrulho. Fui abrir, lá dentro tinha esta vela branca. Uma semana depois, a vizinha faleceu com um ataque cardíaco. Na noite do funeral, voltei a ver a estrela brilhante no céu, achei estranho e fiquei admirado. Agora, todos os anos na noite de Natal, quando acendo a vela, aparece a estrela a brilhar no céu, cada ano mais intensamente que no anterior.                        

Fiquei chocado com a história do meu avô. Consegui, finalmente, perceber que o Natal não são só as luzes e as prendas, mas sim todo o espírito fraterno, o amor e a partilha. A partir de agora, todos os anos vou acender esta vela, o Espírito de Natal.

Bruna Araújo

A vendedora de fósforos

É a véspera de natal, as ruas estão enfeitadas, ainda há pessoas nas lojas a comprar brinquedos e presentes para os familiares.

       Enquanto espera pela mãe, Rita repara numa velhinha sentada numa cadeira com a cara triste, que tem na mão um cesto cheio de caixas de fósforos. Como Rita é uma menina simpática começa a afastar-se da multidão e aproxima-se da velhinha.

-Olá, eu sou a Rita

-Não devias estar aqui menina, a tua mãe vai ficar preocupada.

 -Não, a minha mãe ainda está a comprar as prendas, é sempre assim, ela atrasa-se sempre. -diz Rita com um sorriso na cara.

       Rita olhou para o cesto, curiosa por saber porque é que na manhã da véspera de natal está uma triste senhora com tantos fósforos.

                    -Para que são esses fósforos todos?

                   – São para vender. Todos os anos eu e o meu marido vendemos fósforos para conseguirmos visitar o nosso filho na Natal, ele vive na Inglaterra. – Responde a senhora.

                  – A sério? E onde está o seu marido?

        Depois de fazer esta pergunta, Rita arrependeu-se logo, pois viu o pequeno sorriso da velhinha desvanecer e a sua expressão a ficar triste e fria outra vez. Antes da senhora poder responder alguém chamava:

                   – RITA! RITA!

       Rita disse  adeus à senhora, que voltou a ficar sozinha, e foi a correr ter com a mãe.

       Quando chegaram a casa Rita contou à mãe o que a senhora lhe dissera.

                   – Rita, tens de parar de incomodar estranhos. – disse a mãe, numa voz carinhosa e triste.

– Mas, mãe, aquela senhora vai passar o natal sozinha, podíamos deixá-la passar connosco.

                    – Não sei… Talvez.

       Rita e a mãe passaram o resto da manhã a decidir o que iam fazer e finalmente chegaram a um consenso.

        Meteram-se no carro e foram até à rua onde estava a senhora. A velhinha, que ainda estava no mesmo sítio, viu Rita e a mãe a aproximarem-se e os seus olhos brilharam.

        – Olá, eu sou a Sónia, creio que já conheceu a minha filha Rita – Rita sorri para a senhora quando a mãe disse isto. – Bem, a minha filha contou-me toda a conversa que tiveram, e nós queríamos saber se quer passar o natal connosco? Ninguém deve passar o natal sozinho.

         Ao ouvir isto, um sorriso na cara da velhinha apareceu, mas para não parecer desesperada a senhora disse:

                  – Se não se importarem…

                  – Claro, mas gostava de saber o seu nome. – Diz Rita.

                   – Clara, o meu nome é Clara.

         Estava quase na hora de jantar, Sónia e Clara estavam na cozinha a preparar a comida enquanto Rita tentava descobrir o que eram os seus presentes, apesar de estes estarem bem fechados.

         A campainha tocou, Rita vai abrir a porta, e a mãe diz:

                   – A nossa visita chegou.

          À porta estava um homem alto e uma mulher com um bebé no colo.

                    – Olá, o meu nome é Ricardo, esta é a minha mulher, susana e o meu filho Mateus.

          Clara correu até à porta, pois reconheceu a voz do homem, o seu filho, com a família. Clara ficou muito contente com a surpresa incrível.

           Eles passaram todos um natal magnífico e apesar de saber que o seu filho vai ter que voltar para Inglaterra, a vendedora de fósforos ficou animada pois descobriu uma nova família para ser feliz.

Filipa Rodrigues

Natal encantado

A história que vou contar é sobre duas meninas de dez anos, a Maria e a Sara que adoravam o Natal, como todas as meninas e meninos desta idade.

 história há também uma tia que odiava o Natal e estava sempre a dizer “Neste mundo egoísta, os egoístas vencem”. A Maria era sua sobrinha e nunca acreditou no que a tia dizia, preferia ouvir a sua amiga Sara e acreditar que o Natal era mágico, mas a sua tia não lhe dava descanso, obrigava-a sempre a trabalhar, até mesmo no dia de Natal.

A tia tinha ideia fixa e obrigava a Maria a lutar, achava que ela tinha boa voz e queria que ela a treinasse, para um dia fazer parte do mundo da fama, como ela sempre quis que a menina pertencesse.

Neste dia de Natal, a Maria cantou toda a tarde e já estava bem cansada. A tia acabou por adormecer e então aproveitou logo para ir à casa da Sara celebrar a festa de Natal. Ela fazia isto sempre que podia, mas naquele dia foi diferente, a sua tia acordou e percebeu que a Maria tinha saído. Zangada, foi até à casa Sara para reclamar com ela. Quando a Maria se apercebeu que a tia estava a chegar, tentou fugir, pois já sabia que ela não vinha muito bem disposta, mas não foi a tempo: apareceu aos gritos a reclamar, não só com a sobrinha, mas também com a família da Sara. Parecia um pesadelo. A Sara chorava e a sua amiga tentava falar com a tia para que se acalmasse, mas sem sucesso. Nada nem ninguém conseguia mudar a ideia daquela senhora. Era triste ver no dia de Natal acontecerem situações como aquela.

 15 anos a Maria tornou-se uma das cantoras mais famosas do mundo. A tia tinha conseguido os seus propósitos. Mas para isto, a Maria tinha passado todos estes anos fechada em casa a aperfeiçoar a voz, a ter aulas de canto e a deixar de lado o valor da amizade.

              Começou a acreditar no que a tia dizia “Neste mundo de egoístas, os egoístas vencem”.

              A amiga Sara começou a trabalhar para ela, mas era maltratada. A Maria acabou por aprender a lição da tia e até a tia já não significava nada para ela. Por outro lado, Sara fazia tudo o que a Maria mandava, pois continuava a adorar a sua amiga e, apesar de serem diferentes, sabia que ela tinha sido influenciada pela tia. Até no dia de Natal ela exigia que os seus trabalhadores não aproveitassem, mas se dedicassem ao trabalho, caso contrário, seriam despedidos.

              Sara, fazia roupas para o espetáculo de um grupo de órfãos, que seria para financiar uma instituição de solidariedade.

              A Maria não sabia de nada, não sabia que a amiga antiga se dedicava a ajudar os outros.

              E, nessa noite, uma coisa extraordinária aconteceu. Maria teve uma visita inesperada de três espíritos de Natal: um do passado, outro do presente e o terceiro do futuro. Todos eles lhe disseram e mostraram coisas diferentes, que a fizeram pensar. A princípio, ficou muito espantada com aquela surpresa. Não sabia se era agradável ou desagradável … Diziam que eram espíritos … Não sabia se havia de acreditar. Só depois do espírito do passado lhe mostrar a cena da sua tia a apanhá-la na casa da Sara, começou a acreditar. Lembrou-se, então, do que sentiu naquela altura. Ainda se lembrava dos gritos e da tristeza que a envolvera.

              De seguida, o segundo espírito mostrou-lhe o que a Sara fazia no outro trabalho e passou a saber como aquelas crianças gostavam dela e, acima de tudo, como precisavam dela, das suas palavras e da sua coragem. Nunca ninguém alguma vez tinha dito o mesmo dela.

              Por fim, o último espírito mostrou-lhe como seria a sua vida se ela fosse pobre e a sua amiga Sara fosse rica e egoísta como ela. Nesse momento a Maria não se conteve e as lágrimas vieram-lhe aos olhos. Realmente tinha sido demasiado egoísta, mas finalmente tinha percebido o sentido do Natal e da felicidade das pequenas coisas. Afinal era famosa, mas isso não lhe enchia o coração daquela alegria que ela vira na amiga e no rosto daquelas crianças.

              No dia seguinte, a Maria comprou presentes para todos, deu folga a toda a gente e também foi ao espectáculo. No fim, deu dinheiro para a mesma instituição e comprou presentes para todas as crianças.

Francisca

A vendedora de fósforos

Numa antiga cidade, existia uma senhora que vendia fósforos todos os dias no inverno.Ninguém sabia o porquê, mas havia sempre algumas pessoas que os compravam.

Numa noite de inverno, três crianças com mais ou menos doze/treze anos perguntaram à mulher porque os vendia, mas ela apenas disse que existiam pessoas no mundo que precisavam de dinheiro o suficiente para ter um natal feliz junto da família e com comida, porque o melhor presente que uma pessoa pode dar é amor e carinho.

As crianças não entenderam bem, mas antes que dessem por isso, desapareceu no meio da escuridão.

Na noite seguinte, as três crianças foram ao sítio do costume procurar a senhora para comprar alguns fósforos, mas não a encontraram e, durante dias, ela não apareceu.

            No dia de Natal, a mesmas três crianças pela cidade, sem rumo. E para sua surpresa, encontraram a “vendedora de fósforos” dentro de uma casa junto de umas quatro crianças que aparentavam ter entre dez e quinze anos e mais quatro adultos:duas mulheres e dois homens que pareciam ter entre 35 e 40 anos.Pareciam estar a divertir-se imenso, mas depois houve uma coisa que chamou a atenção das crianças, foi a árvore de Natal. Uma árvore sem muitas decorações e debaixo dessa árvore não havia nenhum presente de Natal.

Então, a frase da senhora veio à cabeça das crianças e logo tudo fez sentido. A “vendedora de fósforos” vendia-os para ter um Natal com a família.

             E, mesmo sem os presentes de Natal, as quatro crianças pareciam divertir-se bastante. Enquanto uma família “pobre” pode divertir-se imenso no Natal, com a companhia uns dos outros, uma família “rica” pode não se divertir assim tanto por se sentir solitária, porque não são os presentes de Natal que fazem o Natal ser “mágico”, e sim a companhia uns dos outros.

Então a moral da história é que não é preciso ter presentes de Natal, para ter um Natal feliz, porque o melhor presente é o amor e carinho das pessoas à nossa volta.

 Lara

Uma aventura nas férias de Natal

             No final do primeiro período de escola, um grupo de amigos decidiu passar as férias de Natal na Serra da Estrela. Alugaram uma casa e foram.

Quando chegaram, instalaram-se, como já tinha escurecido, foram dormir. No dia seguinte, pela manhã, tomaram o pequeno-almoço numa pastelaria e ouviram, uma senhora que trabalhava lá dizer que tinha sido assaltada por um homem vestido de Pai Natal., ao vir para o trabalho. Tomaram o pequeno-almoço e foram em direção ao parque de ski e viram um Pai Natal a distribuir presentes pelas crianças. Então, ficaram atentos para ver se ele roubava alguma coisa, mas não, só estava a ser simpático com as crianças.

Depois de tudo isto, o grupo foi esquiar. Em seguida, decidiram patinar no gelo e aí eles viram um assalto feito pelo  Pai Natal. Foram atrás dele, mas não o conseguiram apanhar. Quando chegaram a casa, a senhora já tinha feito o jantar e eles falaram do que tinha acontecido e a tentavam arranjar um plano para o apanharem, mas não tiveram nenhuma ideia.

Quando acordaram, já tinham o pequeno-almoço na mesa. Acabaram de comer e saíram para ver se encontravam o Pai Natal.

Não só encontraram o Pai Natal, como foram assaltados por ele. O grupo não o conseguiu apanhar, mas ao irem atrás dele, ele deixou cair um bloco. Eles pegaram no caderno e lá dizia o dia, a hora e o local de onde ia ser o próximo assalto. Com essa informação, eles ficaram mais aliviados porque já sabiam que o próximo assalto ia ser no dia seguinte, às 8 horas da manhã, à beira da pastelaria onde eles tomaram o pequeno-almoço no primeiro dia. Eles, sabendo isto, foram divertir-se, o que não tinham podido fazer no dia anterior. Foram almoçar num restaurante e, depois, como a manhã tinha sido cansativa, foram para casa ver um filme.No fim de verem o filme, começaram a planear o que iam fazer no dia seguinte, jantaram, e foram dormir. Ainda era um pouco cedo, mas tinham de acordar mais cedo do que o normal.

Eles acordaram, prepararam-se e, tomaram o pequeno-almoço rápido, e foram logo para a beira da pastelaria e viram o Pai Natal a chegar. Então, para terem a certeza de que aquele era o assaltante, meteram uma nota a sair do bolso. O homem viu e preparou-se logo para os assaltar. Amarraram-no logo, porque já estavam à espera, e ligaram para a polícia. Dois polícias chegaram e levaram-no preso e assim eles passaram o resto das férias em paz.

Juliana Cunha

A verdadeira história do pai natal

O Pai Natal é normalmente conhecido pelas suas barbas brancas, pelo seu fato vermelho, pelas suas renas, mas principalmente por descer a chaminé de cada casa para entregar presentes às crianças bem comportadas.
Baseando-se em São Nicolau, Sudblom criou uma personagem cativante e amigável que realmente marcou o público e contribuiu para determinar a imagem definitiva do Pai Natal.

O Pai Natal vive com a sua esposa, a Mãe Natal, os seus elfos mágicos e nove renas voadoras. Na altura do Natal, ele faz uma lista de crianças do mundo, de acordo com o seu comportamento, e entrega presentes como: brinquedos ou doces, a todos os meninos e meninas mal comportadas. O Pai Natal consegue os presentes com a ajuda dos seus elfos mágicos. Fazem os brinquedos na oficina, e as suas renas mágicas, que são as únicas que conseguem voar, fazem com que os presentes cheguem às crianças.

Mafalda Cruz

A noite de Natal

Era uma vez uma menina muito tímida e muito linda e carinhosa. Ela e a família estavam na sua noite de Natal, na casa dos avós, quando perceberam que faltavam as sobremesas que ficaram esquecidas.

Então, a mãe pegou logo no carro para ir as buscar. Mas o que elas não sabiam é que vinham algumas aventuras por aí. A primeira, logo que elas saíram, foi um gatinho que estava abandonado e mal tratado e, como não gostavam de ver assim animais, decidiram levá-lo para encontrarem alguém que o quisesse adotar.

Em seguida, apareceu um acidente e elas tiveram de esperar até que a polícia as deixasse passar.

Mas acabou por ali, elas chegaram a sua casa e pegaram nas sobremesas, quando iam de volta para a casa da avó, depararam-se com umas pessoas que estavam a festejar o Natal e, como ainda tinham o gato, perguntaram se o queriam e essa família aceitou e agradeceu.

Quando chegaram junto da família, estavam todos à mesa à espera. Tinham demorado tanto que alguns até já tinham começado a dormir!…

Mário

Natal a preto e branco

              Numa casa enorme e isolada na cidade de Óbidos, habitava o Senhor Harry, um luso-descendente, com 75 anos e recentemente viúvo. Com três filhos já casados e longe da sua cidade natal, não conseguiam visitar com frequência o pai, devido aos seus trabalhos, mas também devido às contingências da pandemia.

              Aproximava-se o Natal, e a situação pandémica com tendência a piorar, Harry, na esperança de não passar a noite de consoada sozinho, ligou para o seu filho mais velho:

              – Renato? Sempre vindes cá no Natal?

              – Estive a ver as normas e liguei à Susana e ao Paulo e não vamos conseguir sair daqui. Desculpa, pai! Gostávamos muito de passar este primeiro ano sem a mãe contigo, e os teus netos têm saudades tuas, mas é arriscado até porque as nossas profissões não são favoráveis à situação do país e não te queremos perder também.- respondeu o filho com receio da reação do pai.

              – Fico triste pelo sucedido, mas compreendo, ides violar a lei e se calhar não vos dá jeito por falta de tempo. Espero que isto passe e que para o ano festejemos todos juntos. – Acrescentou o velhote com tristeza, desligando  a chamada.

              Harry sentia-se revoltado por perder a sua esposa, apesar de serem uma família minimamente rica, eram simples e com os seus valores em alta. Revoltado murmurava para si:

              – Hoje em dia, as pessoas só olham para o seu “umbigo”, nunca têm tempo para nada, milhares de idosos passam dias e dias sozinhos e nem nas festas têm oportunidade de serem felizes por alguns minutos…

              Às voltas pela casa, Harry continuava neste alvoroço, nada o fazia tirar da cara aquele ar de desânimo, de desespero, de viuvez. E assim continuava:

              – Esta gente não olha para as desigualdades existentes pelo mundo fora. Ora são racistas, ora são xenófobos, ora só pensam neles. São os maiores consumistas, nunca conseguem controlar os seus impulsos, só pensam em prendas e mais prendas! E amor e carinho, que é bom? Nadaaaaa!….E com a “porcaria” do vírus, pior. Sinceramente, os únicos sinais de esperança para este Natal a preto e branco são a árvore de Natal e o presépio.

              Durante largos minutos, só pensava na solidão, pensara estar até a ser abandonado pelos próprios filhos. Olhava para o seu pinheiro, repleto de prendas para dar aos filhos e aos netos, mas não via o seu desejo concretizado.

              O tempo voava e já era véspera de Natal, Harry continuava desolado e inconsolável que até nem televisão podia ouvir, nem das notícias queria saber. O seu Natal seria a preto e branco, sem cor e sem vida.

              Porém, o Governo anunciou livre circulação entre concelhos e cidades na época natalícia e passagem de ano. Logo que os filhos de Harry souberam do sucedido, correram a ligar uns para os outros, para combinarem a noite de consoada com o pai.

              O pobre senhor, após ter chegado a casa de ter ido fazer as últimas compras de Natal, estacionou o carro e saiu dele quase a arrastar-se pelo desgosto. Enfiou a chave na fechadura e, ao abrir a porta, depara-se com a sua família:

              – Feliz Natal!

              Escorriam-lhe as lágrimas pelo rosto, o seu desejo foi concretizado, o seu Natal ganhou cor com a presença das pessoas da sua vida. Tinha a mesa cheia de coisas boas, a sua árvore de Natal de presentes. Apesar de faltar lá a única e verdadeira mulher da sua vida, aquele, sim, ainda era um Natal com vida.

Mariana Matos Mota

O Natal de Vasco

Numa pequena aldeia no Norte do país, havia uma casa branca com um jardim à volta, cheio de árvores sem folhas no inverno e um pequeno parque para brincar. Era a casa de Vasco.

Era um menino feliz, extrovertido, que, apesar de só ter dez anos, já tinha um coração enorme e preocupava-se com os mais necessitados, principalmente os sem-abrigo. A época do ano favorita do Vasco era o Natal, mas naquele ano ia ser diferente, pois estavam a passar uma pandemia e as famílias não se podiam reunir para não transmitir o vírus. Mas Vasco não queria perder o espírito natalício, e mesmo sendo um ano atípico, tentou fazer com que o seu Natal fosse o melhor possível, cheio de amor e alegria.

Até que o dia de véspera de Natal chegou. Vasco, pela manhã, com um frio de rachar, apesar do sol a espreitar, decidiu ir com a sua mãe às compras. Dona Sílvia, a mãe de Vasco, perguntou-lhe, o porquê de ir às compras, pois ele já tinha comprado as prendas.

 respondeu:

 Mãe, este Natal, eu queria ajudar as pessoas que não têm uma casa, que não têm alguém para passar o natal, que não têm roupa!

Sílvia disse:

– Ok, filho, se o queres fazer, faremos os dois e eu ajudo-te. Mas em vez de irmos às compras, não seria melhor irmos ao teu quarto,  tirámos roupa que já não te serve ou que não usas, e podemos ver brinquedos que já não queiras?

Vasco achou uma ótima ideia e disse à mãe que gostava de levar alguma comida, como enlatados, bebidas e peças de fruta.Dona Sílvia concordou, entraram no carro e seguiram. Depois de uma hora, chegaram a casa com dois sacos bem cheios. Vasco estava muito feliz! Sílvia foi fazer o almoço.

Entretanto, ele foi para o seu quarto e começou a experimentar a roupa que tinha e foi ver os brinquedos que já não queria.

Era uma da tarde e eles foram almoçar. Vasco foi buscar cinco sacos e começou a enchê-los. Chamou pela mãe:

– Mãe, anda buscar estes sacos para pô-los no carro e eu levo os sacos das compras.

– Ok, Vasco! – Respondeu a mãe.

 no carro e foram para a cidade.

 ao seu destino, e foram pelas ruas onde costumam estar os sem-abrigo.

Vasco, feliz, começou a distribuir comida, brinquedos e roupa. Os sem-abrigo ficaram muito felizes e agradeceram.

Vasco e a mãe regressaram a casa cansados, mas felizes e cheios de emoções.

No final da ceia, Vasco foi recompensado pela sua generosidade, pois abriu a sua prenda e era um computador. Ele ficou feliz pelo presente, pois assim podia fazer videochamadas com o seu avô que estava internado no hospital.

Vasco deixou uma mensagem ao mundo:

“Valorizem tudo o que têm e ajudem as pessoas que precisam”.

Fabiana Fernandes

Um presente de Natal especial

              As ruas estavam iluminadas, as lojas todas enfeitadas e a música a alegria acompanhava os atarefados com os presentes que iriam oferecer.

Já Maria, uma pequena e doce menina, que, apesar de não ter muitas possibilidades financeiras, gostava de ir ver as montras das lojas, apreciar as iluminações e esperar que algum dia conseguiria ter um Natal com presentes. Mas a maior alegria e presente que lhe poderiam oferecer era poder ver a sua mãe outra vez, pois esta falecera depois de ter sofrido um grave acidente.

A menina pedia todos os anos, o mesmo e achava impossível ver sua mãe outra vez, mas este ano iria seria diferente. Já se fazia tarde e como era a noite mais esperada por todos, a véspera de Natal, não queria preocupara a sua família e chegar atrasada à ceia. A certa altura, a caminho de casa, Maria olhou para o céu e viu uma linda e iluminada estrela cadente, de tal brilho que tinha, iluminava aquela pequena cidade, dando a ideia que já seria dia. Neste instante, a menina ajoelha-se, fecha os olhos e pede o seu maior desejo. Em todos os anos que Maria vivia naquela cidade nunca teria visto algo tao único e lindo quase se podia dizer que era-a magia do Natal.

Depois de chegar a casa e de ter ceado, Maria foi-se aconchegar nos lençóis da sua cama. A certa altura, Maria ouviu um barulho, decidiu ver do que se tratava. Levantou-se da cama e foi até à sala, não viu nada, só que de repente, algo fugiu pela porta com imensa rapidez; sem medo, Maria decide ir atrás.

Ao sair a porta, nem queria imaginar no que estava a ver, era o trenó e as renas do Pai Natal. Curiosa, decidiu entrar e ver como era por dentro, ficou espantada, nunca imaginara que seria assim. Ouviu uma voz. Era o Pai Natal e, com receio do que este lhe poderia fazer, escondeu-se atrás do saco dos presentes.

O trenó começou a andar, Maria não acreditava que estava a andar no trenó do Pai Natal, com as manobras que o trenó dava, ela acabou por se desequilibrar e caiu, mas como por magia Maria ficou a flutuar e o Pai Natal estendeu-lhe a mão e puxou-a novamente para o trenó.

– Ho!! Ho!!Ho!! O que a menina Maria está a fazer no meu trenó? -perguntou o Pai Natal com um tom espantado, mas divertido.

 A menina, de tão nervosa que estava, não conseguia falar e deu um suspiro. Ao perceber que esta estava assustada perguntou-lhe se o queria ajudar a fazer as outras crianças felizes e distribuir os presentes. A menina com um ar feliz acenou a cabeça em sinal de aceitação. Já se tinham passado horas e, aos poucos e poucos, a menina ficou menos tímida, começou a fazer perguntas e a falar da sua vida até chegar a uma altura que o Pai Natal lhe pergunta:

– Maria, porque é que nunca me escreveste uma carta?

– Porque tudo o que mais queria no Natal era poder ter a minha mãe de volta.

O Pai Natal não lhe respondeu, só lhe estendeu a mão e nela uma caixinha pequena e branca com um laço dourado. A menina não compreendera, pois se não tinha escrito uma carta, como é que haveria um presente para ela? Mas pegou na caixinha e abriu-a, e nela, estava uma bola de Natal, mas era especial pois era mágica, continha memorias que Maria e sua mãe tinham passadas juntas. Começou a chorar e lá no fundo ouviu uma voz a chamar por ela.

-Maria! Maria! Acorda, é hora de tomar o pequeno almoço. – Era o seu pai.

A menina levantou-se rapidamente da cama e correu até a janela para ver se teria sido um sonho.

Sem hesitar, Maria vai até ao pinheiro de natal e vê que estava lá a caixinha branca, voltou a olhar para a janela e uma luz no céu brilhava: era a sua mãe!

 Ana Francisca Silva

Agradecer…. 

Como todos sabem 2020 foi um ano diferente devido à pandemia que o mundo ainda atravessa. Então, decidi escrever um conto de Natal a homenagear todos os profissionais de Saúde, não só aqueles que trabalham no hospital mas também todos aqueles que trabalham no lar e aos bombeiros, desde funcionários, auxiliares de saúde, doutores, enfermeiros, a todos os profissionais saúde sem exceção.

            Esta é a história de uma profissional de saúde que vai trabalhar no dia 24 de dezembro deixa a sua família, o marido e uma menina com apenas 9 anos, que cresceu a ajudar os outros. A sua mãe, profissional de saúde muito conhecida na sua cidade pois está sempre a ajudar tudo e todos, trabalha no hospital e tem estado na linha da frente na luta contra o covid-19, muitas vezes abdicou da própria família para proteger a mim e a todos. Numa noite, a filha surpreendeu-a com um telefonema:

– Mãe, amo-te muito! Tenho muito orgulho em ti e no teu trabalho, és um grande exemplo de vida, e és uma grande mulher. Quero-te agradecer por tudo, mãe. Bom trabalho! Amo-te muito, mãe! Beijinhos! A mãe respondeu:

– Obrigada, minha filha! Também tenho muito orgulho em ti e também te amo muito!

 – Bom trabalho, mãe! Beijinhos.

– Obrigada, filha, beijinhos! – Exclamou a mãe cheia de orgulho e foi trabalhar.

A menina olhou para o pinheirinho e para o Pai Natal que estava ali ao lado e pediu:

Pai Natal, o meu desejo para este Natal e o maior e o melhor presente que me podias dar era a minha mãe vir para casa cedo. – E foi dormir.

Passou a noite e 25 de dezembro é dia de abrir os presentes. A menina acordou e, mal ouviu a campainha, foi a correr, pensando que era o Pai Natal, correu para a porta e abria-a:

            – Mãe, és tu?! – A menina nem queria acreditar que era sua mãe e explodiu de alegria..

– Sim, sou eu, filha. Amo – te muito, filha! Tantas saudades e tantos beijinhos!

A filha saltou de alegria, chorou de emoção, abraçou-a com tudo amor e carinho e exclamou:

            -Este sempre será o maior e o melhor presente de: vires para casa cedo neste dia tão especial e tão feliz! Pai, Mãe, amo-vos!

– Amo-te, filha! És o melhor presente da vida! – A filha abraçou-os e exclamou bem alto:

            -Obrigada por tudo, pais, por aquilo que me têm ensinado ao longo da vida, por estarem sempre presentes em todas as etapas da minha vida, são os melhores pais que eu poderia ter tido, mas sem esquecer o Pai Natal pelo melhor presente de todos! Ahhaha, eu sei que ele não existe, mas este é e sempre será o espírito de Natal! Os pais orgulhosos, sorriram pensaram como a filha cresceu depressa.

            – Feliz Natal a todos! Esta família estava tao feliz por simplesmente estarem todos juntos e assim agradeceram por tudo.

Nunca ninguém substitui o colo e o amor de uma mãe e de um pai.

Por vezes, não damos valor à vida nem as oportunidades que ela nos dá por isso, devemos sempre agradecer tudo aquilo que temos, apesar do ano ser diferente, devemos agradecer àqueles que cuidam de nos de um modo indireto ou direto, pelo carinho e amor que demonstram com o seu trabalho pois ajudaram na luta contra o covid-19, os que estiveram na linha da frente mas também em relação as outros tipos de doenças que continuam a existir, os que estiveram do outro lado do telefone para ajudar, a ciência pela descoberta da vacina para o combater.

 Às vezes a vida, faz-nos crescer, mesmo que nós não queiramos: somos instantes e num instante não somos nada! Por isso, agradece, perdoa e espalha paz, alegria e amor por todo lado.

Ana Rita Dias

A vendedora de fósforos

Na noite da véspera de Natal, uma menina caminhava pelas ruas molhadas pela chuva a observar as decorações de natal das casas e praças ali perto. Eram idênticas todos os anos, mas alegravam a menina da mesma forma.

Essa menina era uma das muitas pessoas pobres daquela cidade, tentava arranjar dinheiro a vender fósforos, mas isso não a ajudou muito na sua pobreza.

Nessa noite, tinha conseguido algum dinheiro com a venda, o que já foi a melhor prenda de natal que ela podia receber.

Alegre, volta para casa e, quando entra o cheiro a canela e baunilha foi a primeira coisa que sentiu. Sabendo que alguém estava a cozinhar, dirige-se à cozinha encontra a sua avó e o irmão a cozinhar. Pareciam ser bolachas de canela! Ainda mais surpreendida e alegre que antes, junta-se à sua família a cozinhar.

Não foi um Natal cheio de presentes, mas conseguiu tudo o que mais desejava, um pouco de dinheiro e um momento especial com a sua família.

Renata Costa

A noite de Natal

Olá o meu nome é Mariana e vou falar-vos da minha noite de Natal. Era a véspera do Natal e já tinha as minhas avós na cozinha, a preparar as sobremesas e o bacalhau.

 Eu, gulosa como sou, fui roubar uma das deliciosas rabanadas, mas fui apanhada. A minha avó, ali especada, a olhar para mim começou a rir-se e eu também. Fiquei estarrecida e a minha avó exclamou: “Meu Deus, eu sabia que era gulosa, mas isto é exagero!” e toda a gente começou a rir.

Nesse dia, à noite, comemos o bacalhau com natas e, mal deu a meia-noite, corremos para abrir os presentes. O Tiago, o meu irmão, ganhou uma bicicleta e uma mochila, e eu ganhei um vestido à tropa e uma mochila muito bonita.

No dia 25, fui a uma festa em Viana do Castelo, tirei uma fotografia com o Pai Natal e fiz as atividades  divertidas que por ali existiam. Regressei a casa e fui dormir.

E esta é a minha noite de natal!

Rita Soares Fernandes

“Um milagre de Natal”

-Oh! O Natal está quase a chegar…de novo…- murmurou uma voz suave mas impaciente, naquela estranha casa que caía aos bocados. Matilde era uma menina com cerca de 9 anos muito desenrascada e via pela janela de sua casa os vizinhos com as suas respectivas famílias a colocarem os enfeites de Natal.

             A menina tinha uma história de vida muito triste, os seus pais haviam falecido num acidente rodoviário quando esta tinha cerca de 7 anos. Matilde tinha uns olhos azuis que faziam lembrar o céu e uns longos cabelos loiros que costumava usar com duas trancinhas e dois laçarotes. Embora fosse muito pequenina, Matilde vivia sozinha e alimentava-se de comida que encontrava na rua, os seus passatempos favoritos eram: observar o quotidiano dos seus vizinhos e falar sozinha, no entanto, esta pequena tinha um grande sonho que era, receber um presente de Natal, pois há cerca de dois anos que não recebia nenhum presente.

             Desde que os seus pais haviam falecido, três dias antes do Natal, Matilde ia sempre ao bosque perto de sua casa buscar flores para colocar na campa dos pais, mas este ano algo diferente aconteceu e ainda no bosque viu qualquer coisa com umas orelhas compridas, atrás de um arbusto e encheu- se de coragem e foi lá ver o que era.

            -Isto é…- pensou ela,- um… um… duende do Pai Natal!? – interrogou-se.

 Matilde aproximou-se daquele pequeno homenzinho e disse baixinho:

   -Humm…o…olá- gaguejou- Eu sou a Matilde- tu…tu… és um duende do Pai Natal?

  -Ah! -deu um pequeno grito de medo,- sou sim, não se vê logo?

 -Será que me podias levar ao Pai Natal? 

 O duende responde arrogantemente:

-Anda lá…

 Matilde seguia o pequeno homenzinho, muito entusiasmada, nem mesmo os longos minutos que tiveram que andar a fizeram perder o entusiasmo. Quando chegaram a casa do Pai Natal, Matilde, abraçou o Pai Natal e o pequeno duende saiu da beira deles, deixando- os a sós.

            – O que te trouxe aqui, minha pequena?- perguntou o Pai Natal com um sorriso doce, enquanto acariciava uma das trancinhas da menina.

– Os meus pais faleceram há 2 anos e desde então, nunca mais festejei o Natal, nem recebi presentes – a menina dizia estas palavras com lágrimas nos olhos.

O Pai Natal tenta conforta-la e afirma:

  -Eu vou te ajudar!

O Pai Natal conhecia um casal que sonhava ter filhos, mas não conseguiam devido a problemas de saúde.

             Jeruslávio! – grita o Pai Natal, para chamar o duende que havia acompanhado Matilde.

  Jeruslávio vai a correr ter com eles:

            – Diga senhor!

– Será que podes ligar ao Sr.Domingos ou á Dona Fernanda? – pedindo-lhes que venham até cá.

             – Claro senhor!

            Jeruslávio liga a Domingos e pede-lhe que se desloque com a sua esposa até á casa do Pai Natal e poucos minutos depois o casal estava lá em casa.

O Pai Natal conversa com o casal.

 – Olá amigos, esta menina chama-se Matilde e perdeu os pais há cerca de dois anos. Eu sei que não é do vosso sangue…mas poderiam cuidar dela como se fosse vossa filha… O que acham?  Para além disso a Matilde também não tem condições em casa onde vive e para além disso vive sozinha.

Matilde olha para o casal e o casal olha para a menina e os três sentem uma conexão especial. 

            O casal decide aceitar a proposta do Pai Natal e após a confirmação da menina, os três deslocam-se até uma enorme loja de roupa e compram roupas e calçado para Matilde, pois as suas roupas já mal lhe serviam e estavam muito deteoradas.

            Entretanto Domingos pergunta a Matilde:

 – O que vais querer de presente no dia de Natal? 

– Agora não quero nada, porque o mais importante eu já recebi, uma família, obrigada.

Os três abraçam-se e Matilde nunca mais passou necessidades e tornou-se uma menina feliz e amada, como antes de perder os pais.

Laura Isabel Costa Cunha

Um milagre de Natal

Numa cidade muito distante viviam Pedro e Ana com os pais, numa casa grande e rica, porém, com pouco amor. Havia ausência de carinho pois o Sr. José e a Sr. Filipa estavam sempre a trabalhar, não tendo tempo para conviver com os filhos.

             época de Natal estava a chegar e sozinhos, Pedro e Ana iam montar a árvore. Enquanto decoravam a casa, conseguiam ouvir sinos e vozes de famílias na rua a cantarolar músicas natalícias, fazendo-os sentir ainda mais tristes.

            Naquela noite, o Sr. José e a Sr. Filipa chegaram cedo a casa o que alegrou os filhos, mas essa alegria rapidamente desvaneceu quando lhes contaram que nem a mãe nem o pai poderiam estar em casa na noite de Natal, acrescentando também que eles iriam passar o Natal na casa do avô. O avô era um senhor que não falava muito e a única vez que o viram foi numa festa de aniversário há muitos anos atrás.

            Faltavam dois dias para a noite de Natal e os irmãos apanharam um comboio para a pequena aldeia do avô. Quando chegaram o primeiro pensamento de Ana, uma menina inocente de nove anos, foi que gostava muito da cor dos tijolos da casota do cão, e o de Pedro, um adolescente de quinze anos e revoltado, foi interrogar-se como é que um velho de oitenta anos tinha uma casa maior que a sua.

 Quando eles tocaram á campainha, o avô, um senhor baixo, de cabelo totalmente branco e cego de um olho, abriu-lhes a porta e nem uma palavra. Pedro e Ana repararam que ele não parecia estar muito feliz por tê-los ali, mas a irmã reparou numa coisa ainda mais estranha: aquela casa não tinha uma única decoração de Natal.

             dia seguinte, Ana acordou com duas ideias na sua cabeça: uma delas era brincar com o cão e a segunda era decorar aquela casa tão desanimada. Foi em direção à cozinha para tomar o pequeno almoço, ao passar pela sala, reparou na única fotografia da casa: o avô com uma mulher. Ao chegar à cozinha, com a fotografia na mão, ela perguntou ao avô que mulher era aquela.

– Essa era a minha mulher, a tua avó. Chamava-se Maria e era linda, como podes ver. Ela fugiu há vinte anos atrás sem nenhuma explicação, na noite de Natal. – respondeu o avô.

Com aquela resposta, Ana apercebeu-se do porquê a casa não estar decorada e o avô não gostar do Natal, e decidiu não decorar a casa.

Perguntou, então, sobre o paradeiro do cão.

– Não vejo o Patas há cerca de duas semanas, mas ele está sempre a ir à vila e a voltar por isso não te preocupes. Agora põe essa fotografia no sítio antes que a partas! -disse o avô.

 Ao pousá-la, Ana sentiu um pequeno relevo atrás da moldura e ao virá-la viu uma chave com uma estrutura peculiar. Depois desta descoberta Ana sabia que tinha de descobrir que porta aquela chave abria. Pedro acordou com o barulho da irmã a correr pela casa e vai ver o que se estava a passar.

– O que estás a fazer? Fizeste-me acordar cedo num sábado! – Resmungou Pedro.

– Encontrei esta chave e sinto que ela abre algo super importante!

Quando subiu para o terceiro andar da casa, Ana sentiu um pouco de frio na parte de trás do seu pescoço, mas continuou a andar. Rapidamente ela se apercebeu que no sótão, e reparou numa porta completamente preta. Achou estranho, não se lembrava de alguma vez ter visto uma porta daquela cor, normalmente eram sempre de madeira com um tom de castanho.

            Naquele momento, sabia exatamente o que tinha de fazer: pegou na chave e abriu a porta. Estranhou ver neve dentro, pois naquela aldeia não nevava, mas o mais esquisito é que ela estava no terceiro andar, logo não era possível que aquela porta se abrisse para o quintal.

Foi chamar o Pedro, que não acreditou naquilo que a irmã lhe contara, mas Ana de novo subiu as escadas atravessou aquela porta sozinha e, ao andar um pouco em cima daquela neve, avistou árvores ao longe. Correu na direção delas e observou uma senhora com a pele tão branca como a neve e jovem como aqueles passarinhos acabados de nascer num ninho duma daquelas altas árvores. Ana apresentou-se.

– Olá! Eu chamo-me Ana. Quem é a senhora?

 A senhora, que ainda não tinha reparado na sua presença, inclinou a cabeça e responde:

 O meu nome é Maria e tenho andado à procura do meu marido e da minha filha!

 A pequena rapariga sentiu que conhecia aquela cara de algum lado e Maria finalmente começa a sentir mais esperança de que algum dia veria a sua família novamente. Ana começa a juntar as peças e em pouco tempo chegou à conclusão que aquela senhora era a sua avó, mas Ana não percebia como é que era possível ela não ter envelhecido nem um dia, pois estava exatamente igual à versão d fotografia.

 Ana deu a mão à sua avó e diz-lhe que vai levá-la à sua família. Juntas, elas conseguem atravessar de volta a porta, ficando as duas no chão do sótão. A neta olhou para a sua avó e viu-a a envelhecer aos poucos e a começar a parecer-se com a mesma idade do avô.

De repente, Maria começou a lembrar-se de tudo. Há vinte anos atrás, ela e o seu marido tinham acabado de comprar aquela casa e na manhã de Natal ela decidiu limpar o sótão e ao ver uma porta misteriosa aberta, Maria atravessou-a e ela fechou-se rapidamente e sem a chave ela nunca mais conseguiu sair.

 Ana contou à sua avó tudo e Maria fica muito triste por saber que o seu marido passou estes natais todos a pensar que ela o tinha abandonado. Então a avó e a neta juntam-se para preparar o melhor Natal de todos e enquanto que o avô tinha ido à vila elas decoraram a casa toda e cozinharam o jantar. Quando o avô chegou a casa e viu aquelas decorações, ficou emocionado pois todos os enfeites estavam colocados e pendurados como na última noite que ele tinha passado com a sua mulher.

            Maria apareceu diante dos seus olhos e Júlio não acredita que estava a ver a sua mulher, depois de tanto tempo. Ficou feliz, mas exigiu uma explicação e quando Ana e Maria lhe contaram tudo, Júlio lembrou-se que, quando ele comprou a casa, o dono anterior disse que não aconselhava atravessar a porta sem a chave, mas é claro que na altura Júlio não se apercebeu do que ele estava a falar. Poderiam, então, apreciar o jantar, mas Ana teve uma dúvida que não conseguia esquecer.

– Mas como é que a chave foi parar à moldura? – Pergunta ela.

– Por acaso, essa moldura foi a única coisa que ficou que pertencia ao antigo dono. A tua mãe achou a bonita e insistiu que ela ficasse cá em casa. Respondeu a avó.

 Eles sentaram-se à mesa e quando Pedro chegou à cozinha e lhe contaram tudo nem queria acreditar.

Quando acabaram a ceia, o Patas apareceu com a especial moldura na boca e entregou-a a Maria. Ficou contente por saber que depois destes anos todos, a fotografia permanecia intacta tal como o amor que eles sentiam um pelo outro.

Leonor Dantas

Um Presente de Natal

            As montanhas desvaneciam por entre as nuvens sombrias e robustas. O Sol, sem mostrar um único sinal da sua existência, afastava qualquer andorinha que por ali costumava vaguear. O vento soava como o uivo de um lobo, abanando os pinheiros e carvalhos que por ali reinavam. Era esta a usual vista de Zezinho.                 Sentado no parapeito da enorme e redonda janela do seu quarto, observava a natureza, num silêncio desmedido. Os restantes meninos dormiam serenos a sonhar com as suas futuras famílias. Zezinho também sonhava muito com isso, mas a sua esperança era, cada vez, menor.        

 Convento das Freirinhas do Pardal era a sua única casa, desde que a sua memória o permitia recordar. Aos dez meses, fora entregue num cesto gasto de cana da índia, coberto por uma manta de farrapos. Vestido apenas com um body, demonstrando aparentes sinais de desnutrição e falta de higiene, as Irmãs do Pardal assim o encontraram numa manhã gélida de Outono.Zezinho não se lembrava disso e as Freirinhas faziam questão de nenhum dos meninos recordar os dias em que ali chegaram.                                       

Doze anos se passaram e Zezinho continuava no Convento. A maioria dos seus amigos já partira. Apenas restava ele, Manel e Luizão, seus irmãos de coração. Ele amava o Convento e as Freirinhas, mas o seu maior desejo era ter uma família.                                          

Naquele dia, a sua ansiedade e entusiasmo estava em êxtase. Zezinho ouvira, no dia anterior, que o Casal Benvindo, um casal que apoiava diversas causas da instituição, apelidados pelos meninos de “casal maravilha”, iria visitar o Convento e, possivelmente, adotar um deles. A sua esperança de partir voltava a aumentar, mas o receio e a grande certeza de que seria um dos meninos mais novos o escolhido, invadia a sua mente e o seu ternuroso coração.                                                                              

Às nove em ponto, o casal atravessava a porta principal do Convento. Ele vestia um fato cinzento-claro com detalhes brancos a combinar com a camisa. No entanto, fora a senhora Benvindo quem chamou a atenção do menino. O seu cabelo loiro pelos ombros realçava os seus olhos azul-água e o seu sorriso branco radiante. O casaco de pelo castanho, que a protegia do frio que se sentia, escondia um simples e modesto vestido de lã branco. Os olhos de Zezinho reluziam só de reparar na sua beleza e, principalmente, na sua simpatia e ar amável.Tal como os outros meninos, encontrava-se em fila no átrio do Convento, vestidos com as modestas fardas da instituição, desejando as boas-vindas. No entanto, a tristeza de Zezinho rapidamente regressou.             

A senhora fora ao encontro dos meninos pequenos. A sua cara trancou-se imediatamente e os seus olhos voltaram a brilhar, agora repletos de lágrimas. Correu para o quarto, nem esperando a ordem da Irmã Superior, enfiando-se debaixo dos lençóis de flanela, enquanto os soluços aumentavam de velocidade.

Dias se passaram, semanas se passaram, e o casal continuava a visitar o Convento das Freirinhas do Pardal. Zezinho tentava cruzar-se com eles, o mínimo possível. Por outro lado, a senhora continuava em volta dos mais pequenos, trazendo-lhes doces e brinquedos.O seu grande amigo Luizão, nesse espaço de tempo, acabara por ser adotado por uma outra família. Apesar de se separarem, Zezinho estava muito feliz pelo seu irmão de coração.                  

O que mais o preocupava era Manel. Faltavam, exatamente, dez dias para o Natal e doze dias para o aniversário do seu amigo. O menino de cabelos escuros e olhos repletos de vontade de viver completaria quinze anos, a idade máxima para residir no Convento. Quem tivesse essa idade e continuasse numa instituição, teria de ir para um colégio militar e ingressar, obrigatoriamente, no exército. Assim, Manel iria viver para o outro lado do país, num colégio especializado em educar e formar os jovens, com base no amor na pátria, para dali a três anos, ingressar no exército. Porém, como o seu aniversário era muito próximo do Natal e da Passagem de Ano, as Irmãs, juntamente com o Colégio Militar decidiram que o rapaz só iria a partir no dia três de janeiro.         

Apesar disso, Zezinho não se convencia com essa ideia. Não entendia, nem queria que o seu melhor amigo partisse, muito menos sabendo que a probabilidade dele, dali a dois anos, residir no mesmo colégio que Manel ser mínima. No país, tão defensor da pátria nacional, existiam muitos colégios militares e o Estado fazia questão de separar os jovens oriundos do mesmo convento. Não se conformando com tal futuro, naquele dia de tempestade de neve, enquanto observava o pequeno lago a transformar-se em gelo, uma ideia floresceu na pequena, mas esperta mente de Zezinho: convencer o casal a adotar o seu melhor amigo e assim não teria de ir viver para o outro lado do país, num colégio militar.

 Rapidamente, atravessou o grande átrio do Convento à procura da Madre Superior para lhe contar o seu plano. No entanto, encontrou primeiro a senhora Benvindo a ler um livro. Com algum receio e nervosismo, Zezinho foi ter com ela. Detalhadamente, explicou-lhe a história de Manel e a sua atual situação. Para grande felicidade do menino, ela mostrou-se muito emocionada a ouvir atentamente cada pormenor, prometendo-lhe que ia tentar fazer algo.O rapaz animou-se com a resposta e saltitando pelo Convento fora, foi ter com Manel. Decidiu conter o entusiasmo, não contando ao seu amigo, para não lhe dar falsas esperanças.

            Tal como prometido pela senhora, oito dias depois, o Manel fora adotado. A senhora agradecera muito a Zezinho. O jovem não contendo a emoção, abraçara-se a ela, sentindo o seu perfume floral. Essa, era a sua família de sonho, aquela com quem sempre se imaginou a passar natais e aniversários. No entanto, a sua irmandade com Manel era superior a qualquer seu sonho, visto que a situação do seu irmão de coração era pior.                                

A despedida dos meninos foi muito comovente. Conheciam-se desde que para ali tinham ido viver, criando imediatamente uma profunda ligação. Aprenderam a escrever, a andar de bicicleta, a fazer tudo juntos! A tornarem-se adolescentes com sonhos e ambições juntos!             

-Feliz Natal, Manel! Este é o meu presente para ti… – Despediu-se Zezinho, interrompido por um soluço de tanto chorar.           

-Não sei se algum dia te conseguirei agradecer. Serás sempre o meu irmão! Sempre! 

No dia seguinte, era Natal. Mais um ano, Zezinho passou desta vez, desta vez sem os seus irmãos de coração. Agora, definitivamente, era o jovem mais velho do Convento das Freirinhas do Pardal. O seu desejo por ter uma família desaparecera. Zezinho já tinha família, muitos irmãos e muitas mães, e não desejava mais nada! Se o seu destino era acabar a pertencer ao exército, Zezinho aceitava isso, porque era feliz, independentemente de tudo!

            Soraia Fiúza

 Sonho de Natal

Alice era uma menina de paixões. Paixão por todas as coisas simples e belas, como as flores, os animais, o mar, o sol. Paixão pelas crianças pequeninas que as comparava aos anjinhos, pelos velhinhos que os comparava com os sábios, pois contavam as histórias antepassadas sem esquecerem nenhum pormenor.                                                                         Mas a maior paixão dela era o Natal. Oh, como ela amava o Natal!                     Quando chegava a chuva, o frio e os dias a diminuir, lá dizia ela:                      

– Deve estar a chegar o Natal!                                                                           

– Não, ainda falta um mês – dizia a mãe.                                             

Apesar disso, Alice sentia que a época preferida dela não andava por longe e o seu coração alegrava-se mais quando via as ruas enfeitadas, as montras das lojas perto da casa delaa encherem-se de presentes e, pelos ares, música, cânticos alusivos ao Natal.

Na escola, a professora já tinha avisado que fossem pensando na carta para  escrever ao Pai Natal, que pedissem apenas um presente e que pensassem naquelas crianças que não sabiam o que era o Natal, nem brinquedos, nem roupas, nem uma rica ceia de Natal perto da família.   E Alice pensava, pensava muito, embora achasse que a professora estava a exagerar. E cansada de pensar no que a professora dizia, a menina decidiu, um dia, dar um grande passeio. Quem saberia se, no regresso, já tinha chegado o Natal?

Pouco tempo depois de ter saído de casa, Alice viu-se, de repente numa terra totalmente desconhecida. Era inverno, estava frio, sabia também que era dezembro e, admiradíssima, não encontrou o menor vestígio desse tempo de Natal que para ela era tão mágico. Então Alice, decidiu bater à porta de uma casa, para perguntar o porquê de aquela aldeia não ter um espírito natalício como a terra dela, e saber como aquela família passava o Natal. Quem lhe abriu a porta foi um rapaz, mais ou menos da sua idade que lhe abriu também o rosto num largo sorriso, convidando-a a entrar. Foram os dois para a cozinha onde ardia um grande tronco, na lareira. Tinha muitas pessoas naquela casa, um casal idoso, sentado em cadeiras de costas altas, um homem ainda novo que se preparava para tirar pinhões de pinhas já assadas, duas meninas vestidas de igual, uma senhora a fazer rabanadas e mexidos e um cão enroscado numa manta junto da lareira. Todas as pessoas a cumprimentaram, sorridentes.      Alice, tímida e surpreendida, pois não contava com uma receção tão simpática, disse:

– Eu não quero incomodar, chamo-me Alice, vivo longe daqui e bati à vossa porta porque me sinto meia confusa e um pouco perdida.

O homem pousou as pinhas, e fez também a apresentação da família. Alice assistia, maravilhada, a tantas atenções e demonstrações de simpatia e ia ouvindo o homem a falar:

– Estes são os meus pais, Inácio e Manuela, estão connosco desde que deixaram de poder trabalhar e viver sem ajuda. Quem te abriu a porta é o meu filho Pedro. A Joana e a Júlia são as nossas gémeas. A minha esposa que está sempre atarefada chama-se Maria e eu sou o João.                                           

Alice já quase não ouvia. A sua preocupação era observar e pensar na beleza daquele quadro formado por pessoas tão serenas, humildes e simpáticas. Estava tão feliz, tão feliz que até achava que devia ficar calada, apenas a agradecer todas as atenções e gozar daquela felicidade que nunca tinha acontecido. Gostava muito dos Natais da sua casa, mas só agora se dava conta da confusão, das correrias, do telefone sempre a tocar…Ali havia tanta paz!E era Natal!Ali não era, portanto, nenhum daqueles países de que a professora falara, onde as crianças não conheciam o Natal. Ali era diferente, mas era Natal.       

– Gostava muito de vos falar do Natal no meu país que é tão diferente doque vejo no vosso. Quando aqui cheguei duvidei que fosse tempo de Natal. A professora da minha escola falou-nos de países onde não há Natal e que existem crianças que não recebem presentes. Enfim, onde o tempo de Natal não é conhecido, é como se não existisse. Quando aqui cheguei foi o que pensei, não vi ruas enfeitadas, nem música, nem árvores de Natal. Na verdade, o vosso Natal não é uma festa verdadeira – disse Alice, com medo da reação da família que a acolheu.

           Fez-se silêncio, Alice pensava que tinha ofendido aquela gente que a recebeu com tanta simpatia. Afinal cada terra tem a sua tradição e ela tinha que saber respeitar. De repente João, o dono da casa, diz:                                     

– Deixaste-nos curiosos, não queres contar-nos um pouco desse teu Natal tão diferente do nosso?                                                                     

– Na minha terra, muito tempo antes do Natal, já não se fala noutra coisa. As pessoas andam atarefadas, compram os presentes para a família toda. Quem for neto recebe prendas dos avós, pais, tios. As ruas ficam cobertas de luzes, em muitos centros comerciais, há sempre um Pai Natal para divertir as crianças e distribuir guloseimas. Aqui, para vos ser sincera, dei comigo a interrogar-me sobre se seria este um dos tais países sem Natal…                   

A conversa prolongou-se e de repente Maria, a mãe, diz:                                        

– É melhor deixarem a conversa para mais tarde, porque a ceia está quase pronta e preciso de ajuda.                                                                                         

– Eu e a Alice pomos a mesa. – gritou o Pedro.                                                            – Eu vou buscar os vinhos e mais lenha… – afirmou o pai.        

Enquanto ajudava o Pedro, Alice sentia-se muito feliz, por ter um Natal tão diferente do seu. Aquele sonho estava para terminar…quando Alice acordou vestiu-se para ir para a escola e pelo caminho contou o Sonho de Natal à mãe.

Mariana Silva

Um Natal quase arruinado

Já estava tudo pronto na fábrica do Pai Natal. Durante o ano todos os elfos, ajudantes do Pai Natal, e o próprio prepararam-se arduamente para aquele momento.

            A fábrica era enorme, bem iluminada com luzes de Natal, uma grande árvore, com telhados cobertos com mantos de neve; a fábrica estava tão, mas tão, cheia de presentes que alguns tiveram de ir para os estábulos das renas.

            No dia 23 de dezembro, com quase tudo pronto para o Natal, algo de inesperado aconteceu. Alguém tinha invadido a fábrica do Pai Natal e furtado todos os presentes. Consequentemente, o Natal estava arruinado, mas, os tais “ladrões” tinham deixado um rasto.

O Pai Natal e alguns dos seus elfos seguiram os rastos, caminharam muito, mas chegou um momento em que não existia mais rasto e, quando se aperceberam, estavam no meio de uma floresta e sentiam que alguém os estava a observar. Parados no meio daquela floresta assustadora, ouviram um barulho. Logo todos se viraram e descobriram que estava alguém no meio dos arbustos, seguiram e avistaram uma casa muito estranha…

            O Pai Natal e os elfos foram calma e silenciosamente até à janela. Espreitaram e viram um elfo. Perplexos, lembraram-se que poderia ser o Elfo Mau, o elfo rebelde e diferente de todos os outros; tinha poderes fornecidos pelo Pai Natal, quando trabalhava na sua fábrica, mas apesar de o Pai Natal lhe perdoar inúmeras vezes, houve uma vez que o elfo tinha passado dos limites. Com uma brincadeira de mau gosto magoou gravemente a Corredora, uma das renas do Pai Natal.

            Depois de reconhecerem quem estava na casa, o Pai Natal e os elfos entraram. A casa estava cheia com os presentes furtados e lá estava o elfo mau, muito contente com a sua ação. O homem das barbas brancas ficou muito irritado com retirando-lhe de vez os poderes.

Os elfos bons recolheram os presentes e o elfo mau desapareceu.

Chegaram à fábrica com os presentes e recomeçaram a trabalhar para que tudo estivesse pronto a tempo.

            Na noite de Natal, todos os presentes foram deixados nas casas das crianças e o Natal foi salvo.

 Rita Torres

O significado do Natal

Num bairro pobre e devastado, onde muitos habitantes estavam desalojados, vivendo ao relento e quase sem alimentos, pairava um ambiente de tristeza. Ali não se festejava o Natal, pelo contrário, o Natal era motivo de indignação, pois os moradores não tinham condições para o festejar como o resto do país. não se apercebendo que no Natal só precisamos de aproveitar o tempo com os que mais gostamos.

Nesse bairro vivia, com os pais, Maria e António, uma criança de dez anos, chamada Joana. Esta família era das poucas que ainda tinha teto, embora vivesse com muitas dificuldades. Tal como muitas famílias deste bairro, também não dava muita importância ao Natal, vendo-o como uma data irrelevante.

Maria e António ficaram desempregados, apenas a viver das poupanças, e como consequência Joana deixou de ir à escola.

No dia 23 de dezembro, meses depois de não conseguir pagar a renda, a família de Joana foi despejada e devido à falta de condições para viver com os pais, a menina foi levada pela Segurança Social. Maria e António fizeram de tudo para reaver a filha, até imploraram para, pelo menos se despedirem, mas nada feito.

Na instituição, Joana chorava porque não queria estar ali. Todos tentaram animá-la com presentes, mas nada a fazia feliz e sempre que lhe perguntavam se não estava feliz por ter uma casa Joana respondia:

– Prefiro não ter teto e ter a família que amo e que sempre fez tudo por mim.

No dia da consoada, ao levar os presentes de Natal às crianças, Sandra, uma mulher com muitos recursos financeiros, perguntou a Joana qual seria o melhor presente que lhe poderiam oferecer, e Joana respondeu:

– Voltar para junto dos meus pais seria o melhor presente!

Sandra emocionou-se ao imaginar a dor da menina e dos seus pais, pois noutros tempos, num passado longínquo, havia experimentado a pobreza e tinha estado longe da sua filha. Então, decidiu ajudar esta família a reencontrar-se.

No dia 25, Sandra surpreendeu Maria e António oferecendo uma pequena casa com as condições necessárias que a família necessitava e um emprego para António. A família recuperou a sua filha e esta pôde continuar os seus estudos.

A partir desse dia, esta família passou a acreditar na bondade do ser humano e o Natal passou a ser celebrado como uma época de magia e amor, nada nem ninguém conseguiria separá-los.

 Carolina Lopes

O jovem e o gato

  Numa fria tarde de Natal, Pedro encontrava-se triste, desanimado e, sobretudo, solitário.

   Pedro era um jovem que vivia sozinho uma vez que os seus pais estavam noutro país, então passava o Natal sempre na sua casa. Esta era fria, pequena e silenciosa; contudo, situava-se numa cidade barulhenta, onde havia luzes por todo o lado. 

   Na cidade havia um espetáculo de Natal que atraía milhares de pessoas e Pedro estava determinado a mudar a solidão que sentia dentro de si e juntou-se à plateia.

Infelizmente, não conseguiu ficar por muito tempo, pois o barulho e a confusão eram demasiado para ele. Apesar de ficar frustrado, decidiu continuar a tentar e dirigiu-se a uma feirinha próxima, mas também não obteve o que queria. Tentou, tentou, tentou… e nada!

   Desiludido consigo mesmo, o jovem começou a sentir toda a solidão a voltar e a sua determinação, por fim, desaparecera. Já tinha desistido do seu “Natal Feliz” e, assim sendo, voltou para casa.

   No caminho para casa encontrou um gato preto com olhos amarelos, um gato solitário e abandonado. O animal olhou-o pesarosamente e Pedro sentiu que necessitava de ajuda, de teto e de comida. Logo notou que se identificava com o animal, então achou que ambos poderiam encontrar a felicidade um no outro.

  Pedro aconchegou o gato de olhar triste e levou-o para casa.

Com o animal felpudo nos braços, com comida para si e para o felino, assim passaram a noite de Natal, num ambiente caloroso e de fraternidade.

Nasceu na noite de Natal uma amizade para a vida.

Ana Sofia

Natal é paz

Em 1938, em plena guerra, um menino chamado Artur, vinha de uma família judia, mas ele destacava-se na sua família por ter cabelos loiros e olhos verdes. Artur tinha apenas onze anos, e vivia a injustiça de ser judeu, sempre escondido e sempre de país para país à procura de paz.

Aproximava-se o Natal. O jovem judeu já tinha ouvido muitas histórias sobre esta quadra festiva, mas todas muito diferentes, umas falavam de presentes, outras de um certo homem a quem chamavam “Pai Natal”.

Artur, devido à sua religião, não comemorava o Natal, e isso porque todos eles respeitam a tradição da Torá, um livro que contém as leis da identidade judaica e a palavra de Deus. 

No mês de dezembro os judeus fazem uma festa muito importante, este feriado é o Hanukkah, que podemos dizer ser o Natal judaico. Durante essa celebração, o povo judeu lembrava-se dos dois grandes milagres que Deus tinha feito por eles, quando os gregos tentaram eliminar o judaísmo e ameaçavam exterminar o povo judeu. Este facto deu origem a uma guerra que os judeus venceram milagrosamente, por isso, nesse feriado todos eles se reúnem com as famílias, rezam e agradecem a Deus.

Artur ouvia falar de como o Natal dos outros era incrível. Então pediu à sua mãe para lhe contar como era essa tradição; ela disse-lhe que eles costumavam reunir-se para jantar, e esperavam até à meia-noite para trocar presentes uns com os outros, mas de seguida explicou-lhe que todas as religiões têm os seus costumes, e também disse:

– Compreendo que queiras ter um Natal divertido como o dos outros meninos, mas sabes muito bem que a nossa família não tem condições para comprar um único presente, ainda mais com a vida que temos agora.

– Mas eu não quero saber dos presentes, eu quero juntar a nossa família, sem ter medo que alguém nos descubra! – respondeu Artur.

A mãe do menino sorriu e disse:

– Sabes que agora não é assim…

Artur não fez caso, ele achava muito injusto o que a sua família estava a passar, não fazia sentido eles estarem a ser perseguidos apenas por serem judeus.

 Então resolveu, que no dia 24 às 22h, ele iria reunir a família para jantarem todos juntos, e às 00:00h iria dar a cada um deles uma margarida dentro de um envelope onde estaria escrito “Feliz Natal”.

E assim fez, todos jantaram tranquilamente, e quando chegaram as 00:00h ele foi entregando o envelope a todos os familiares, que ficaram espantados e curiosos pra saber a que se devia aquela comemoração, e foi exatamente isso que a sua avó perguntou. Artur respondeu:

– Todos nós devemos e podemos ter um Natal normal, não é por sermos judeus que não nos podemos divertir em família.

Com os olhos vidrados de emoção, a família de Artur estava emocionada e orgulhosa pelo ato de carinho do seu ente querido. 

Artur ofereceu-lhes uma margarida, porque descobrira há uns dias atrás que a margarida simbolizava a paz e a liberdade. Então, lembrou-se das margaridas que floresciam no seu jardim e resolveu colhê-las.

Daí em diante, todos os anos Artur oferecia uma margarida a cada um dos seus familiares para lhes lembrar que não eram diferentes, que, tal como nas famílias cristãs, também a sua prezava a união e a alegria da família.

Lara Quintela 

 

Conto de Natal

Numa tarde de Natal, numa casa humilde, coberta de neve, ouvia-se a Joana a queixar-se ao seu irmão Daniel. Esta lamentava ter sido uma pessoa infeliz e sem sorte neste ano de 2020. Não podia conviver com as amigas da escola, não podia visitar a sua família, sentia-se muito pesarosa. Entretanto, os pais chegaram do supermercado.

 – Olá mãe, olá pai! – exclamaram as crianças.

 Olá filhos! Está tudo bem por aqui? – perguntaram os pais.

– Sim! Mãe, posso ajudar-te nos preparativos para o Natal? – perguntou a Joana.

– Claro que podes ajudar filha! – respondeu a mãe. – Vamos para a cozinha.

Enquanto a mãe e a irmã foram para a cozinha, o Daniel decidiu ir dar uma volta de bicicleta.

O rapaz seguiu para o monte e viu um caminho pelo qual nunca tinha passado. Com curiosidade, resolveu explorá-lo. O caminho era estreito e continuava numa longa reta, mas com uma descida muito inclinada. Ao descer deparou-se com imensas pedras e galhos. Acabou por cair, bater com a cabeça numa das pedras e desmaiar.

, passadas algumas horas, a esposa disse ao marido:

 Amor, liga para o nosso filho para que venha para casa, a ceia já está quase pronta.

O pai ligou várias vezes ao Daniel, mas como este não atendeu, o senhor suspeitou que algo poderia ter acontecido.

– Amor, o Daniel não atende o telemóvel, pode ter acontecido alguma coisa com ele! – disse o pai preocupado.

 Eu vi-o a sair do portão de bicicleta, deve ter ido para o monte, como é o habitual, e vi agora que ele deixou o capacete em casa! – alertou a mãe.

Os pais e a irmã foram à procura do Daniel no monte. Ao encontraram dois caminhos, resolveram dividir-se: o pai foi pelo caminho da esquerda enquanto mãe e filha foram pelo da direita.

 estava muito inquieta por causa do irmão e o desespero tomou conta dela.

– Mãe, onde estará o Daniel? Será que lhe aconteceu alguma coisa?! Por favor, meu Deus, faz com que o meu irmão esteja bem… Desculpa por ter sido egoísta e ter pensado apenas em futilidades, em sair com as minhas amigas… Por favor, eu só quero que não tenha acontecido nada de grave ao meu irmão… – soluçava a rapariga.

– Acalma-te, Joana, tudo correrá pelo melhor. Por vezes, Deus coloca pedras no nosso caminho para que nos lembremos de dar valor às coisas boas que temos – observou a mãe.

Entretanto, depois de caminhar alguns minutos, o pai encontrou o Daniel desmaiado e com um enorme hematoma na cabeça. Ligou para a mulher e, de seguida, chamou uma ambulância.

Já no hospital, Daniel recuperou a consciência e os pais foram informados que os exames médicos não haviam revelado nada de grave, apenas era preciso levar uns pontos na cabeça, o que já deu um alívio a toda a família.

Mais tarde, já em casa realizaram a ceia de Natal, mais unidos que nunca.

Já passadas algumas horas, e faltando alguns segundos para a meia-noite, tanto o Daniel como a Joana, estavam muito ansiosos para abrirem os seus presentes.

À meia-noite, começaram a abri-los e a Joana exclamou:

– É linda esta prenda, obrigada! Mas nada que se compare ao facto de eu ter o meu irmão são e salvo perto de mim! És um chato, Daniel, mas eu adoro-te, mano!

E os dois irmãos abraçaram-se agradecidos por estarem em família…

De repente, ouviram-se foguetes e todos correram para fora. Havia imensos foguetes a serem lançados, muitas cores e formatos diferentes no céu daquela noite!

Já tendo acabado os fogos de artíficio, voltaram para dentro e aconchegaram-se junto da chama ardente da lareira, perto do pinheirinho enfeitado com as fitas, bolinhas e luzinhas de diversas cores, que enriqueciam o espírito natalício da casa. No presépio havia bonecos, caminhos de terra, animais, pessoas, os três reis magos, casas, construções e principalmente a cabana com o menino Jesus.

A família conseguiu passar o Natal com quem mais gostava, da melhor maneira possível!

Mesmo tendo tido um momento stressante por causa do pequeno acidente do Daniel, a família estava reunida e a celebrar a magia do Natal!

Paulo Lima Faria  

Alice e o Natal

Tudo começou numa pequena casa de madeira que ficava numa floresta muito distante, e nessa casa vivia uma jovem e bela menina de cabelos louros e brilhantes chamada Alice.

            Alice não gostava muito do Natal, ela não via qual era o interesse de abrir presentes, porque para ela, era um dia como os outros.

            Certo dia, quando Alice voltava da escola deparou-se com uma pequena loja, que nunca havia visto antes, então a menina, decidiu entrar.

 entrou, aquela loja parecia estar abandonada; o pó acumulado e as teias de aranha faziam-na pensar desta forma. Então, decidiu verificar se estava alguém:

              – Olá? Está aqui alguém? – gritava ela – Olá?

              Mas ninguém respondia, até que, quando Alice estava prestes a sair da loja, apareceu uma mulher idosa, baixinha e de cabelos grisalhos, que lhe disse:

            – Espera, espera! Não vás! Eu tenho uma coisa para te dar!

Então, a velha senhora tirou um colar muito brilhante do seu bolso e deu-o à menina.

     – Muito obrigada, minha senhora. – respondeu a menina com uma voz trémula, e logo em seguida saiu da loja.

     Alice foi imediatamente para casa e quando lá chegou, pousou a mochila e viu melhor o colar que aquela senhora lhe havia oferecido; parecia um colar banal, mas, quando ela abriu o medalhão lá pendurado… PUFF!! Alice aparecera num lugar desconhecido, parecia até um sonho!

            – Onde é que eu estou? – perguntou ela com medo, mas ao mesmo tempo curiosa.

Alice estava numa casa muito pequena e pobre. Dirigiu-se até à mesa de jantar onde estava uma família constituída pelo que pareciam ser uma mãe, um pai e dois irmãos, ambos rapazes. Então, a menina foi perguntar onde se encontrava, que lugar era aquele e se a podiam ajudar a ir para casa. No entanto, parecia que não a conseguiam ouvir nem ver, como se ela fosse… Um fantasma! Alice começou a perguntara a si mesma o que estava a acontecer.

– Será que foi o colar daquela senhora? Será que ela era uma bruxa?! – interrogou-se a menina.

              Mas, a menina começou a ouvir aquela família a falar! Ela conseguia ouvi-los mas eles não a conseguiam ouvir.

– Obrigada por mais uma ceia de Natal! – rezavam eles.

– Natal? Mas o Natal é só amanhã! – dizia ela para si própria.

            Alice olhava para a mesa deles e via que realmente havia pouca comida em cima da mesa, mas que mesmo assim eles pareciam estar muito alegres.

            – Desejo que todas as crianças no mundo tenham um Natal muito feliz e que o passem com as pessoas que mais amam. – dizia o mais novo dos irmãos.

               Alice, com aquelas palavras tão sentidas que o rapaz acabara de dizer começou a refletir:

– Será que faz sentido eu não gostar do Natal, sendo que estas crianças que quase não têm roupa para vestir ou comida para comer gostam e estão felizes com o pouco que têm?

Então, de repente, a menina abriu os olhos e estava em casa. Olhou para o relógio e era manhã de Natal! Então, desceu as escadas a correr e desejou feliz Natal a toda a sua família, que ficou admirada, pois ela nunca gostara daquela festividade.

            – Feliz Natal! Feliz Natal! – dizia ela com alegria.

Mas não podia deixar de pensar no que tinha acontecido, será que aquilo tinha sido apenas um sonho? Ou teria realmente acontecido?

           A partir desse dia, Alice nunca mais voltou a dizer mal do Natal e este passou a ser o seu dia preferido do ano, pois ela entendeu que o Natal não era só presentes, e sim a família, a união e o amor.

 Beatriz Barbosa  

O lenhador e a árvore de Natal

          Era uma vez um lenhador que vivia no meio de uma floresta fria e gelada no topo de uma montanha com a sua mulher. Viviam numa pequena e modesta casa, mas muito aconchegante onde não faltava o calor humano, o amor e a amizade que nutriam um pelo outro.

          Viviam felizes os dois sozinhos na floresta.

          Certo dia, a mulher adoeceu e meses depois morreu. O lenhador ficou muito triste, sentiu-se só e desamparado.

Desde esse dia, sentiu-se invadido pela solidão, nada mais fazia, passava os seus dias a cortar lenha e nos afazeres domésticos.

          Numa noite cinzenta e triste, no dia 23 de Dezembro o lenhador decidiu usar uma das árvores que cortara: colocou-a dentro de casa e resolveu decorá-la. Ia colocando luzes, imensas luzes, umas fitas, umas bolinhas e uma estrela.

          No dia seguinte, o homem observou a sua casa, esta tinha pareceu-lhe diferente, parecia mais viva e iluminada… Aquela árvore trouxera mudanças…

          Nesse mesmo dia, ao cair da noite, ouviu um latir pesaroso vindo da parte de fora da sua casa. Abriu a porta e deparou-se com um cão de orelhas caída e olhar triste deitado no chão junto à porta. Este parecia estar com muito frio e comfome, então o lenhador decidiu tomá-lo nos seus braços e levá-lo para o interior da sua casa. Colocou-o junto da lareira para que se aquecesse e deu-lhe de comer. O cão logo se transformou e enroscou-se nas pernas do lenhador.

          Horas depois, um casal idoso veio bater à porta da casa do lenhador a perguntar se este tinha visto um cão. Este cão era a alegria do casal com quem vivia há anos. Dissera ao lenhador que a luz da sua árvore de Natal os iluminara e guiara até àquele lugar.

O casal ficou muito feliz depois de saber que o seu adorado companheiro canino estava em casa do lenhador. 

Este convidou-os a entrar e como esta noite já tinha caído e o frio era insuportável, sugeriu que se aquecessem à lareira e que passassem lá a noite.

O casal agradeceu e ficou em casa do lenhador.

Quando amanheceu e o sol aqueceu a floresta, o casal partiu sem antes agradecer ao lenhador por ter tomado conta do cão e deixado que eles dormissem em sua casa.

Daí em diante, o lenhador sentiu o renascer da esperança, nunca mais se sentiu triste e todos os anos, no dia 23 de dezembro, passou a decorar uma árvore, a iluminar a casa com a sua árvore de Natal.

Alexandre Barros

Prova Escolar do Concurso Nacional de Leitura 2021-2022

Recebemos do Júri da Prova Escolar uma nota; nela se inclui a lista dos candidatos apurados para a Fase Municipal.

Escola Secundária de Ponte de Lima

BIBLIOTECA ESCOLAR

Concurso Nacional de Leitura 2021.2022

15ª Edição

Fase Escolar

Hoje, dia 13 de janeiro, um grupo de 21 alunos lançou-se na aventura de LER. Sim, leram uma obra literária e, com muita alegria e determinação, partilharam as suas impressões sobre o que leram e escolheram um excerto da obra expandindo com fluidez e expressividade palavras mágicas!

Todos ficamos mais “ricos”!!!

Agora segue-se a fase Municipal e os apurados são:     

3º ciclo

– Afonso Ferreira Pereira

1º suplente – Eva Carneiro Santos Malheiro

2º suplente – Vera Catarina S. Fernandes

Secundário

– Letícia Sousa Páris

1º suplente – Maria Regina de Abreu Pinto

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA – Fase de Escola

Dia 13 de janeiro, na biblioteca escolar:

9:15h – Apresentação dos concorrentes

9:30h – 10:00h – Prova escrita

10:30h – 12:30h – Prova oral

Concurso Postais de Natal

A turma 10º L do Curso Técnico de Instalações Elétricas concorre ao concurso da Biblioteca Escolar “Postais de Natal”.

Aproveita para desejar Bom Natal e Boas Entradas ao Novo Ano.

O Comércio na Biblioteca

Respondendo ao desafio proposto pela biblioteca escolar a turma 11º N, do Curso Técnico Comercial, envolveu-se de forma ativa e colaborativa numa atividade, cuja finalidade era a decoração alusiva ao Natal do espaço da Biblioteca da nossa Escola. Desta forma, os alunos decoraram a Árvore de Natal, iluminando-a e enfeitando-a com bolas de Natal alusivas ao tema dos Anjos. Para além disso, colocaram em cada mesa Postais de Natal, com contos, lendas e poemas de Natal, convidando todos os alunos e professores à leitura.

Esta foi uma atividade muito significativa para todos os envolvidos, dado que, claramente, “a mão trabalhou com o coração”!

A colaboração e a partilha torna-nos mais eficazes!

Um Santo Natal e um Ano Novo verdadeiramente Novo.

Boas leituras!

A LITERATURA E A MÚSICA

Duas artes que, quando em uníssono, ficam mais fortes e mais belas; de mãos dadas, a Literatura e a Música, quando bem casadas, geram sentimentos, pensamentos, pacificam, revolucionam  mentes e corações.

Perdoem-me, mas vou usar um cliché: “ a cantiga é uma arma”. Os professores Ricardo Araújo e João Carlos Velho usaram essa arma, numa magnífica atracão no auditório desta escola Secundária: a Música e a Literatura ( a ordem é arbitrária) lá andaram à solta! Parabéns, por isso, meus amigos, mas também porque mostraram aos alunos que os professores também sabem fazer outras coisas e gostam de outras coisas: é que, antes de serem professores, são seres humanos na completa aceção da palavra!…

 Prof. José Manuel Araújo

Fragmentos de poesia

Os outros “poetas” escrevem textos que rimam, que até têm métrica, e juntam-nos todos numa coisa a que chamam livro … E têm coragem para publicar e até há quem compre e, pasme-se, há também quem leia … (surpreendente ou …talvez não!)

          Os poetas semeiam alma, derramam coração, vertem emoções, entornam sentimentos, espelham pensamentos, desnudam-se para nós … Abençoado quem os conseguir ver!

          Muito obrigado, caríssima professora Manuela Ferreira, a nossa Maria da Fonte, que muito bem usou a arma da palavra para, no passado 11 de Novembro, no auditório da nossa escola, nos brindar com “Fragmentos de Poesia” de Poetas, não de outros “poetas”. Precisamos de mão!

Concurso Nacional de Leitura 15.ª edição

Estão a decorrer as inscrições para a Fase de Escola da 15ª edição do Concurso Nacional de Leitura, que poderá ser feita na Biblioteca Escolar, junto do Diretor de Turma e do Professor de Português, até ao dia 17 de dezembro de 2021.

Entretanto já são conhecidas as obras a ler nesta fase escolar.

3º Ciclo do Ensino Básico

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar

de Luis Sepúlveda

Ensino Secundário

1984

de George Orwell

25 de novembro!!!!

Neste dia, 25 de novembro, celebra-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres assinalado em 1999, pela Assembleia Geral da ONU. E porquê neste dia?

A data está relacionada com as três irmãs dominicanas, Patria, María Teresa e Minerva Maribal, presas, torturadas e assassinadas no dia 25 de novembro de 1960 a mando do ditador Rafael Leónidas Trujillo. Estas três irmãs tornaram-se um símbolo mundial de luta contra a violência que vitimiza as mulheres.

Celebra-se anualmente, com o objetivo de alertar para um problema que atinge as mulheres de todo o mundo. Infelizmente, ainda existem muitos casos de violência contra as mulheres, nomeadamente casos de abuso ou assédio sexual, maus tratos físicos e psicológicos.

Segundo a ONU Mulheres, uma em cada três mulheres em todo o mundo experienciam violência sexual ou física ao longo da sua vida.

Em Portugal, de acordo com o relatório do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA), entre 1 de janeiro e 15 de novembro foram assassinadas vinte e três mulheres, treze pelos seus companheiros.

Como podemos observar o número de mulheres mortas pelos seus companheiros é um número elevado, então devemos reagir.

Não devemos sentir medo! Se soubermos de algum caso de violência contra uma mulher devemos denunciar sempre.

11º F

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres 2021

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres assinala-se anualmente a 25 de novembro. Esta data foi instituída pela Resolução 52/134 da ONU.

Imagem do manifesto dos nossos alunos em homenagem às 23 vítimas femininas de 2021.

O Clube dos Poetas Mortos

SINOPSE

O Filme O Clube dos Poetas Mortos relata a história de um professor de Literatura e dos seus alunos num colégio interno marcadamente elitista e com uma disciplina muito rígida.

As aulas do professor Keating são dadas de uma forma considerada pouco ortodoxa pelos responsáveis do colégio. Keating apela para valores como a liberdade de pensamento e de expressão, que colidem frontalmente com os que são defendidos no colégio.

Entusiasmados com o lema <<Carpe diem>> (aproveita o dia) proclamado pelo professor, os alunos ganham coragem para experimentar desafios e experiências que nunca antes ousariam enfrentar. À semelhança do que o professor Keating fizera na juventude, sete dos seus alunos criam o Clube dos Poetas Mortos. O clube reúne furtivamente à noite, numa gruta, nas imediações do colégio. O grande tema é a poesia.

O suicídio de um jovem, reprimido pelo pai na sua vocação, vai desencadear uma situação de confronto entre a direção do colégio, e o professor Keating será acusado de instigar os alunos à desobediência. O professor é expulso, e a direção do colégio toma medidas para que tudo volte à normalidade.

DESCRIÇÃO

O filme decorre num colégio interno de grande prestígio que tem por objetivo formar as futuras elites americanas. Situado no coração do Vermont, o colégio de Welton rege-se pelas palavras de ordem <<tradição>>, <<disciplina>>, <<honra>> e <<excelência>>, que os estudantes carregam nos estandartes na cerimónia de abertura do ano letivo. Os pais acompanham os alunos nesta cerimónia como forma de expressar a transferência que fazem para esta conceituada escola da missão de educar os seus filhos.

Após o visionamento do filme, deixa o teu comentário no Blogue da Biblioteca Escolar.

CINEMA NA ESCOLA

Outubro de 2021

Mês das Bibliotecas Escolares

e

Plano Nacional de Cinema

CINEMA NA ESCOLA

É um projeto que tem por objetivo principal formar públicos escolares para o cinema, garantindo-lhes os instrumentos básicos de “leitura” e de compreensão de obras cinematográficas e audiovisuais, bem como despertar o prazer para o hábito de ver e valorizar o cinema enquanto arte, forma de conhecimento, expressão e comunicação estética, indo ao encontro dos pressupostos preconizados no Perfil dos Alunos à saída da Escolaridade Obrigatória.

A importância de uma educação cinematográfica.

O PNC (Plano Nacional de Cinema) disponibiliza anualmente junto das escolas uma Lista Geral de Filmes, que é divulgada anualmente na página da DGE. Esta Lista funciona como um elemento de orientação junto das escolas que se inscrevem no projeto.

In Público 2019

Dia 20 de Outubro

Às 15h:15

Auditório da ESPL

Outubro é o mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE)

Celebra-se anualmente nas bibliotecas escolares em todo o mundo, uma oportunidade para revelarmos o trabalho que desenvolvemos e mostrarmos que são um centro vital nas escolas.

O tema sugerido pelo MIBE 2021 “Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo” é baseado no tema da Conferência da IASL de 2021 “Uma rica tapeçaria de prática e pesquisa ao redor do mundo.”

A expressão “Era uma vez…” transporta-nos imediatamente para o mundo mágico dos livros, através do qual partilhamos a vida de fadas, duendes e muito mais. Existem histórias que foram transmitidas há muito tempo, de geração em geração, e que nos ensinam sobre os valores humanos e a cultura. Vamos ligar-nos e aprender mais sobre diferentes países de todo o mundo, através das histórias.

Na nossa escola durante o mês:

  • FRAGMENTOS DE NÓS
  • CAMPANHA CARTÃO DO LEITOR
  • “ERA UMA VEZ… ” RECOLHA DE HISTÓRIAS E CONTOS
  • APRESENTAÇÃO DE LIVROS DE AUTOR
  • LEITURAS NA BIBLIOTECA
  • EXPOSIÇÃO TRABALHOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS
  • CINEMA

Dia 25 de outubro , dia Internacional das Bibliotecas Escolares

A biblioteca explica: Homofobia, Transfobia e Bifobia

No dia 18 de maio, a biblioteca proporcionou um encontro virtual e em presença de convidados especiais: Dr. João Rodrigues, Enfª. Mónica Morais e a Presidente da Associação de Pais, Manuela Brito.

A preparação deste encontro iniciou-se na sala de aula – alunos do 11º ano colocaram em papel questões relacionadas com a temática para serem colocadas aos participantes convidados. Na presença de 91 alunos, as dúvidas foram esclarecidas e partilhadas experiências de vida.

Alguns exemplos:

  • A privação dos direitos humanos de pessoas LGBT pode ser justificada por razões de religião, cultura ou tradição?
  • O que é a identidade de género?
  • Haverá alguém que não se identifica nem com o género masculino nem feminino? Porquê?
  • Ter sentimentos por alguém do mesmo sexo, faz-me assumir homossexual?

A biblioteca explica: Homofobia, Transfobia e Bifobia

No dia 18 de maio, a biblioteca proporcionou um encontro virtual e em presença de convidados especiais: Dr. João Rodrigues, Enfª. Mónica Morais e a Presidente da Associação de Pais, Manuela Brito.

A preparação deste encontro iniciou-se na sala de aula – alunos do 11º ano colocaram em papel questões relacionadas com a temática para serem colocadas aos participantes convidados. Na presença de 91 alunos, as dúvidas foram esclarecidas e partilhadas experiências de vida.

Alguns exemplos:

  • A privação dos direitos humanos de pessoas LGBT pode ser justificada por razões de religião, cultura ou tradição?
  • O que é a identidade de género?
  • Haverá alguém que não se identifica nem com o género masculino nem feminino? Porquê?
  • Ter sentimentos por alguém do mesmo sexo, faz-me assumir homossexual?